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Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 669

~ BIANCA ~

Eu achei que, depois do civil, eu ia querer silêncio.

Um quarto escuro. Um banho quente. Um Nico inteiro ao meu lado, sem barulho, sem perguntas, sem o mundo tentando transformar nossa vida em legenda.

Mas Zoey tinha outros planos — e, quando Christian e Martina chegaram com a gente na porta da balada, eu entendi por quê.

O lugar estava fechado só para família e amigos. Sem curiosos, sem câmera, sem imprensa. Na entrada, um segurança que eu não conhecia me reconheceu mesmo assim e fez um gesto discreto com a cabeça para que entrássemos.

Ali dentro, era como se alguém tivesse decidido construir uma cápsula de alegria no meio do caos.

Luzes baixas, música boa, comida circulando em bandejas e um bar inteiro liberado.

Eu ainda não tinha me acostumado com as palavras que vinham agora grudadas em mim.

Grávida.

Esposa.

Futuro.

Bella não estava ali. Naquele horário, ela estava na escola e, sinceramente, nós achamos melhor assim. Porque o nome “casamento” ainda estava cheio de espinhos na cabeça dela. E eu não queria que o primeiro contato dela com essa palavra fosse um salão lotado, música alta e um monte de gente gritando parabéns.

Eu queria que fosse com calma. Com verdade. Com segurança.

Só que… naquele momento, eu também precisava de outra coisa: uma prova concreta de que eu não estava sozinha no lado exposto dessa vida.

E eu não estava.

Anne e Nate estavam encostados perto do bar, os dois com aquela elegância londrina que parece não amarrotar nem com viagem. Matheus estava com eles, camisa aberta no primeiro botão.

Marco e Maite chegaram com a energia do Brasil, abraçando todo mundo como se abraço fosse idioma oficial. Mia já estava com Dante e Paola — Paola com o sorriso permanente de quem sabe de coisas; Dante com aquela postura de “eu vou fingir que isso é normal porque eu sou o adulto da sala”, mas com os olhos denunciando que ele estava emocionado.

Do lado de Nico, alguns amigos de Montepulciano ocupavam uma mesa pequena. Pessoas de riso fácil e mão pesada no ombro, gente que chamava meu marido por apelidos que eu ainda estava aprendendo a ouvir sem achar estranho.

E então aconteceu uma coisa que eu não soube explicar.

Eu me senti amada.

Não de um jeito dramático. Não como em filme.

De um jeito físico.

Como se o ar em volta tivesse virado um pouco mais leve só porque aquelas pessoas tinham atravessado oceanos, fusos e compromissos para estarem ali — por nós. Por mim.

Zoey apareceu do nada, impecável como sempre, e me segurou pelos ombros com as duas mãos.

— Eu não aceito cara de “vou chorar” hoje — ela avisou.

— Eu não estou chorando — menti.

Ela arqueou uma sobrancelha e me soltou com um empurrãozinho.

— Vai. Aproveita. E lembra: nada de discurso.

Eu ri. E foi um riso de verdade.

Em algum momento, a música subiu um pouco. Pessoas dançando, copos se encostando, a noite funcionando como se o mundo não tivesse audiência marcada e advogado esperando brecha.

Eu estava no meio de uma conversa com Maite sobre “como vocês conseguem viver sem feijão” quando Zoey surgiu com um punhado de flores na mão — flores soltas, amarradas com uma fita, improvisadas como buquê.

— Tá — ela anunciou. — Eu mandei encomendar. Não me olha assim. Eu precisava de uma coisa minimamente tradicional pra você ter uma foto mental feliz, Bianca.

— Zoey…

— Sem discussão. — Ela me empurrou para o centro.

Eu virei de costas. Senti o coração bater estranho. Não era superstição. Era só o peso dos símbolos.

Eu joguei sem contagem. Sem “um, dois, três”. Do nada, do meu jeito.

Ouvi um “ah!” coletivo, uma confusão de mãos, e o buquê desapareceu por um segundo.

Quando eu virei, era Mia que estava com as flores.

Ela segurava como se fosse uma coisa perigosa. Olhou para mim. Olhou para Zoey. Depois fez uma careta mínima, quase ofendida.

— Eu peguei por reflexo. — Ela levantou o buquê como prova. — Reflexo. Isso não significa nada.

— Significa destino! — Anne gritou.

— Significa que eu tenho coordenação motora — Mia respondeu, seca, e arrancou mais risadas.

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