A semana passou estranhamente tranquila.
Ou pelo menos tão tranquila quanto era possível quando Enzo Rocha tinha decidido se infiltrar completamente na rotina de Alana.
Todas as manhãs existia uma mensagem.
Um "bom dia".
Um "já tomou café?".
Um "não esquece de almoçar".
Às vezes um café aparecia na recepção do escritório.
Outras vezes era uma sobremesa.
Ou simplesmente ele surgia por cinco minutos para dar um beijo rápido nela antes de voltar para o restaurante.
Nada grandioso.
Nada exagerado.
Mas constante.
Presente.
Perigosamente parecido com um relacionamento.
Foi exatamente isso que começou a assustar Alana.
Porque toda vez que pensava em contar a verdade para Eduarda...
alguma coisa acontecia.
Alguma mensagem dele.
Algum sorriso.
Algum momento simples.
E ela adiava.
"Mais um dia."
"Depois eu resolvo."
"Depois eu conto."
Mas o depois nunca chegava.
Naquela manhã, enquanto tomava café antes do trabalho, pegou o celular quase automaticamente.
Primeiro abriu a conversa com Enzo.
Depois fechou.
Então, sem nem perceber, abriu o perfil de Eduarda.
E congelou.
A primeira foto mostrava um quarto de hospital.
A segunda mostrava Eduarda deitada em uma cama usando pulseira de identificação.
A terceira...
fez seu coração apertar.
Porque Enzo estava sentado ao lado da cama.
Os cotovelos apoiados nos joelhos.
O rosto cansado.
Como alguém que tinha passado horas ali.
A legenda era simples.
"Você foi meu herói."
Alana ficou olhando para a tela por vários segundos.
Sem entender exatamente o motivo daquele incômodo.
Talvez porque ele nunca tivesse comentado nada.
Talvez porque não soubesse que Eduarda estava ainda procurando ele.
Talvez porque a foto parecesse íntima demais.
Ou talvez...
porque estava com ciúmes.
Ela bloqueou a tela imediatamente.
— Ridícula.
Murmurou para si mesma.
Mas a palavra não convenceu nem ela.
Mais tarde, perto do almoço, o celular vibrou.
-> "Já almoçou?"
O sorriso apareceu sozinho.
De novo.
-> "Sim."
A resposta chegou quase instantaneamente.
"Cinco minutos."
Alana riu.
-> "Cinco minutos o quê?"
-> "Olha pela janela."
Ela levantou da cadeira.
Caminhou até o vidro.
E encontrou Enzo parado do outro lado da rua segurando dois copos de café.
Como um adolescente orgulhoso da própria ideia.
E naquele instante...
a foto do hospital perdeu força.
Porque aquele homem continuava escolhendo ela.
Todos os dias.
Sem perceber.
O sábado chegou acompanhado de céu azul, cheiro de churrasco e caos.
Ou seja...
um sábado perfeitamente normal na casa de Emma.
As crianças corriam pelo quintal enquanto os adultos ocupavam a área da churrasqueira. Música tocava ao fundo, alguém discutia futebol perto da piscina e, em algum lugar, Thiago já estava inventando alguma teoria absurda para irritar a própria esposa.
Quando Alana e Enzo chegaram, Emma foi a primeira a perceber.
Ou melhor...
foi a primeira a perceber que eles chegaram de mãos dadas.
Os olhos dela brilharam imediatamente.
— Ah, meu Deus.
Alana nem teve tempo de reagir.
Emma já estava atravessando o quintal.
Primeiro abraçou Alana.
Depois olhou para as mãos dos dois.
Depois voltou a olhar para Alana.
Então abriu um sorriso enorme.
— Já posso te chamar de cunhada?
— Emma... — Enzo falou imediatamente.
Ela começou a rir.
— Calma. Estou só perguntando.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...