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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 88

Gestos que Dizem Mais

A manhã tinha passado em ritmo acelerado. Depois de ligar para Pedro e Emma, Eloise marcou a reunião para quarta-feira, alinhou com Nathalia e, em seguida, passou na sala de Augusto para avisar. Ele apenas assentiu, já a caminho da reunião com os acionistas.

O restante do dia seguiu com sua cadência habitual. Entre relatórios, revisões de contratos e chamadas rápidas, Eloise encontrou uma pausa para almoçar com Nathalia na lanchonete da Sofia. Foi leve, divertido, uma troca necessária em meio ao caos da rotina.

Na volta para sua mesa, encontrou algo inesperado.

Sobre a mesa, havia uma pequena caixa rosa, dentro um pedaço generoso de bolo de chocolate, coberto por calda espessa que ainda brilhava. Ao lado, um bilhete escrito à mão, em caligrafia firme:

"Para adoçar a tarde da minha secretária. — A.M."

Eloise corou imediatamente. O coração acelerou no mesmo compasso em que ela escondeu o bilhete dentro da gaveta, como se fosse segredo perigoso demais para alguém ver.

A tarde correu entre relatórios e preparativos para a reunião seguinte. Augusto, como sempre, estava trancado em sua sala, concentrado, o silêncio só quebrado pelo som de digitações rápidas.

Às três em ponto, Eloise respirou fundo e decidiu que precisava de uma pausa. Preparou uma bandeja com duas xícaras de café fumegante e um sanduíche fresco. Bateu à porta do escritório.

— Entre. — a voz grave veio de imediato.

Ela abriu, entrou com passos firmes e pousou a bandeja sobre a mesinha lateral.

— Trouxe café e um sanduíche. — disse, ajeitando os copos. — Saco vazio não para em pé, senhor Augusto.

Ele levantou o rosto do notebook e a observou com intensidade. Por um instante, Eloise se arrependeu da brincadeira, mas Augusto se ergueu devagar, aproximando-se.

Antes que ela pudesse recuar, ele a segurou pelo queixo e depositou um beijo quente, sem pressa mas carregado de eletricidade. O coração dela disparou tanto que parecia que todos no prédio poderiam ouvir. O calor percorreu o corpo dela, fazendo as pernas quase vacilarem.

Quando eles se separaram por falta de ar, ele depositou um selinho suave, provocador, que fez Eloise piscar várias vezes sem reação.

— Obrigado. — ele disse, a voz baixa, mas carregada de algo que não se escondia mais.

Sentou-se de volta à cadeira, como se nada tivesse acontecido, pegando o sanduíche com naturalidade.

Eloise piscou, sem reação, o coração ainda disparado.

— Eu… eu preciso voltar ao trabalho. — murmurou, quase tropeçando nas próprias palavras.

Augusto ergueu o olhar e deixou escapar uma risada curta ao vê-la sair apressada, as bochechas coradas denunciando tudo.

Quando a porta se fechou, o sorriso dele permaneceu.

Era raro. Mas era genuíno.

O relógio marcava o fim do expediente. Eloise organizava os últimos papéis sobre a mesa, pronta para encerrar o dia, quando uma sombra imponente projetou-se sobre ela.

Levantou os olhos e encontrou Augusto parado ao lado de sua mesa, mãos nos bolsos, olhar fixo nela.

Horas depois.

O elevador de um prédio de luxo abriu no hall silencioso. O som dos saltos de Thamires ecoou pelo mármore polido enquanto ela saía com a mesma confiança de quem sabia que vencera uma batalha invisível.

O perfume forte ainda denunciava o que acontecera dentro daquele apartamento — e o sorriso satisfeito em seu rosto deixava claro que, para ela, sexo e estratégia andavam de mãos dadas.

Com um movimento elegante, puxou o celular e buscou um contato específico. Discou.

A voz do outro lado atendeu, mas Thamires não deu espaço para perguntas.

— Os planos mudaram. — disse, firme, mas com prazer evidente. — Tenho algo maior… melhor do que isso. Milhões de vezes melhor.

Houve uma pausa. Hesitação.

Ela sorriu ainda mais, o olhar frio fixo no reflexo do espelho do hall.

— Confie em mim. Eu sei o que estou fazendo. — completou, a voz baixa, venenosa. — Me encontra no mesmo restaurante, às oito.

Desligou sem esperar resposta.

E, enquanto guardava o celular na bolsa, caminhou com passos firmes, certa de que a vitória estava a poucos movimentos de distância.

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