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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 59

Capítulo 59

A sexta-feira amanheceu preguiçosa e fria, com o vento batendo contra as janelas da suíte. Eloise abriu os olhos sentindo o peso agradável do braço de Augusto sobre sua cintura. Ele ainda estava ali, encostado nela, a respiração quente contra o pescoço.

— Bom dia… — ele murmurou, a voz rouca e lenta.

— Bom dia… — ela respondeu, com um sorriso que ele não viu, mas sentiu.

Sem pressa, levantaram-se e seguiram juntos para o banho. A água morna deslizava sobre os dois, e a princípio, o momento parecia apenas calmo… até que os dedos dele começaram a explorar com a intimidade de quem já sabia onde provocar arrepios. Eloise fechou os olhos, deixando escapar um suspiro quando os lábios dele encontraram o ponto sensível abaixo de sua orelha.

Foi rápido, mas intenso — um sexo sem pressa, marcado mais por toques demorados e beijos molhados do que por urgência. Ele a manteve contra a parede, enquanto a água escorria pelos dois, e terminou com um beijo longo, como se quisesse prolongar o sabor da manhã.

Quando saíram, Augusto vestiu uma calça social cinza-escura, camisa preta e um casaco de lã pesado. Eloise optou por um vestido de tricô creme, botas de salto e um sobretudo claro que acentuava sua elegância natural.

Do lado de fora, o dia estava nublado, o vento trazendo aquele frio que fazia as pessoas apertarem o casaco. Eles seguiram para a empresa, onde a manhã foi dedicada a finalizar pendências e alinhar decisões para a filial do Rio.

Às 12h em ponto, o motorista apareceu na porta da sala de Eloise, avisando que aguardava na garagem. Ela terminou de revisar o quadro de funcionários do setor de marketing, pegou sua pasta e seguiu até a sala de reuniões onde Augusto conversava com dois diretores.

— Já é meio-dia — informou, batendo levemente na porta. — Está tudo pronto para voltarmos para Cidade Norte.

Augusto ergueu o olhar para ela e, por um instante, o cansaço do dia pareceu se dissipar. Um leve sorriso surgiu.

No elevador, enquanto desciam, ele falou:

— Não almoçamos. Vou te levar para comer.

— Eu tinha programado almoço no jatinho… — ela começou, mas ele a interrompeu, firme:

— Vai ter tempo para isso. Hoje vamos comer uma comida brasileira extraordinária.

Minutos depois, o carro estacionava em frente ao Copacabana Brésil, um dos restaurantes mais tradicionais e sofisticados da cidade. Na entrada, o maître os recebeu com um sorriso caloroso.

— Senhor Monteiro, que prazer revê-lo. — E, com a naturalidade de quem conhecia o peso daquele sobrenome, completou: — Tenho uma sala VIP disponível para o senhor, no segundo andar.

Subiram por uma escada ampla, com corrimão dourado e carpete macio. Ao entrarem no espaço reservado, Eloise se surpreendeu. A sala era elegante e intimista, com paredes revestidas em madeira escura, quadros de paisagens brasileiras, mesa redonda posta com louça fina, taças de cristal e arranjo de flores tropicais no centro. Uma iluminação suave aquecia o ambiente, enquanto ao fundo tocava um samba instrumental baixo o suficiente para permitir conversas tranquilas.

Eloise passou a mão pelo encosto da cadeira antes de se sentar, absorvendo cada detalhe da sala.

— Você sempre vem a lugares assim? — perguntou, erguendo uma sobrancelha.

— Se soubessem quem realmente me faz querer comer arroz com feijão, ficariam com inveja — ele rebateu, a voz baixa, carregada de intenção.

Eloise desviou o olhar por um instante, fingindo interesse na taça à frente. O coração batia rápido demais para uma simples troca de provocações.

— Você fala como se tivesse esquecido que estamos num restaurante.

— Esqueci mesmo. — Ele recostou-se na cadeira, mas os olhos continuavam fixos nela. — Porque cada vez que você me provoca, eu só consigo pensar em calar essa boca de um jeito que não seria apropriado aqui dentro.

Ela quase engasgou com a própria risada, abafando-a com a mão.

— Você é impossível.

— E você adora isso. — O sorriso dele era perigoso, daquele tipo que prometia problemas — os melhores tipos de problemas.

Quando os pratos chegaram, a conversa deslizou para memórias de infância, comidas preferidas e até algumas histórias engraçadas de Claudia, que sempre o tratava como um filho. Eloise ria de verdade, e Augusto se pegava observando o quanto aquilo o desarmava.

Mas entre uma garfada e outra, os pés de Augusto buscaram os dela por baixo da mesa. Eloise prendeu a respiração quando sentiu o contato e, sem recuar, deslizou o pé pelo tornozelo dele, em um jogo silencioso que só aumentava a tensão.

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