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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 78

O Peso das Palavras

A manhã seguia tranquila no escritório quando Eloise notou a figura imponente que atravessava o hall. José Monteiro, elegante como sempre, o olhar duro e a postura de quem carregava décadas de poder sobre os ombros.

Eloise levantou-se de imediato.

— Bom dia, senhor Monteiro. — cumprimentou educadamente. — O senhor deseja ver o Augusto?

José mal inclinou a cabeça, indiferente, sem retribuir o sorriso.

— Sim. Avise-o que estou aqui.

Ela engoliu em seco, mas manteve a compostura. Apertou o interfone da mesa.

— Senhor Monteiro, seu pai está aqui.

A voz grave de Augusto veio do outro lado, curta:

— Deixe entrar.

José não esperou ser acompanhado. Abriu a porta do escritório e entrou, encontrando o filho sentado atrás da mesa, olhos fixos no notebook.

— Então, pai… — Augusto não levantou de imediato, apenas fechou o laptop com calma. — O que o traz aqui?

José caminhou até a poltrona diante da mesa e se sentou, apoiando as mãos na bengala que levava apenas por estilo, não por necessidade. Seus olhos frios encararam o filho.

— Precisamos falar sobre a senhorita Nogueira.

Augusto arqueou uma sobrancelha, mas permaneceu em silêncio.

José se inclinou levemente para frente.

— Fiz minhas próprias averiguações. E descobri mais do que gostaria. — sua voz era lenta, calculada. — Curioso… o ex-noivo dela não cedia aos seus luxos e futilidade. E veja só como, logo depois, ela aparece ao seu lado.

Augusto manteve a postura, mas os olhos verdes endureceram.

— Cuidado com as palavras.

— Estou apenas sendo objetivo. — José continuou, implacável. — O pai dela precisa de uma cirurgia que custa duzentos mil. Uma quantia que ela nunca teria por conta própria. Mas, estando ao seu lado… — fez uma pausa dramática — não seria difícil conseguir.

Augusto respirou fundo, apoiando as mãos na mesa.

— Se insinua que Eloise está comigo por interesse, está se enganando.

“...o pai dela precisa de uma cirurgia de duzentos mil...”

“...não é amor, é sobrevivência.”

O coração dela disparou. As mãos tremeram. Quis desligar, mas não conseguiu. Cada frase era um golpe que queimava por dentro.

Respirou fundo, forçando-se a recuperar a compostura quando a porta do escritório se abriu. José Monteiro passou diante dela, altivo, como se carregasse o mundo nos ombros. Eloise se ergueu rápido, sorrindo educadamente apesar da garganta seca.

— Tenha um bom dia, senhor Monteiro.

Ele apenas inclinou a cabeça em resposta, sem devolver o sorriso. Mas, quando já estava prestes a seguir pelo corredor, virou-se de súbito. Os olhos severos pousaram nela com intensidade desconfortável.

— Senhorita Nogueira… — disse em tom grave, pausado. — Nem sempre as aparências dizem a verdade. Lembre-se disso.

O coração dela falhou por um instante. Não havia ofensa explícita, não havia acusação clara, mas a frase pesou como um aviso.

José Monteiro não esperou reação. Seguiu adiante com passos firmes, deixando para trás apenas o eco de suas palavras.

Eloise ficou imóvel por alguns segundos, sentindo o coração martelar. A respiração curta, os olhos marejados. Sabia que não podia demonstrar nada ali, mas dentro dela, as palavras de José ecoavam como facas. E, pela primeira vez, não tinha certeza se conseguiria enfrentar o peso daquelas acusações.

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