Entre a Ira e o Amor.
Thiago percebeu que algo grave estava acontecendo e ligou para Nathalia imediatamente.
Thiago explicou que Augusto não sabia de Eloise e relatou a situação que o deixara tão inquieto.
Nathalia pegou o celular com a testa franzida, o coração disparando. Discou uma vez. Nada. Duas. Três.
Na quarta tentativa, finalmente Eloise atendeu.
— Nath… — a voz veio arrastada, embolada. — Eu tô bem… só tô cansada… esse idiota… Marcos Almeida…
Nathalia gelou no mesmo instante. Já ouviu aquele nome antes, em uma das conversas soltas de Thiago.
"O cara que Augusto pegou na cama com aquela nojenta da Thamires."
Um arrepio percorreu suas costas.
— Eloise! — a voz dela tremeu. — Por favor, me manda sua localização agora. Eu vou te buscar!
Do outro lado, Eloise tentava. Os dedos erravam a tela, mas depois de alguns segundos, a notificação chegou: localização enviada.
Nathalia não perdeu tempo. Com a mão trêmula, ligou direto para Augusto.
— Senhor Monteiro, desculpa ligar assim… mas… mas… — a voz gaguejava, tomada pelo nervosismo.
— Nathalia, tudo bem. — Augusto cortou, firme, impaciente. — Apenas me diga: onde está Eloise? Você tem alguma notícia dela?
— Ela me mandou a localização. — disse, a respiração falhando. — E não está sozinha… e não parece que seja por escolha dela.
Augusto sentiu o sangue ferver.
— Com quem? — a voz saiu quase um rugido.
Quando ela respondeu, ele não deixou espaço para mais nada. Apenas mandou repetir o endereço com precisão.
Em seguida, desligou e girou a chave do carro com violência. O motor rugiu, os pneus cantaram no asfalto.
Uma fúria crua o consumia. Não apenas por Marcos Almeida estar em seu caminho novamente, mas por algo ainda mais cruel: ele havia duvidado de Eloise. Havia deixado que as palavras venenosas do próprio pai pesassem sobre ela.
Bateu no volante com força, os dentes cerrados.
— Burro… burro! — gritou consigo mesmo, os olhos ardendo.
E então, num sussurro carregado de certeza:
— Ela é diferente. E eu não posso… não vou perder essa mulher.
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Fingia. Como sempre.
Eloise, ainda confusa pela bebida, ergueu os olhos embaçados. Não viu com nitidez, mas reconheceu de imediato a voz que atravessava tudo. O coração disparou. Vergonha e alívio a tomaram ao mesmo tempo.
Augusto não hesitou. Avançou novamente, o punho fechado atingindo Marcos mais uma vez. Desta vez, não deu espaço. Agarrou-o pelo colarinho, erguendo-o como se fosse um fardo.
Os olhos verdes faiscavam pura fúria.
— Se chegar perto dela outra vez… se ousar tocar nela… vai se arrepender. — rosnou, cada palavra marcada pela ameaça.
Largou o colarinho com brutalidade. Marcos caiu no chão, ofegante, sem coragem de reagir.
Augusto não olhou para trás. Virou-se para Eloise e a pegou pelo braço, com firmeza, mas sem agressividade. Guiou-a para fora, ignorando os olhares curiosos que ainda pairavam sobre eles.
Ao chegar no carro, abriu a porta, colocou-a no banco e puxou o cinto, ajustando-o com mãos firmes.
Deu a volta no veículo, se sentou atrás do volante e, antes de ligar o motor, olhou de lado para ela.
O olhar verde estava em chamas, mas a voz veio baixa, carregada de raiva contida e ironia.
— Que bonito, senhorita Nogueira… muito bonito. Quase se colocando nas mãos do único homem que eu mais odeio.
Girou a chave, o carro rugiu, e sem mais uma palavra, arrancou em direção ao seu apartamento.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...