Consumidos pelo Fogo
Eloise não desviava o olhar. Os olhos dela brilhavam em desafio e desejo, enquanto se aproximava devagar, como quem tem plena consciência do efeito que causa.
Posicionou-se entre as pernas dele, o corpo ereto, e inclinou-se até que seus lábios quase roçassem o ouvido dele. O perfume doce e quente da pele envolveu Augusto, que prendeu a respiração.
— Eu disse que ia brincar com fogo… — sussurrou, num tom provocante, deixando a ponta dos lábios deslizar pelo lóbulo da orelha. — E agora é você quem vai queimar.
Um arrepio percorreu a espinha dele.
Num movimento lento, calculado, Eloise deslizou para os joelhos. As mãos pequenas subiram pelas coxas fortes, firmes, até alcançar o cinto. O olhar dela não se desviava dele, e esse contato visual era ainda mais devastador do que o toque.
Com calma, como se prolongasse a tortura, ela desabotoou a calça e abriu o zíper. O tecido cedeu, e o corpo dele se revelou pronto, rígido, pulsante. Augusto respirou fundo, o maxilar travado, lutando contra a vontade de tomar o controle.
Mas ele não se moveu.
Porque agora, quem estava no comando, era ela.
Eloise passou a mão com delicadeza, traçando o contorno firme como quem explora algo proibido. A pressão suave de seus dedos arrancou um som grave da garganta dele, que fechou os olhos por um instante.
Então ela inclinou o rosto, aproximando-se devagar, e seus lábios quentes tocaram a pele dele como um beijo roubado. O gesto foi lento, quase inocente, mas carregado de uma promessa que fez o corpo dele estremecer.
Augusto abriu os olhos e encontrou o olhar dela fixo nele, provocador. Cada movimento era feito de propósito: o ritmo lento, a intensidade controlada, a forma como ela se permitia prolongar a tensão.
Eloise explorava como se cada toque fosse uma dança secreta — não havia pressa, não havia vulgaridade, apenas a arte de deixá-lo à beira da loucura.
— Eloise… — a voz dele saiu rouca, entre um suspiro e um aviso.
Ela riu baixo, um som sexy, vitorioso, e continuou com calma, até que os músculos dele se contraíram em resposta, incapazes de esconder o prazer.
Naquele momento, não havia dúvida: Augusto Monteiro, o homem frio e inquebrável, estava completamente nas mãos dela..
O silêncio pesado do apartamento parecia vibrar junto com a respiração deles. O som da cidade distante era abafado pelas paredes, mas dentro daquele espaço só existiam os dois — e o desejo que queimava.
Eloise ergueu o rosto, os lábios úmidos, e o sorriso atrevido se desenhou de novo. Seus olhos brilhavam, mas por trás do atrevimento havia algo mais: o calor do álcool dissolvendo barreiras, tornando cada gesto ainda mais ousado.
Levantou-se devagar, deixando os joelhos se afastarem do chão. Com as mãos firmes, alcançou o fecho do sutiã tomara que caia. O clique discreto soou como uma sentença, e logo a renda escura deslizou, revelando a pele aquecida. As alças invisíveis caíram como lembranças esquecidas.
As mãos fortes apertaram mais a cintura dela, e Eloise sentiu a ameaça silenciosa: ele poderia virar o jogo a qualquer momento, tomá-la de volta, dominar como sempre fazia.
Por um segundo, acreditou que ele fosse retomar o controle.
Mas não. Augusto respirou fundo, o maxilar tenso, e conteve-se. Não porque não quisesse, mas porque queria ver até onde Eloise iria. Porque, pela primeira vez, ele estava rendido ao fogo dela.
E essa rendição era ainda mais erótica do que qualquer domínio.
O clímax se aproximava, inevitável. Com um sorriso atrevido e os olhos faiscando em provocação, ela sussurrou ao ouvido dele, a voz carregada de desejo e comando:
— Goza pra mim, Augusto.
A frase atravessou como uma ordem e um pedido ao mesmo tempo. O corpo dele respondeu, e o apartamento escuro foi preenchido por uma onda de calor, prazer e gemidos contidos, ecoando como um segredo proibido entre as paredes.
Eles permaneceram assim, colados, envoltos no cheiro de suor, perfume e whisky. Um silêncio pesado, agora diferente, tomou o ambiente — não mais de provocação, mas de exaustão e desejo saciado.
Naquela noite, na penumbra carregada de desejo, ainda que fosse apenas pelo efeito do álcool, ainda que fosse apenas por um instante — Eloise não apenas venceu o jogo, ela queimou com ele, até que não sobrasse nada além de fogo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...