~ RENATA ~
Segunda-feira começou com uma ligação.
— Renata? Sou o Fausto, lembra de mim? Você me pediu para investigar discretamente a situação financeira da Tenuta Montesi.
Fausto era indicação de um contato antigo. Alguém que devia alguns favores. Alguém que tinha acesso a informações que pessoas normais não teriam.
— Sim, sim, claro — respondi, arrumando minha postura na cama do quarto minúsculo da casa da minha tia. — Descobriu algo?
— Descobri — confirmou Fausto. — E não é exatamente o que você esperava ouvir. A Tenuta Montesi está com problemas financeiros sérios. Dívida alta com o banco. Quarenta e dois mil euros, garantida pela propriedade inteira.
Franzi a testa, confusa.
— Espera, como assim dívida? Pensei que eles estivessem se recuperando. A propriedade está cheia, as reservas aumentaram, eles contrataram aquela consultora...
— Pois é — disse Fausto. — Aparentemente a recuperação é recente e ainda não foi suficiente para cobrir o buraco. E tem mais: a dívida foi vendida há poucos dias.
— Vendida? Para quem?
— Isso eu não consegui descobrir ainda — admitiu. — A empresa compradora usou várias camadas de proteção. Mas quando bancos vendem dívidas assim, geralmente não é bom sinal. Significa que perderam a esperança de receber.
Quarenta e dois mil euros.
E ainda assim, minha filha andava com um colar de diamantes pendurado no pescoço?
Nada, absolutamente nada, fazia sentido.
— Obrigada — disse, encerrando a ligação rapidamente.
Fiquei ali sentada, processando.
Algo não fazia sentido.
E eu ia descobrir o quê. Porque se havia uma coisa que eu sabia fazer bem, era investigar.
Terça-feira acordei com um plano. Redes sociais. Todo mundo deixa rastros online. Todo mundo comete deslizes.
Comecei pelo I*******m da Tenuta Montesi. Fotos lindas dos vinhedos, da pousada, dos jantares ao pôr do sol. E lá estava ela. Bianca. Em várias fotos. Sempre sorridente, sempre casual, sempre parecendo pertencer àquele lugar.
Fui para os perfis dos influenciadores que tinham visitado a propriedade recentemente. Aquele casal famoso, Dario e Lavinia.
Percorri cada foto, cada comentário, cada localização marcada.
E então encontrei.
Uma foto antiga. Meses atrás, em algum evento corporativo chique. E lá, ao fundo, levemente desfocada, mas reconhecível... Bianca.
Usando um vestido que definitivamente não era de consultora de marketing com salário modesto.
Cliquei na foto, tentando ver mais detalhes. A legenda mencionava algo sobre inauguração de uma nova ala do resort Milani com parceria especial da Bellucci.
Vinhos Bellucci.
Bianca entendia de vinhos. Mais do que deveria. Mais do que uma simples entusiasta.
Então era isso que ela escondia? Trabalhava para uma dessas grandes empresas que Nico tanto odiava? Uma dessas corporações que engoliam propriedades pequenas sem pensar duas vezes?
Mas ainda não fazia sentido completo. Como uma simples funcionária teria dinheiro para diamantes?
Na quinta-feira peguei a estrada para Florença. No final da manhã, estava na porta da Bellucci. O prédio era impressionante. Moderno, elegante, gritando dinheiro e poder por cada centímetro de vidro e mármore.
Entrei, fingindo confiança que não sentia.
O plano era simples: encontrar alguém que trabalhasse com Bianca. Alguém que não gostasse dela. Sempre tem aquela colega invejosa, aquela pessoa que se sente preterida, que adoraria soltar a língua.
Ou no mínimo, conseguir alguma informação. Qualquer coisa que me levasse mais longe.
Mas ele passou direto, entrando em um corredor lateral sem nem olhar na minha direção.
Corri de volta para a recepção.
— Aquele homem — disse, apontando vagamente. — Aquele que acabou de passar. É o Christian, não é? Ele trabalha aqui?
A recepcionista me olhou com aquela expressão levemente condescendente.
— Sim, senhora.
— Sabe me dizer se ele demora a voltar? Preciso falar com ele urgentemente.
— O senhor Bellucci ainda volta para o escritório hoje — informou com eficiência praticada. — Mas os horários dele estão extremamente apertados. Se a senhora quiser falar com ele, vai precisar agendar um horário formal com a secretária particular dele.
Fiquei parada, processando.
— Desculpa — disse lentamente. — Com o Christian?
A recepcionista confirmou com paciência profissional.
— Sim, senhora. Christian Bellucci. CEO da Bellucci. Gostaria de verificar a disponibilidade dele para os próximos dias?
Senti meu queixo literalmente cair.
Christian Bellucci.
CEO.
Senti um sorriso lento se espalhando pelo meu rosto, incontrolável, triunfante.
Acabava de ganhar meu bilhete de loteria premiado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
Poxa autora, é interessante a gente disponibilizar os capítulos gratuitos mesmo já tendo acabado de postar a história... Não dá pra toda hora ficar comprando moedas pra ler....
Boa noite... Desde 6f que não liberam os capítulos... já está ficando cansativo.... affff...
Oi autoura Kayla Sango, sei que se despeciu e finalizou esses livros, mas quando sentir que deve, conte a história de Matheus e Mia e também Dante e Paloma, acho que nós como espectadores ficariamos muito gratos, principalmente quem acompanhou todos os livros até aqui. Estou com um gostinho de saudade já. Obrigada!...
Quem é Paloma, gente? Era pra ser a Paola, no caso?...
Pois é Simone Honorato, eu tbm fiquei super animada achando que leria 20 capítulos.Frustante mesmo...
Boa tarde, reparei que do capitulo 731 pulou para o capitulo 751 !!!! Me parece o FINAL !!!! É ISSO MESMO ? FRUSTANTE, PENSEI QUE LERIA 20 CA´PITULOS, E NADA, SOMENTE 01.!!...
Pelo amorrrrrrr desbloqueia esses capitulos!!!!!...
Paguei pelas moedas, e não foi desbloqueado! Afff...
O que houve porque parou de carregar capítulos?...
Gostaria de manifestar uma profunda insatisfação com vc autora, pois vc parou a história no capítulo 731 e nada de falar se foi o fim do livro ou se vai ter continuação Acho um desrespeito com os leitores q espera todo dia por um novo capítulo. Acho que seria o.minimo de respeito avisar q acabou....