O Jogo é Dela.
O carro deslizou até a garagem privativa do edifício, e Augusto estacionou com precisão cirúrgica. Durante todo o trajeto, o silêncio se manteve, mas não era vazio. Era denso, carregado de tudo que vibrava entre eles.
Eloise, apoiada no banco, mordia o lábio, deixando escapar um sorriso atrevido. O álcool a embalava, dissolvendo as barreiras que normalmente a impediam de enfrentar aquele olhar.
Quando saíram do carro, ele não lhe deu tempo para pensar. A mão firme em suas costas a guiou até o elevador.
Ali dentro, o silêncio parecia mais intenso do que a música mais alta da boate. O espaço fechado fazia cada respiração ecoar. Augusto mantinha os olhos fixos à frente, mandíbula rígida, enquanto Eloise sentia cada segundo como um desafio. O coração dela batia acelerado, mas o álcool fazia a mente sussurrar: entra no jogo.
O elevador parou. A porta se abriu.
No apartamento, a penumbra era quebrada apenas pelas luzes da cidade que entravam pelas janelas amplas. Augusto retirou o paletó e o deixou cair no braço do sofá, indo direto até o bar lateral. Sem dizer nada, serviu-se de um whisky, o gelo tilintando contra o cristal.
Ele se jogou no sofá diante da grande janela, levando o copo aos lábios com a serenidade de quem luta para manter o controle. O brilho da cidade refletia nos olhos verdes, mas nada escondia a tensão que latejava no ar.
Eloise observava cada gesto, cada movimento contido. E então, como se o álcool tivesse apagado qualquer receio, ela caminhou até ele.
Os passos eram lentos, deliberadamente sensuais. O salto batia contra o piso, e o vestido vinho parecia acompanhar o ritmo, moldando ainda mais as curvas.
Ela se inclinou diante dele, próxima o bastante para que o perfume adocicado invadisse o espaço entre eles. Os cabelos deslizaram pelo ombro quando sua mão se aproximou do copo de whisky.
Com um sorriso atrevido, Eloise envolveu a mão dele, tocando o vidro frio entre os dedos masculinos.
— Posso provar? — sussurrou, os lábios quase roçando os dele, mas sem encostar.
O cheiro dela, a proximidade, o calor do corpo… tudo incendiava o autocontrole de Augusto. O desejo subia como uma maré impossível de conter.
Ele a observava de perto, tão perto, que qualquer centímetro a menos faria o inevitável acontecer.
Diante dele, Eloise se revelava em uma lingerie preta que era puro pecado. O sutiã, em renda translúcida e no modelo tomara que caia, cobria pouco mais do que o necessário, realçando a curva perfeita dos seios. Sem alças para interromper o desenho da pele, o tecido abraçava o colo com firmeza, descendo em rendas sutis até encontrar o encaixe justo na cintura.
A calcinha, igualmente de renda, trazia recortes delicados que revelavam tanto quanto escondiam, deixando a imaginação dele em tormenta. Uma pequena faixa em cetim abraçava o quadril como se fosse feita sob medida.
Os detalhes negros contrastavam com a pele clara, criando uma visão hipnótica — ao mesmo tempo elegante e perigosamente sensual.
Augusto fechou os olhos por um instante, como se precisasse de ar. Quando os abriu, já não havia máscara, apenas puro desejo queimando no fundo dos olhos verdes.
Eloise sorriu novamente, provocante.
Naquele instante, pela primeira vez, o poder não era mais dele.
Era todo dela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...