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Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 658

~ BIANCA ~

A sala de reuniões do departamento jurídico da Bellucci era intimidante por design.

Mesa longa de mogno escuro polido. Cadeiras de couro preto, rígidas demais para qualquer conversa que envolvesse sentimentos. Uma parede inteira de vidro com vista para Florença — como se a cidade fosse um lembrete silencioso de que ali, dentro, o mundo funcionava por regras.

Na outra parede, estantes repletas de volumes encadernados de legislação italiana, alinhados com uma precisão quase agressiva.

Três advogados estavam do lado oposto da mesa.

Giulia Marchetti, direito de família, olhar afiado de quem já viu todo tipo de guerra doméstica. Marco Rossetti, blindagem patrimonial, a calma clínica de quem transforma pânico em cláusulas. Leonardo Conti, coordenando tudo, óculos de armação fina e uma voz que parecia feita para dizer “isso é incontestável”.

Christian estava sentado ao meu lado. Postura relaxada, atenção absoluta — como sempre, mesmo quando fingia casualidade.

Eu estava reta, mãos entrelaçadas sobre a mesa, o anel de noivado brilhando sob a luz fria do teto. Um detalhe que eu não tinha planejado exibir… mas também não pretendia esconder.

Leonardo abriu uma pasta.

— Então — começou, com a tranquilidade de quem anuncia uma sentença — a senhora pretende se casar com o senhor Nicolò Montesi em futuro próximo.

Não era uma pergunta, mas eu confirmei mesmo assim.

— Sim.

Giulia deslizou o dedo pela tela do tablet.

— E a preocupação principal é blindar o patrimônio pessoal da senhora para que a ex-esposa do noivo não possa, de forma alguma, pleitear pensão alimentícia baseada nos seus recursos.

— Exatamente — eu disse. — E também queremos garantir que isso não complique o processo de guarda. Não quero dar munição para ela.

Os três trocaram um olhar rápido — aquele código silencioso de equipe que trabalha junto há tempo demais.

Giulia foi a primeira a falar de novo, e a expressão dela… quase satisfeita.

— Na verdade, o casamento tende a ajudar. E muito.

Eu pisquei, sem acreditar.

— Ajudar como?

Ela cruzou as mãos sobre a mesa, entrando em modo didático.

— Em um processo de guarda, estabilidade pesa. E casamento é uma demonstração formal de estabilidade familiar. Não é namoro, não é algo temporário: é compromisso legal. Isso costuma ser visto de forma extremamente positiva.

Marco complementou, folheando alguns documentos.

— Estrutura doméstica clara. Duas figuras adultas presentes. Previsibilidade. Continuidade. Juízes valorizam isso.

Leonardo assentiu, pragmático.

— Especialmente quando, do outro lado, há um histórico de instabilidade — pelo que nos foi informado, a mãe mora sozinha, tem histórico profissional questionável e relacionamentos voláteis. A comparação é inevitável.

Meu foco, no entanto, não era a parte “bonita” disso.

Eu fui direto ao ponto que me roía.

— E a alegação de que Nico seria dependente de mim? — pressionei. — Que ele não tem meios próprios para sustentar a filha e que eu seria, na prática, a fonte do sustento?

Leonardo se inclinou para frente, dedos entrelaçados.

— Estamos preparando um dossiê completo sobre a independência financeira do senhor Montesi — afirmou. — A parceria com o Grupo Bellucci foi formalizada por contrato, com papel, função e remuneração previstos. Ainda é um projeto em fase inicial, sem distribuição de lucros, mas isso j**a a nosso favor: prova que ele não é seu dependente, e sim um parceiro empresarial com autonomia e expectativa de renda própria documentada. Ele não é seu funcionário. Ele não vive às suas custas. Ele é sócio em um negócio legítimo.

O alívio começou a abrir espaço no meu peito como se alguém tivesse afrouxado uma cinta.

— Então o casamento não prejudica a guarda da Bella? — perguntei, só para ouvir de novo. — Não cria brecha?

— Não — responderam os três, praticamente ao mesmo tempo.

Leonardo continuou:

— A recomendação, porém, é um casamento rápido. Idealmente antes da audiência preliminar. E com regime de separação total de bens.

Eu repeti as palavras devagar, como quem confirma um caminho.

— Separação total de bens.

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