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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 98

Jogos de Caça

Thamires com o celular em mão, a taça de vinho equilibrada na outra mão.

— Bom trabalho. — disse, a voz aveludada, mas fria. — O dinheiro já está na sua conta, como combinamos.

Desligou sem esperar resposta. Um sorriso lento se abriu em seus lábios vermelhos enquanto se recostava na poltrona, ainda de lingerie rendada preta. O vinho desceu suave, mas o sabor era de vitória.

Virou o rosto em direção à cama. Um homem repousava ali, a meia-luz, apoiado nos travesseiros. Observava-a com curiosidade.

— Nunca vou entender você. — disse ele, com a voz grave. — Por que essa obsessão com Augusto? Porque eu e você não podemos ficar juntos? Somos uma dupla maravilhosa.

Thamires riu baixo, como se a pergunta fosse ingênua demais. Deu outro gole no vinho e ergueu a taça, deixando o cristal brilhar sob a penumbra do quarto.

O celular vibrou. Desta vez, uma mensagem.

"Sua presa está no Royale Club. Espero meu bônus."

Os olhos dela brilharam. A taça pousou na mesa com um clique delicado, e o sorriso se curvou ainda mais.

— Preciso ir. — disse ao homem, já se levantando.

Ele arqueou a sobrancelha, intrigado. — Para onde?

Sem resposta, Thamires caminhou até o banheiro, o salto alto ecoando no piso. Em poucos minutos, o som da água e do zíper ecoaram. Ela saiu vestindo um vestido justo, vermelho como pecado. Retocou a maquiagem diante do espelho, borrifou o perfume caro no pescoço.

Antes de sair, inclinou-se sobre o homem, os lábios ainda úmidos do vinho.

Beijou-o devagar, deixando um rastro molhado na boca dele, um gesto tão provocador quanto possessivo.

— Prometo te recompensa — sussurrou, maliciosa ainda próxima o bastante para que ele sentisse o perfume.

No elevador, tirou o batom da bolsa e deslizou nos lábios com precisão.

O espelho refletiu sua imagem impecável: cabelos soltos, olhos delineados, na boca vermelho vivo — da mesma cor do vestido.

Era sua assinatura.

Sua arma fatal.

O cheque-mate.

Enquanto o visor indicava o térreo, murmurou para si mesma:

— Agora é minha vez de atacar.

As portas se abriram.

E a caça tinha acabado de começar.

___

20 minutos depois…

— Eu não nasci pra ser feliz. — murmurou, como um lamento. — Depois de você, Augusto… nunca mais fui feliz com ninguém.

As palavras saíam entre soluços ensaiados, mas ela observava cada reação dele — o maxilar travado, a respiração pesada, os olhos que se desviavam dela como se procurassem escapar.

Thamires sabia: estava cutucando a ferida certa.

Ela suspirou fundo, levando a mão delicadamente ao braço dele, como se o toque fosse natural.

— Eu já paguei, Augusto… — sussurrou, a voz carregada de falsa dor. — Paguei todos os dias desde que você me deixou. Eu errei, eu sei, mas eu mudei. Você precisa acreditar… eu não sou mais aquela mulher.

Ela abaixou o olhar, fingindo um choro contido, como se lutasse contra as próprias lágrimas.

— Você foi o único. O único homem que realmente me conheceu… e depois de você, só sobrou vazio.

Augusto fechou os olhos por um instante, o peito pesado. A voz dela parecia um eco distante, trazendo de volta lembranças que ele lutava para enterrar.

Na sua mente, imagens vieram como navalhas:

Thamires em seus braços, rindo, prometendo o mundo… e logo depois, a cena que ele nunca conseguiu esquecer.

Ela com Marcos Almeida.

Os beijos, os sussurros, o desejo que deveria ser dele, mas que ela entregou a outro sem pensar duas vezes.

O copo de whisky tremeu levemente entre seus dedos. Ele respirou fundo, a fúria contida transformando-se em frieza.

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