O sábado amanheceu com aquele clima perfeito para continuar deitada na cama.
A temperatura estava agradável, os cobertores pareciam mais confortáveis do que nunca e, sinceramente, Alana tinha pelo menos dez motivos para ignorar completamente qualquer atividade física naquela manhã.
Ao abrir os olhos, a primeira coisa que fez foi resmungar algo que certamente era uma ofensa direcionada a Eloise.
Porque aquela história de corrida em pleno sábado continuava parecendo uma péssima ideia.
Mesmo assim, levantou.
Tomou um banho demorado, prendeu os cabelos em um rabo de cavalo e escolheu uma roupa confortável, mas bonita. Nada exagerado. Apenas o suficiente para se sentir bem. Passou uma base leve, um pouco de blush e observou o próprio reflexo no espelho por alguns segundos.
A verdade era que existia um motivo para todo aquele cuidado.
Ela tinha medo de encontrar Enzo.
Correr aos sábados era praticamente uma tradição dele.
E se ele aparecesse?
Queria parecer bem.
Feliz.
Seguindo em frente.
Mesmo que aquilo estivesse longe da verdade.
Pouco tempo depois, Sofia passou para buscá-la.
Alana pegou a bolsa, trancou o apartamento e entrou no carro sem prestar muita atenção. Só percebeu que não estavam sozinhas quando levantou os olhos.
Thomas estava ao volante.
— Espera aí...
Ela olhou de um para o outro.
— Não sabia que você também ia participar dessa loucura.
Thomas soltou uma risada.
— Eu fui convocado.
— Convocado?
— Traduzindo: não tive escolha.
Sofia sorriu.
— Ele está exagerando.
— Estou sendo vítima de uma conspiração.
— Drama.
Alana acabou rindo.
Thomas deu de ombros.
— Além disso, correr faz bem.
— Para quem?
— Para pessoas saudáveis mentalmente.
— Então definitivamente não é para mim.
Os três riram.
Sofia aproveitou para entrar na conversa.
— Existem estudos comprovando que correr deixa as pessoas mais felizes.
Alana cruzou os braços.
— Discordo completamente.
— Você nem correu ainda.
— E já estou infeliz.
Thomas gargalhou.
— Pelo menos ela é sincera.
Sofia balançou a cabeça, divertindo-se.
— Quando isso acabar, você vai me agradecer.
— Essa frase nunca termina bem.
Eles seguiram para o local combinado.
A corrida aconteceria na orla da cidade vizinha, um lugar bonito, movimentado e cercado por paisagens que normalmente ajudavam qualquer pessoa a esquecer os próprios problemas.
Normalmente.
Enquanto caminhava em direção ao ponto de encontro, Alana reconheceu alguns lugares familiares. A cafeteria e livraria no final da avenida continuava ali.
Por um instante, lembrou da manhã que passou ao lado de Enzo. Do café quente, da conversa sem sentido e da forma como ele sempre encontrava um jeito de fazer ela sorrir.
O peito apertou.
Porque agora aqueles lugares continuavam existindo.
Mas a companhia dele não.
As meninas já estavam reunidas quando ela chegou.
Ou pelo menos foi isso que Alana pensou.
Porque, assim que se aproximou, percebeu que não eram apenas as amigas que estavam ali.
Thomas.
Augusto.
Thiago.
Heitor.
Ricardo.
Praticamente todos os maridos e namorados tinham aparecido.
Alana parou no mesmo instante.
Olhou para o grupo.
Depois olhou novamente.
Confusa.
— Ah, que ótimo.
Sofia já começou a rir.
— O que foi?
— Vou correr segurando vela.
Thiago gargalhou.
— Dramática.
— Dramática nada. Olha isso.
Ela apontou para o grupo.
— Casal.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...