~ BIANCA ~
Senti todos na mesa congelarem simultaneamente, como se alguém tivesse apertado pause em um filme.
E então, Nico se levantou da cadeira tão rápido que quase a derrubou para trás, o barulho das pernas de madeira raspando no chão ecoando alto demais no silêncio súbito.
— O que você está fazendo aqui? — perguntou, sua voz saindo mais dura e cortante do que tinha ouvido em semanas.
Renata sorriu. Aquele sorriso perfeitamente praticado que não alcançava nem perto dos olhos.
— A Bella me convidou — disse com simplicidade falsa, se aproximando da mesa com passos calculadamente lentos. — Não foi, filha? Me disse que a avó ia fazer um jantar especial hoje.
Bella arregalou os olhos enormes, olhando desesperadamente para o pai, depois para mim, balançou a cabeça negativamente. De leve. Quase imperceptível. Mas definitivamente não.
— Claro que convidou — insistiu rapidamente. — Você disse que sua avó ia fazer ragù, não foi, Bella?
Renata já estava puxando uma cadeira vazia entre Dante e Martina, se acomodando como se tivesse sido esperada e desejada o tempo todo.
— Mas ossobuco é ainda melhor que ragù — disse alegremente, pegando um guardanapo e colocando no colo. — Meu prato favorito absoluto, ainda mais o da Martina!
— Renata — disse Nico, ainda de pé, tenso — este é um jantar de família.
— Mas eu sou família — retrucou ela com aquela doçura venenosa falsa. — Sou mãe da Bella. Ou isso de repente não conta mais para nada?
O silêncio que caiu foi pesado, desconfortável, sufocante.
Renata olhou ao redor da mesa devagar, seus olhos percorrendo cada rosto curioso e tenso.
— Oi a todos — disse com entusiasmo completamente exagerado e falso. — Eu sou a Renata. Ex-esposa do Nico. E vocês são?
Ninguém respondeu imediatamente. Todos claramente olhando para Nico, para mim, esperando alguma direção sobre como proceder.
Foi Dante quem finalmente quebrou o silêncio incômodo.
— Dante — apresentou-se com aquela facilidade social impressionante natural dele. — Muito prazer conhecê-la. Primo da Bianca aqui. E esses são o irmão dela Christian, a cunhada Zoey, e nossa prima Mia.
— Que família elegante e linda — comentou Renata, se servindo tranquilamente de ossobuco. — Todos vieram de longe para este jantar? Deve ser realmente especial então.
Segurei a mão de Nico, puxando levemente para baixo, indicando para ele se sentar novamente. Quando ele finalmente obedeceu, me inclinei na direção dele para murmurar baixinho apenas para ele ouvir:
— Tudo bem. Respira. Não vamos fazer uma cena feia na frente da Bella.
Vi a mandíbula dele se contrair dolorosamente mas ele assentiu quase imperceptivelmente, forçando-se a voltar a se sentar pesadamente ao meu lado.
— Então — disse Renata, cortando a carne com movimentos delicados — o que exatamente estamos comemorando aqui? Alguma ocasião especial importante? Aniversário de alguém? Promoção? Noivado talvez?
Senti Nico se tensionar visivelmente ao meu lado novamente.
— Que interessante — disse Renata, claramente insatisfeita com a resposta vaga. — E você, Bianca? — perguntou com falsa curiosidade. — Não quis trabalhar também no negócio da família? Seguir os passos do seu irmão mais velho?
— Preferi construir minha própria vida em Florença — respondi o mais calmamente que consegui.
— Admirável — disse Renata, mas o tom deixava claro que achava exatamente o oposto. — Deve ser difícil ficar longe da família, morando em outra cidade.
— A gente se vê sempre que pode — disse Zoey, tentando aliviar a tensão. — Nunca é tempo ruim pra tomar um bom vinho e comer uma comida italiana.
— E por falar em vinhos, os vinhedos estão particularmente bonitos — Martina tentou mudar de assunto. — A colheita promete ser excelente este ano.
Mas Renata não se distraiu nem um pouco.
— "Sempre que pode" — repetiu Renata, como se provando as palavras. — Deve custar uma fortuna, não? Essas viagens Brasil-Itália constantemente. Passagens aéreas internacionais não são exatamente baratas.
Fez uma pausa, seus olhos percorrendo a mesa inteira lenta e deliberadamente.
— Mas imagino que não seja problema quando a família é obviamente bem-sucedida, não é? A gente consegue perceber de cara. Pela postura elegante da Zoey. Pelas roupas claramente caras e bem-cortadas da Mia. Pelo relógio discreto, mas caríssimo do Christian...
Fez uma pausa calculada e carregada.
— E, claro, pelo colar de diamantes genuínos que a Bianca deu de presente para a minha filha.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
Me cobro el capitulo y no me deja leerlo....
Ja deu, né?! Quanto tempo mais a bandidagem vai se dar bem?! Ja nao ta mais colando essas artimanhas da Renata em juizo, nem a pau isso aconteceria no Brasil se do outro lado estivesse um pai e filha abandonados e uma familia poderosa como a da Bianca ... ja esta muito surreal essa narrativa....
Tudo q essa vaca da Renata faz da certo. Q ódio! Mulher ruim. Não vejo a hora dela se estrepar muito....
Gente pra comprar 200 moedas é 2 reais ou 2 dolares ? O simbolo ta ($)...
Essa Renata é repugnante! Affe...
Tem previsão pra sair o resto dos capítulos?...
Renata é a pior das vilãs até agora. Sem escrúpulo nenhum! Usar criança para fazer o mal, e pior… a própria filha… :’(...
Eu amo esse casal!!!! Que lindos!...
Parei no 636 e não consigo mais lê . Alguém pra me ajudar ? Como faço...
Algumas pessoas falaram que ela ainda está escrevendo o livro, eu até entendo essa parte, mas ela deveria só lançar um “episódio” com novos personagens qd tivesse condições de liberar alguns capítulos por dia. Acho que ela deve ter tirado férias ou aconteceu algo, mas seria de bom tom ela informar aos leitores. Qd acaba a história de um personagem ela sabe deixar um recadinho e pedir para passar para história seguinte, não era nada demais dar uma satisfação aos leitores....