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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 87

O Projeto

O escritório estava silencioso. Eloise concentrava-se em revisar alguns relatórios, os olhos correndo pelas linhas com disciplina. Ao fundo, Nathalia relaxava no sofá lateral, o celular preso ao ouvido, a voz suave em uma conversa rápida.

Foi quando o som dos saltos preencheu o hall. Eloise ergueu os olhos — e encontrou Cláudia.

Impecável como sempre. Vestida com elegância sóbria, mas carregando aquele semblante acolhedor que parecia suavizar qualquer ambiente.

— Bom dia, Eloise. — cumprimentou, a voz calorosa.

Eloise levantou-se de imediato, esboçando um sorriso educado.

— Bom dia, Cláudia. O senhor Augusto pediu que entrasse direto. Não precisa ser anunciada.

Cláudia assentiu e seguiu pelo corredor, a postura tranquila contrastando com a energia tensa do ambiente.

Dez minutos depois, o telefone da mesa de Eloise tocou. A voz grave de Augusto soou firme:

— Venha até minha sala e traga a senhorita Nathalia. Quero todos na sala agora.

As duas se entreolharam. Nathalia desligou a chamada às pressas e pegou a agenda, acompanhando Eloise até o grande escritório.

Lá dentro, Augusto já os esperava. Sentado à cabeceira da mesa de reuniões, com Thiago à sua direita e Cláudia mais próxima, emanava aquela aura imbatível que misturava poder e mistério.

— Sentem-se. — disse, sem rodeios.

O silêncio inicial foi quebrado pela voz grave de Augusto, que começou a expor seu novo projeto. Não detalhou números, não entregou tudo de uma vez — mas cada frase, cada conceito, caía sobre eles como algo ousado, quase impossível.

As reações falavam mais do que palavras.

Cláudia inclinava-se levemente para frente, os olhos fixos em Augusto, e por trás da serenidade havia algo raro: surpresa genuína.

Thiago, sempre brincalhão, perdera o sorriso. Sua postura era firme, o olhar sério, revelando que até ele havia sido arrastado para a gravidade daquela ideia.

Nathalia, no canto, segurava a caneta entre os dedos, mas não anotava nada. O queixo apoiado na mão denunciava que ela estava impressionada demais para manter a postura profissional.

E Eloise… os olhos dela brilharam de uma forma diferente. Havia admiração, claro, mas também algo íntimo, quase pessoal. Ver Augusto não como o chefe implacável, mas como o visionário que criava algo que poderia mudar tudo.

Quando terminou, Augusto recostou-se na cadeira. O silêncio que se seguiu foi denso, até ele romper com a frase final:

— Quero poucas pessoas trabalhando nesse projeto. O mercado nunca viu nada assim. Até que esteja pronto, não haverá divulgação.

Thiago respirou fundo, recuperando-se primeiro.

— Podemos contar com o Pedro. — disse, firme. — Está conosco desde o início, um dos mais leais. Emma também. Uma mestre em programação, vai agregar muito.

Augusto assentiu, satisfeito.

— Ótimo. Então, Eloise, agende uma reunião com os dois. — olhou para cada rosto à mesa, o verde dos olhos faiscando. — E depois reunimos todos. É hora de colocar as mãos à obra.

O ar ficou carregado de expectativa. Cada um sabia: aquela manhã tinha mudado alguma coisa.

Thiago foi o primeiro a se levantar.

— Você tem o esboço, vou trabalhar em cima disso para ter o projeto com mais clareza. Certo?

Augusto confirmou com a cabeça.

Cláudia deixou escapar uma risada curta, satisfeita.

— Estou feliz por você estar se abrindo, Augusto. Você merece ser feliz.

Ele sustentou o olhar dela, sério por alguns segundos, antes de responder:

— Pela primeira vez… eu acho que mereço mesmo. Mereço amar. E ser amado.

A emoção que vibrou naquelas palavras fez Cláudia se levantar. Caminhou até ele, contornou a mesa e o puxou para um abraço firme. Augusto fechou os olhos por um instante, permitindo-se aquele afeto raro.

— Cuida dela. — disse Cláudia, com voz firme, mas carinhosa. — E um conselho, meu menino: cuidado com as armadilhas. Você sabe que vão surgir muitas.

Augusto assentiu em silêncio, absorvendo cada palavra.

Cláudia ajeitou a bolsa no ombro e endireitou a postura.

— Preciso ir. Mas já adianto… esse projeto vai ser um sucesso. Conta comigo sempre. — afirmou, com convicção.

Ele sorriu de leve.

— Obrigado, Cláudia. Por tudo.

Ela apenas tocou o braço dele com delicadeza e saiu, deixando-o sozinho na sala.

Augusto permaneceu ali, encarando a cidade pela janela.

O coração, que tantas vezes fora blindado, agora batia carregado de algo novo: esperança. Mas também um peso — a responsabilidade de proteger nao só Ele, mas também Eloise.

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