~ BIANCA ~
— Diamante é algo que se dá de presente só quando se ama muito a pessoa — declarou Bella de repente, sua voz infantil cortando através da tensão sufocante que havia se instalado na mesa.
Ela levou as mãos ao colar, protegendo-o contra o peito com aquela determinação feroz que só crianças conseguem demonstrar quando algo é verdadeiramente precioso para elas.
— E eu te amo muito, meu amor — disse, virando-me para ela automaticamente, tentando manter a voz firme e controlada. — Mas... Mas...
A palavra ficou presa na minha garganta.
Mas o quê?
Abri a boca. Fechei. Nenhuma palavra adequada ou convincente apareceu.
Foi quando ouvi a gargalhada de Mia.
Alta, genuína, absolutamente despreocupada. Como se aquilo fosse a coisa mais engraçada e absurda que tinha ouvido em semanas.
— É perfeito, não é? — disse ela, se virando para Renata com aquele sorriso deslumbrante e desarmante. — Sério, os ourives em Florença são verdadeiros artistas. Fazem réplicas de praticamente tudo com uma perfeição admirável. Colar, brinco, anel, pulseira. Você jura que é autêntico. Posso te levar na loja quando for a Florença, se quiser. Eles têm peças lindíssimas.
Renata a encarou por um longo momento, sua expressão oscilando entre incredulidade e algo perigosamente próximo de raiva contida.
— Réplica? — repetiu devagar, como se testando o peso da palavra na boca.
— Óbvio — disse Mia com naturalidade impressionante, dando de ombros. — A Bianca trabalha com marketing, não é herdeira de petróleo. Além do mais, quem em sã consciência daria diamantes genuínos para uma criança de sete anos? Imagina o risco de perder, ser roubada. Seria completamente irracional e irresponsável.
Renata continuou olhando para Mia. Depois para mim. Depois para o colar no pescoço de Bella.
— Então não deve ser problema nenhum — disse finalmente, sua voz saindo perigosamente calma e controlada — se eu levar esse colar a um joalheiro para avaliar adequadamente. Só para confirmar. Só para ter certeza absoluta. Afinal, como você mesma disse, preciso garantia a segurança da minha filha, não quero ela correndo risco de ser roubada.
Estendeu a mão na direção de Bella.
— Vem, meu amor. Deixa a mamãe ver esse colar lindo de perto.
Bella se encolheu na cadeira, suas mãos apertando o colar com força, os olhos arregalados de puro pânico.
— Não! — gritou, sua voz saindo aguda e desesperada. — É meu! É meu!
— Bella, querida, só quero ver — insistiu Renata, tentando manter aquele tom maternal falso enquanto se inclinava mais perto. — Prometo que vou devolver. Dois dias, no máximo.
— Não! — Bella balançou a cabeça violentamente, lágrimas começando a escorrer pelo rosto. — Não quero! É meu! Tia Bia deu pra mim porque me ama!
Levantei-me automaticamente, contornando a mesa para chegar até ela. Me abaixei, colocando as mãos gentilmente nos ombros dela, sentindo-a tremendo.
— Tudo bem, meu amor — disse suavemente, limpando as lágrimas do rostinho dela com o polegar. — Ninguém vai pegar seu colar. Está tudo bem. Respira fundo pra mim.
Bella me abraçou com força desesperada, o rostinho enterrado no meu pescoço, ainda soluçando.
— Chega, Renata.
A voz de Nico cortou através de tudo como lâmina afiada.
Bella não respondeu. Apenas me apertou mais forte.
Finalmente, Renata se virou para mim.
— Felicidades no relacionamento — disse, sorrindo largamente. — Nico é realmente um homem incrível. Você tem muita sorte.
Chegou mais perto. Tão perto que senti seu perfume enjoativamente doce.
Inclinou-se, fingindo ajustar algo no meu cabelo, sua boca bem ao lado da minha orelha.
— Eu vou descobrir o que você está escondendo — sussurrou, sua voz baixa e carregada de promessa perigosa. — E quando descobrir, vai se arrepender.
Afastou-se, aquele sorriso perfeito ainda fixo no rosto. Acenou para todos na mesa com alegria falsa.
— Foi um prazer conhecer todos vocês! Espero que nos vejamos novamente em breve!
E então, finalmente, saiu.
Ninguém se mexeu. Ninguém falou.
Bella ainda chorava baixinho contra meu pescoço. Nico estava congelado, olhando fixamente para onde Renata tinha desaparecido. Christian tinha uma expressão preocupada e calculista. Zoey segurava a mão dele com força. Mia mordia o lábio inferior, claramente processando tudo. Dante parecia genuinamente chocado. Martina tinha voltado para sua cadeira, parecendo dez anos mais velha.
Foi Paola quem finalmente quebrou o silêncio.
— E a torta de climão foi servida com sucesso — disse com aquele tom seco e irônico característico. — Bem-vindos à família!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
Hoje 04/04, até agora não foram desbloqueados os restantes dos capítulos. Último capitulo liberado 729.... Sem nenhuma explicação. Falta de respeito com os leitores... affff...
Estou achando a história da Anne muito chata. Até agora só enrolação. Aff......
Amei esse livro!! que venham os proximos, com certeza lerei......
O último capítulo desbloqueado foi o 729...isso a quase 15 dias... Qdo a autora irá desbloquear o restante dos capítulos?...
Amei todo o livro Mas infelizmente ficou sem alguns capítulos E agora não liberam o final Muito triste 😞...
Quando vai liberar os extras?...
Um salto de 20 capítulos???? E ainda por cima depois de "obrigarem" os leitores a gastarem dinheiro, pois não disponibilizaram os 2 últimos capítulos da história para depois saltar a história e terminar desta maneira, não achei correto 🤬...
Então dá entrada do Kristian passa para a avó Martina e para a Bella, não entendi......
Poxa autora, é interessante a gente disponibilizar os capítulos gratuitos mesmo já tendo acabado de postar a história... Não dá pra toda hora ficar comprando moedas pra ler....
Boa noite... Desde 6f que não liberam os capítulos... já está ficando cansativo.... affff...