Alana praticamente não dormiu.
Passou boa parte da madrugada encarando o teto, revivendo a ligação do porteiro, imaginando a expressão de Enzo ao ouvir que ela não queria recebê-lo e se perguntando pela centésima vez se tinha feito a coisa certa.
Quando o despertador tocou, ela já estava acordada.
Tomou um banho gelado tentando colocar os pensamentos em ordem. Não funcionou. Tomou apenas um café rápido, pegou a bolsa e saiu de casa apressada demais para alguém que sequer sabia para onde estava correndo.
Quando chegou ao escritório, atravessou o hall da empresa em passos rápidos. Mal cumprimentou a recepcionista, largou a bolsa e os documentos sobre a própria mesa e seguiu diretamente para a sala de Sofia.
Sem bater.
Sem avisar.
Sem qualquer cerimônia.
A porta se abriu de repente.
Sofia, que estava sentada atrás da mesa analisando alguns documentos, levantou os olhos assustada.
— Meu Deus. O que foi isso?
Alana parou no meio da sala.
Respirando rápido.
Nervosa.
Desesperada.
— Ele apareceu.
Sofia franziu a testa.
— Quem?
— Enzo.
A advogada largou imediatamente a caneta.
— O quê?
— Ele foi até o meu prédio ontem à noite.
Sofia arregalou os olhos.
— Espera.
Ela apontou para a cadeira.
— Senta e começa do início.
Alana ignorou completamente a sugestão.
Continuou andando de um lado para o outro da sala.
— O porteiro me interfonou. Disse que ele estava lá embaixo. Que queria subir.
Sofia já estava sorrindo.
Um sorriso que deixou Alana ainda mais nervosa.
— E aí?
— E aí nada.
— Como assim nada?
— Eu não deixei ele subir.
O sorriso desapareceu do rosto de Sofia.
— Você fez o quê?
Alana parou de andar.
— Eu não deixei ele subir.
— Alana Duarte...
A voz saiu lenta.
Perigosa.
— Eu proibi a entrada dele.
Sofia ficou alguns segundos em silêncio.
Tentando processar.
— Você está doida?
— Eu estava nervosa!
— Nervosa?
Sofia levantou da cadeira.
— O homem foi atrás de você!
— Eu sei!
— Foi até o seu prédio!
— Eu sei!
— Depois de tudo o que aconteceu!
— Sofia, eu sei!
A advogada passou as duas mãos pelo rosto.
Como se estivesse perdendo a paciência.
— E o que exatamente você fez?
Alana apontou para si mesma.
— Você queria que eu recebesse ele daquele jeito?
— Que jeito?
— Eu estava usando um pijama velho!
Sofia piscou.
— Isso é sua defesa?
— Eu estava horrível!
— Alana...
— Tinha sorvete pela sala inteira!
— Alana.
— Eu tinha chorado!
— ALANA!
Finalmente ela ficou em silêncio.
Sofia cruzou os braços.
— Então você pedia cinco minutos.
— O quê?
— Você dizia para ele esperar.
Simples.
Alana abriu a boca.
Fechou.
Porque aquilo fazia sentido.
Muito sentido.
Sofia continuou:
— Você dizia que estava terminando uma reunião.
Que estava ocupada.
Que precisava de alguns minutos.
Inventava qualquer coisa.
Mas não expulsava o homem.
Alana afundou na cadeira.
Derrotada.
— Meu Deus...
— Exatamente.
— Meu Deus...
— Exatamente de novo.
Alana apoiou o rosto nas mãos.
— Eu entrei em pânico.
— Eu percebi.
Por alguns segundos o silêncio tomou conta da sala.
Até que Alana levantou os olhos.
E Sofia viu imediatamente.
O brilho.
O medo.
O arrependimento.
Tudo junto.
— E agora?
A voz saiu pequena.
Frágil.
Quase infantil.
Sofia suspirou.
Então caminhou até a amiga e sentou na cadeira ao seu lado.
— Agora?
Alana assentiu.
Sofia segurou uma das mãos dela.
— Agora você para de agir como uma maluca.
Alana soltou uma risada nervosa.
— Sofia...
— Estou falando sério.
Você ama ele.
Ele ama você.
Vocês brigaram.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...