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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 99

Entre Goles e Armadilhas.

— Você mudou, Thamires? — murmurou, abrindo os olhos devagar. O verde deles faiscava, mas não de ternura — de gelo. — Me traiu com meu melhor amigo… dentro da minha própria casa. Isso não é um erro. É uma sentença.

As lágrimas falsas escorreram ainda mais pelo rosto dela.

— Eu era uma menina imatura, Augusto… eu não sabia o que queria. Mas agora eu sei. E eu sei que ainda é você. Sempre foi você.

Ele girou o copo e tomou um gole demorado, como se o álcool fosse a única barreira para não explodir.

Quando pousou o copo de volta à mesa, o olhar fixo nela foi um aviso silencioso: ele não acreditava em uma única palavra.

Thamires deslizou o dedo pelo braço de Augusto, inclinando-se de forma calculada.

A voz dela, baixa e aveludada, escorria como mel envenenado:

— Você ainda sente… eu sei que sente. — murmurou, aproximando o rosto, deixando o perfume doce invadir o espaço entre eles. — Eu posso te fazer esquecer essa dor. Como antes.

Augusto se afastou devagar, o olhar verde firme, sem vacilar.

— Não. — cortou, seco, a palavra como um estalo de chicote.

Ela piscou, surpresa, a máscara de fragilidade vacilando por um instante. Tentou sorrir, mas o sorriso morreu no ar diante do olhar frio dele.

— Você pode encantar o salão inteiro, Thamires. — a voz grave saiu firme, carregada de desprezo contido. — Mas comigo, esse feitiço morreu no dia em que você me traiu.

O silêncio pesou. A respiração dela acelerou, mas Thamires recuou apenas para recompor a máscara.

Se levantou num movimento elegante, pegou a clutch e caminhou até o toalete.

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O espelho devolveu sua imagem perfeita: cabelos alinhados, boca vermelho-vivo, olhos maquiados. Mas o reflexo não devolvia o controle que ela acreditava ter.

Ela apoiou as duas mãos na pia, o sorriso falso se dissolvendo.

— Como assim… ele não cede mais aos meus encantos? — sussurrou, entre dentes, o olhar frio e sombrio.

Os lábios se curvaram em um sorriso lento, venenoso.

— Hora de mudar a dádiva. — murmurou para si mesma, como quem dita um plano secreto.

Retocou o batom com precisão, a boca agora mais vermelha, mais ameaçadora. O reflexo devolveu não uma mulher fragilizada, mas a verdadeira Thamires Santana: predadora, implacável.

— Como chegamos a esse ponto, Augusto? — a voz dela soava embriagada de mágoa, mas era puro controle. — Você… você me olha como se eu fosse um monstro.

Ele não respondeu. O silêncio dele era a faca que ela já esperava.

Thamires pegou o segundo copo e, antes de beber, inclinou-se um pouco mais, os olhos marejados na medida certa.

— Lembra da Suíça? — a voz dela suavizou, quase um sussurro. — Nós dois, no chalé, o fogo aceso… e a neve caindo lá fora. Você me carregou nos braços quando eu não conseguia parar de rir.

Bebeu a segunda dose inteira e riu baixinho, um riso carregado de melancolia fingida.

— Foi mágico. Como pode ter virado isso? Como você pode achar que eu seria capaz de coloca algo em sua bebida?

Acenou ao garçom, pedindo mais duas doses, e manteve os olhos nele, como se buscasse uma brecha.

Entre uma lembrança e outra, o copo ia à boca.

Ela sorvia o whisky em tragos largos, calculados, deixando a máscara da “mulher devastada” cair sobre ela pouco a pouco.

A cada gole, seus olhos se tornavam mais vidrados, a postura mais relaxada, a fala mais lenta.

A armadilha estava montada. O plano era simples.

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