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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 83

Fogo e Cuidado

A garagem silenciosa recebeu o carro com o rugido grave do motor. Augusto estacionou de forma precisa, desligou a máquina e saiu primeiro. Abriu a porta ao lado e se inclinou para ajudá-la.

Eloise tentou descer sozinha, mas o salto vacilou no piso frio. O corpo cambaleou e, por pouco, não caiu.

Antes que o inevitável acontecesse, braços firmes a seguraram.

— Cuidado. — a voz de Augusto soou baixa, grave.

Ela ergueu os olhos, turvos pelo álcool, mas ainda assim cheios de brilho. Um sorriso atrevido despontou nos lábios pintados de batom borrado.

— Você… sempre tão sério. — murmurou, deixando a cabeça pender contra o peito dele. — Mas é bonito demais, sabia?

Augusto não respondeu. Apenas a ajeitou nos braços e seguiu para o elevador. Cada passo firme ecoava no silêncio da garagem, o corpo dela colado ao seu, quente, vulnerável.

Dentro do elevador, o espaço fechado intensificou tudo. O perfume adocicado de Eloise se misturava ao amadeirado dele, criando uma atmosfera densa, carregada de algo que ia além da embriaguez dela.

Eloise ergueu o rosto devagar, os olhos semicerrados fixos nos dele.

— Quando você olha pra mim… eu queimo inteira. — confessou, com um riso baixo, atrevido. — Não sabe o que isso faz comigo.

Augusto prendeu a respiração por um instante. O maxilar contraiu, os punhos cerraram discretamente ao lado do corpo. O nó da gravata pareceu sufocá-lo de repente. Mas, por dentro, as palavras dela o atravessavam como fogo.

Ela continuou, aproximando os lábios perigosamente do rosto dele, como se quisesse beijá-lo ali mesmo.

— Tão bonito… tão impossível de resistir…

Augusto fechou os olhos por um instante, respirando fundo, buscando controle. Quando os abriu, havia algo diferente ali: não apenas a frieza habitual, mas o brilho contido de alguém que, contra a vontade, adorava cada palavra.

O elevador subia devagar, e o silêncio era quebrado apenas pela respiração dela — acelerada, provocante.

Ele a segurava com firmeza, mas agora não era apenas para evitar que ela caísse. Era também porque, naquele instante, Augusto Monteiro descobria o quanto gostava de ser o fogo que queimava Eloise.

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— Minha filha… onde ela está? Não consegui falar com ela e ainda não retornou para casa.

Augusto fechou os olhos por um instante antes de responder.

— Está bem. — disse com firmeza. — Passou mal no escritório e eu a trouxe para descansar. Já está melhor. Não se preocupe.

Houve um silêncio do outro lado, seguido de um suspiro aliviado.

— Graças a Deus… — murmurou o pai dela. — Mas devia ter me avisado antes.

— Eu entendo, senhor Carlos. — Augusto respondeu, sério. — Assim que ela acordar, eu mesmo vou levá-la até sua casa. Pessoalmente.

— Tudo bem. Obrigado. — Carlos disse, a preocupação evidente na voz.

Desligou a chamada, deixando o celular de volta na bolsa. Permaneceu por um instante parado ao lado da cama, observando Eloise dormir em paz, os traços delicados suavizados pelo sono.

O fogo que eles haviam dividido ainda ardia em sua pele, mas agora havia algo além: uma certeza silenciosa de que, contra todos os motivos, não conseguiria se afastar dela.

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