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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 585

Enzo não lembrava exatamente como tinha saído do prédio de Alana na noite anterior. Em algum momento entrou em um bar. Em algum momento pediu uma bebida. Depois outra. E mais outra.

As lembranças se tornavam confusas a partir daí.

A única coisa que sabia com certeza era que acordou no sofá do escritório do restaurante com uma dor de cabeça capaz de derrubar um cavalo e uma sensação horrível de fracasso esmagando seu peito.

Passou a mão pelo rosto e fechou os olhos por alguns segundos.

— Droga, Enzo...

A voz saiu rouca, cansada.

Mas o pior não era a ressaca.

Era a saudade.

Porque, mesmo depois de tudo, a primeira pessoa em quem pensou ao acordar foi Alana.

E isso continuou acontecendo durante o restante do dia.

Enquanto conferia pedidos.

Enquanto organizava documentos.

Enquanto supervisionava a cozinha.

Enquanto fingia que estava tudo normal.

Nada parecia funcionar.

Errou comandas simples. Precisou refazer receitas que conhecia de cor. Perdeu a concentração mais vezes do que conseguia contar.

Os funcionários perceberam.

Ninguém comentou.

Mas perceberam.

Porque a cabeça de Enzo estava longe dali.

Estava presa em uma mulher de olhos castanhos que provavelmente não queria mais vê-lo.

O horário do almoço chegou trazendo um movimento maior ao restaurante. Entre os clientes daquele dia estava um casal de idosos que Enzo conhecia desde criança.

Amigos antigos da família.

Casados há mais de cinquenta anos.

Daqueles casais raros que continuam andando de mãos dadas mesmo depois de uma vida inteira juntos.

Enzo fez questão de atendê-los pessoalmente.

Conversou com os dois.

Brincou.

Ouviu histórias.

E, sem perceber, começou a observar pequenos detalhes.

A forma como se olhavam.

Como completavam as frases um do outro.

Como sorriam.

Como pareciam confortáveis na companhia do outro.

Ainda existia amor ali.

Um amor maduro.

Tranquilo.

Mas absolutamente vivo.

Quando voltou para levar os cafés, acabou parando ao lado da mesa.

— Posso fazer uma pergunta?

O senhor sorriu imediatamente.

— Claro.

Enzo hesitou por alguns segundos antes de finalmente falar.

— Como vocês conseguem ficar tanto tempo juntos e ainda parecerem apaixonados?

O casal trocou um olhar divertido.

Um daqueles olhares cheios de lembranças, histórias e segredos compartilhados.

A senhora foi a primeira a responder.

— Paciência.

O marido riu.

— Muita paciência.

Ela revirou os olhos.

— Não dê ouvidos para ele.

— Escute sim.

O senhor apontou para a esposa.

— Porque também existem algumas loucuras no caminho.

Enzo arqueou uma sobrancelha.

— Loucuras?

— Claro.

O homem abriu um sorriso.

— Elas gostam.

A esposa soltou uma risada.

— Não escute essa parte.

— Escute sim.

Ele segurou a mão dela sobre a mesa.

Depois olhou diretamente para Enzo.

— O amor precisa de coragem.

A frase ficou.

Simples.

Direta.

Mas poderosa.

Enzo permaneceu em silêncio por alguns segundos antes de agradecer e voltar ao trabalho.

O problema era que aquelas palavras se recusavam a sair da sua cabeça.

O amor precisa de coragem.

Durante o restante da tarde elas continuaram voltando.

Enquanto ele organizava pedidos.

Enquanto fechava contas.

Enquanto limpava a cozinha.

Enquanto observava o restaurante esvaziar aos poucos.

O amor precisa de coragem.

Quando o expediente finalmente terminou e as últimas luzes começaram a ser apagadas, Enzo permaneceu sozinho no escritório por alguns minutos.

Os olhos perdidos na janela.

Os pensamentos longe.

E então, desde a briga, algo mudou.

Porque talvez Ricardo estivesse certo.

Talvez Emma estivesse certa.

Talvez até aquele casal estivesse certo.

Talvez amar alguém significasse correr riscos.

Talvez significasse fazer loucuras.

Talvez significasse parar de fugir.

Enzo fnalmente tomou uma decisão.

O expediente já tinha terminado.

O restaurante estava vazio, os funcionários haviam ido embora e o silêncio dominava cada canto do lugar. Enzo permanecia sozinho no escritório, sentado atrás da mesa, encarando o celular como se ele fosse uma bomba prestes a explodir.

Já fazia quase quinze minutos que estava naquela situação.

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