Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 342

~ Alessandra ~

O salão do hotel estava absolutamente deslumbrante, com lustres de cristal refletindo luz dourada sobre os convidados elegantemente vestidos que circulavam entre mesas decoradas com arranjos de flores brancas e verdes que remetiam à temática ambiental do evento. Sorri com satisfação enquanto observava a cena - centenas de pessoas importantes reunidas numa única noite, sem fazer ideia do show pirotécnico que estava prestes a presenciar.

Escolhi um vestido vermelho sangue da Valentino para a ocasião, uma escolha deliberadamente provocativa que contrastava com o tom mais conservador dos outros convidados. Queria ser notada, queria que todos se lembrassem de mim nesta noite histórica.

Caminhei pelo salão com a confiança de alguém que detém informações privilegiadas, cumprimentando conhecidos com sorrisos calculados enquanto minha mente trabalhava nos próximos movimentos. Cada conversa, cada aperto de mão, cada olhar trocado fazia parte de uma sinfonia cuidadosamente orquestrada que estava prestes a chegar ao seu clímax devastador.

Avistei Annelise e Nate perto da mesa de honra, ela radiante em um vestido verde-esmeralda que admito que lhe caía perfeitamente, ele impecável em smoking. O casal perfeito, a imagem da prosperidade e felicidade conjugal. Como seria delicioso assistir a essa fachada se desmoronar publicamente.

— Alessandra — cumprimentou Nate quando me aproximei, sua voz educada mas ligeiramente tensa.

— Nathaniel, Annelise — respondi com meu sorriso mais encantador. — Preciso parabenizá-los pelo noivado. Espero sinceramente que dure mais que a estabilidade das ações da Bellucci.

Vi Anne franzir ligeiramente as sobrancelhas, claramente tentando decifrar se havia uma ameaça velada em minhas palavras. Nate, por outro lado, manteve a expressão impassível, mas percebi seus dedos se contraírem ligeiramente ao redor da taça de champagne que segurava.

— Obrigada pelos votos de felicidade — disse Anne diplomaticamente.

— Oh, querida, são completamente sinceros — assegurei, tocando levemente seu braço numa demonstração teatral de afeto. — Vocês merecem toda a felicidade que conseguirem... enquanto durar.

Deixei a frase pairar no ar por alguns segundos antes de me afastar, saboreando a tensão quase palpável que havia criado. Era apenas o aperitivo do que estava por vir.

Avancei pelo salão até encontrar Christian e Zoey conversando com um grupo de investidores próximo ao bar. Zoey estava absolutamente deslumbrante, como sempre, supervisionando cada detalhe do evento com a eficiência profissional que a tornara tão respeitada na empresa.

— Zoey, querida — disse, me inserindo elegantemente na conversa. — O evento está impecável, como sempre. Tenho absoluta certeza de que esta noite será memorável em todos os sentidos.

— Obrigada, Alessandra — respondeu Zoey com cordialidade profissional. — Esperamos que seja uma noite especial para todos os presentes. Especialmente pra você!

— Oh, será inesquecível — confirmei, meu sorriso se alargando. — Completamente inesquecível.

Christian me lançou um olhar penetrante, claramente tentando decifrar minhas intenções. Sempre foi perspicaz demais para o próprio bem. Mas desta vez, mesmo sua inteligência estratégica não seria suficiente para evitar o que estava prestes a acontecer.

Afastei-me do grupo e comecei minha ronda pelos investidores mais influentes presentes. Havia passado horas estudando a lista de convidados, identificando os alvos mais estratégicos - pessoas cujas reações poderiam causar o máximo de pânico financeiro no menor tempo possível.

Aproximei-me de Sir Edmund Hartwell, um dos acionistas mais antigos e influentes da Bellucci, que estava conversando com sua esposa próximo às janelas que ofereciam uma vista espetacular de Londres iluminada.

— Sir Edmund — disse em tom confidencial, me posicionando de forma que apenas ele pudesse ouvir. — Poderia ter uma palavra particular com o senhor?

Ele se afastou ligeiramente da esposa, claramente intrigado pela minha abordagem discreta.

— Acabei de sair de uma reunião com informações extremamente graves sobre a empresa — sussurrei, adotando a postura de alguém que relutantemente compartilha informações sensíveis. — Sugiro fortemente que venda suas ações antes da abertura da bolsa amanhã. As ações vão despencar, e o senhor sabe que eu nunca erro nessas previsões.

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