Entre Vergonha e Desejo.
Augusto a pegou no colo como se fosse a coisa mais natural do mundo. Eloise, exausta, deixou a cabeça cair contra o peito dele, sentindo o coração dele bater firme, mas em silêncio.
Sem dizer uma palavra, ele a levou até o banheiro. A banheira já se enchia, a espuma subindo devagar, iluminada apenas pelas luzes suaves do ambiente.
Colocou-a dentro da água morna, e a temperatura fez Eloise soltar um suspiro longo. Augusto entrou logo depois, mantendo-a próxima, apenas a envolvendo com o braço forte. O silêncio não era constrangedor: era carregado de tudo o que havia acontecido, de tudo que ainda queimava entre eles.
Nenhum dos dois precisava falar. Apenas existiam ali, pele contra pele, água envolvendo-os como um refúgio.
Quando o corpo dela começou a relaxar, Augusto saiu primeiro e a puxou com cuidado. Pegou uma toalha felpuda, enxugou cada parte dela com paciência — como se tivesse todo o tempo do mundo. Eloise observava em silêncio, hipnotizada pela forma como ele, tão duro em tudo, podia ser delicado naquele instante.
Ele buscou uma camisa no closet. Vestiu nela, e a peça enorme a cobriu como um vestido improvisado, deixando-a envolta pelo cheiro dele.
Sem mais, a levou até a cama. Eloise se entregou ao colchão macio, os olhos já pesados. Sentiu apenas o calor dele ao se deitar ao lado, e então o sono a venceu.
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Na manhã seguinte, o sol filtrava pelas cortinas quando Eloise abriu os olhos. Por um instante, o susto: não reconhecia o quarto, nem a sensação no corpo. O coração disparou, até que a memória da noite anterior voltou como uma onda.
Virou a cabeça devagar — e quase prendeu a respiração.
Augusto saía do banheiro apenas de cueca, os cabelos úmidos ainda pingando. O corpo forte, o olhar calmo, como se fosse natural estar ali, diante dela.
Eloise sentiu o rosto queimar. Apressou-se em puxar o lençol até o pescoço, tentando se esconder, mas não escapou ao olhar atento dele.
Augusto ergueu uma sobrancelha, um meio sorriso surgindo nos lábios.
— Curioso… — disse em tom baixo, provocador. — Ontem à noite parecia não ter vergonha nenhuma. E olha que foi bem ousada, Eloise.
Ela arregalou os olhos, sem saber se respondia ou se enterrava o rosto no travesseiro.
— Então é isso? Vai fingir que não aconteceu? — perguntou, arqueando a sobrancelha. — Porque, se quiser, eu refresco sua memória… detalhe por detalhe.
Eloise gemeu de vergonha, escondendo o rosto nas mãos.
— Você é insuportável.
— Eu? — ele fingiu indignação, segurando os pulsos dela para afastar as mãos do rosto. — Não fui eu quem perdeu a vergonha ontem à noite, senhorita Nogueira.
Ela o encarou, sem conseguir esconder o rubor, mas também sem desviar o olhar. O silêncio se estendeu por alguns segundos, carregado de tensão e algo mais.
Augusto sorriu de canto, inclinando-se até roçar os lábios no ouvido dela.
— A questão é… — murmurou. — Será que você perdeu a vergonha só por uma noite? Ou será que perdeu comigo?
O coração de Eloise disparou, e ela prendeu a respiração. Não sabia se respondia, se fugia, ou se cedia de novo ao fogo que aquelas palavras reacendiam.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...