~ NICOLÒ ~
O carro de Renata desapareceu pela estrada levantando poeira, e eu fiquei ali parado como um idiota.
As palavras dela ecoando na minha cabeça.
"Bianca Bellucci comprou sua dívida por 2,3 milhões de euros."
Não.
Não ia fazer isso.
Não ia acreditar em nada que saísse da boca daquela mulher.
Bianca me avisou. Avisou para não acreditar em absolutamente nada que Renata dissesse.
Eu podia não saber exatamente onde Renata queria chegar com aquela história toda, mas definitivamente ela queria chegar em algum lugar. Sempre queria.
Respirei fundo, passando as mãos pelo cabelo com força.
Voltei para a cerca. Peguei o martelo novamente.
Concentra, pensei comigo mesmo. Só concentra no trabalho.
Posicionei o prego. Levantei o martelo.
Mas minhas mãos tremiam levemente.
Tentei de novo. O prego entrou torto.
— Merda — murmurei, arrancando e tentando novamente.
Era impossível.
Não era porque eu escolhi ignorar que minha mente simplesmente ia parar de se preocupar. Não funcionava assim.
Bianca também tinha dito que estava vindo. Que estava vindo para cá agora mesmo.
Olhei para o relógio no pulso.
Se ela tivesse saído no horário em que mandou a mensagem de voz, já tinha se passado tempo o suficiente para que ela tivesse chegado até aqui.
Já deveria ter chegado há pelo menos meia hora.
Larguei o martelo novamente, peguei o celular do bolso.
Disquei o número dela.
Tocou. Tocou. Tocou.
Caixa postal.
Olhei para a tela por alguns segundos, decidindo se mandava mensagem ou não.
Decidi que não. Se ela não estava atendendo ligação, provavelmente não ia responder mensagem também.
Guardei o celular, voltei para a cerca.
Tentei me concentrar. Realmente tentei.
Quinze minutos depois, desisti.
Peguei o celular novamente. Liguei de novo.
Caixa postal imediata dessa vez.
O telefone dela estava desligado agora? Ou sem bateria?
Senti algo apertando no peito. Preocupação misturada com frustração.
Onde ela estava?
Por que não estava atendendo?
A história idiota de Renata sobre o acidente voltou à mente sem permissão.
"Eu acho que era o carro da Bianca."
Não. Não era verdade. Era só mais uma das manipulações patéticas dela.
Mas... e se não fosse?
E se realmente tivesse acontecido alguma coisa?
Balancei a cabeça violentamente, afastando o pensamento.
Renata estava mentindo. Tinha que estar.
Mas a preocupação não ia embora.
Larguei as ferramentas definitivamente, caminhando de volta para a casa principal.
Entrei pela porta da cozinha.
Minha mãe estava ali, preparando algo que cheirava a molho de tomate.
Ela olhou para mim e franziu a testa imediatamente.
— Está tudo bem? — perguntou, limpando as mãos no avental. — Você está pálido.
— Está tudo bem — menti automaticamente. — Só... cansado.
Ela não pareceu convencida, mas não insistiu.
— Quer que eu prepare algo para você comer?
Bom porque significava que ela realmente estava vindo para cá como tinha dito.
Mas então... onde ela estava?
Por que não tinha chegado ainda?
Por que o telefone estava desligado?
A preocupação estava se transformando rapidamente em algo pior.
Pânico começando a se infiltrar.
Levantei, comecei a andar de um lado para o outro do quarto pequeno.
Peguei a carteira da mesinha de cabeceira, abri.
O cartão de Christian ainda estava ali. Branco, minimalista, apenas nome e dois números.
Escritório e pessoal.
Ele tinha me dado quando fui conversar sobre os negócios. "Qualquer coisa, liga."
Segurei o cartão entre os dedos, debatendo internamente.
Talvez não fosse nada. Talvez Bianca tivesse simplesmente parado em algum lugar. Talvez o celular tivesse descarregado mesmo.
Não ia querer incomodar Christian no número pessoal por nada. Por paranoia minha.
Coloquei o cartão de volta na carteira.
Mas não consegui guardá-la. Fiquei ali parado, carteira na mão, olhando para o celular.
Liga. Não liga. Liga. Não liga.
Estava começando a me sentir ridículo quando o celular tocou na minha mão.
Quase deixei cair do susto.
Atendi antes mesmo de olhar o número na tela, o coração disparando.
— Bianca?
— Nico? — a voz do outro lado perguntou.
Não era Bianca.
Era voz masculina.
— Sim — respondi, confuso.
— Dante Bellucci aqui — disse, e havia algo no tom da voz dele que fez meu sangue gelar. — Você precisa vir para Florença. Agora!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
Poxa autora, é interessante a gente disponibilizar os capítulos gratuitos mesmo já tendo acabado de postar a história... Não dá pra toda hora ficar comprando moedas pra ler....
Boa noite... Desde 6f que não liberam os capítulos... já está ficando cansativo.... affff...
Oi autoura Kayla Sango, sei que se despeciu e finalizou esses livros, mas quando sentir que deve, conte a história de Matheus e Mia e também Dante e Paloma, acho que nós como espectadores ficariamos muito gratos, principalmente quem acompanhou todos os livros até aqui. Estou com um gostinho de saudade já. Obrigada!...
Quem é Paloma, gente? Era pra ser a Paola, no caso?...
Pois é Simone Honorato, eu tbm fiquei super animada achando que leria 20 capítulos.Frustante mesmo...
Boa tarde, reparei que do capitulo 731 pulou para o capitulo 751 !!!! Me parece o FINAL !!!! É ISSO MESMO ? FRUSTANTE, PENSEI QUE LERIA 20 CA´PITULOS, E NADA, SOMENTE 01.!!...
Pelo amorrrrrrr desbloqueia esses capitulos!!!!!...
Paguei pelas moedas, e não foi desbloqueado! Afff...
O que houve porque parou de carregar capítulos?...
Gostaria de manifestar uma profunda insatisfação com vc autora, pois vc parou a história no capítulo 731 e nada de falar se foi o fim do livro ou se vai ter continuação Acho um desrespeito com os leitores q espera todo dia por um novo capítulo. Acho que seria o.minimo de respeito avisar q acabou....