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Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 665

~ BIANCA ~

Eu esperei.

Não porque eu fosse covarde demais para estar lá. Mas porque eu ouvi o choro da Bella e reconheci, de longe, o tipo de tempestade que não precisa de plateia. Tempestade de medo. De criança.

Eu fiquei do lado de fora do quarto, encostada na parede do corredor, com a mão pressionando a boca como se isso impedisse algum som de escapar de mim. Como se o mínimo ruído meu pudesse virar mais um motivo para ela me odiar.

Quando ela gritou que eu não era a mãe dela, eu senti a frase atravessar a carne.

Eu sabia que não era.

Eu nunca tentei fingir.

Mas havia um lugar dentro de mim — um lugar silencioso e ridículo — que acreditava que amor, com tempo suficiente, virava família.

Bella tinha me dado esse lugar. Desde o primeiro minuto.

Desde o início, ela não me olhou como intrusa. Me olhou como… alguém. Um adulto seguro. Um porto.

E agora, de repente, ela me olhava como ameaça.

Eu fui para o meu quarto para não desabar no meio da casa. Fechei a porta com cuidado e me sentei na beira da cama. O ar parecia mais pesado do que antes.

Não sei exatamente quanto tempo permaneci na exata mesma posição até eu ouvir passos no corredor, depois a maçaneta.

Nico entrou devagar, fechou a porta atrás de si. Ficou um segundo parado, os ombros caídos, como um pai exausto de segurar uma criança em desespero.

Eu levantei os olhos. Não consegui sorrir.

— Ela dormiu? — perguntei.

Ele assentiu uma vez, curto.

— Dormiu de tanto chorar. — A voz dele estava rouca. — Eu fiquei lá até a respiração dela acalmar. Ela… apagou de cansaço.

Eu engoli seco. Senti o nó no peito apertar mais.

— Ela me amou desde o primeiro minuto — eu disse, sem conseguir impedir. A frase saiu como confissão, como se eu estivesse falando com o único homem no mundo capaz de entender a dor daquele corte. — Nico, ela me amou. Ela vinha atrás de mim pela casa, me mostrava desenho, fazia pergunta… Ela confiava.

A garganta queimou.

— E agora… agora a Renata consegue isso em um dia.

Ele atravessou o quarto e se sentou do meu lado. Não colou o corpo no meu de imediato. Primeiro, só ficou ali, presente, como quem dá espaço para o meu coração escolher se quer ser tocado ou não.

— Bianca — ele falou baixo. — Isso não é sobre você.

Eu ri uma vez. Sem humor.

— Claro que é. — Olhei para minhas mãos, para o anel. Para a pele que parecia não caber em mim. — Ela gritou “eu não quero você”.

Nico soltou o ar.

— Ela gritou porque estava apavorada. — Ele passou a mão no rosto. — E porque a Renata fez o que sempre faz: colocou palavras adultas na boca de uma criança e chamou isso de “preocupação”.

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