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Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 656

~ BIANCA ~

Não avisei que estava indo.

Simplesmente entrei no carro na manhã de sexta-feira, disse para Dante assumir minhas urgências, e dirigi até Montepulciano.

Até a Tenuta.

A propriedade estava irreconhecível em alguns aspectos. Andaimes de metal cercando toda a ala destruída pelo incêndio. Lonas azuis cobrindo partes do telhado danificado. Homens de capacete amarelo trabalhando, carregando materiais, operando equipamentos.

Som de serras elétricas e martelos pneumáticos ecoando através das colinas normalmente silenciosas.

Mas também estava familiar. Profundamente familiar. As vinhas continuavam verdes e perfeitamente ordenadas, fileiras intermináveis se estendendo em padrões geométricos satisfatórios. O cheiro característico de terra rica e uva madura no ar quente. O céu azul toscano se estendendo infinito acima de tudo, indiferente aos dramas humanos abaixo.

Era lindo aqui. Sempre tinha sido.

Estacionei perto da casa principal, na área que não tinha sido afetada pelo fogo. Desliguei o motor e fiquei sentada por um momento, apenas respirando.

Me preparando mentalmente para confronto que sabia que vinha.

Eventualmente desci, fechando porta com determinação renovada, e comecei a procurar por Nico.

Paola me viu primeiro.

— Bianca! — cumprimentou com sorriso surpreso. — Não sabia que vinha hoje. O Nico está...

— Onde ele está? — interrompi gentilmente.

Ela apontou para área de reconstrução.

— Lá com empreiteira. Discutindo algo sobre vigas estruturais.

Caminhei na direção indicada, passando por trabalhadores que me cumprimentaram educadamente.

Encontrei Nico de costas, apontando para plantas arquitetônicas abertas sobre mesa improvisada de madeira. Jeans sujo de poeira. Camisa com mangas arregaçadas. Cabelo bagunçado como se tivesse passado mão várias vezes.

— Nico — chamei.

Ele virou bruscamente, olhos arregalando ao me ver.

— Bianca? O que... por que você está aqui?

— Precisamos conversar — disse simplesmente.

Vi tensão imediata nos ombros dele.

— Estou meio ocupado agora — começou, gesticulando vagamente para obra ao redor. — Talvez mais tarde...

— Não — cortei com firmeza. — Agora.

O empreiteiro ao lado dele olhou entre nós dois, claramente desconfortável.

— Eu... vou verificar o material que chegou — murmurou, saindo rapidamente.

Nico suspirou pesadamente.

— Bianca, não é bom momento para...

— Nunca é — interrompi novamente. — Você sempre tem desculpa. Sempre está ocupado. Sempre está cansado. Sempre tem algo mais importante.

— Não é isso...

— Então o que é? — desafiei, cruzando os braços. — Porque de onde estou vendo, você está fugindo de mim há dias.

Ele desviou o olhar, maxilar tensionando.

— Não estou fugindo.

— Está sim — afirmei. — E nós dois sabemos disso.

Ficamos em silêncio tenso por momento longo.

— Vem — disse eventualmente, começando a caminhar sem olhar para trás. — Não vamos ter essa conversa aqui no meio da obra com todo mundo ouvindo.

Segui ele através da propriedade em silêncio tenso e carregado. Ele foi direto até onde duas bicicletas velhas estavam apoiadas. Pegou uma e me entregou a outra sem dizer nada.

Passamos pelas vinhas ordenadas, folhas sussurrando com brisa leve. Contornamos celeiro antigo de pedra com telhado de telha vermelha. Seguimos caminho de terra batida que conhecia bem.

E então percebi exatamente para onde estávamos indo.

A torre medieval.

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