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Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 670

~ BIANCA ~

Minha cabeça explodiu antes mesmo de Zoey terminar a frase.

Problema.

A palavra era uma chave. Abria, sem querer, todas as portas que eu vinha tentando manter trancadas: Bella, Renata, audiência, fofoca, vazamento, o tipo de tragédia que chega sem bater.

Eu senti o corpo inteiro endurecer.

— O quê? — eu perguntei, já com o coração acelerando. — O que aconteceu? É a Bella?

Zoey piscou, como se eu tivesse pulado vinte capítulos.

— Não. Não! — ela segurou meu braço de novo, quase rindo. — Calma. Não é nada disso.

— Então fala logo — eu exigi, e eu odiei ouvir a minha própria voz nesse tom.

Zoey respirou fundo com uma solenidade ridícula, como se fosse anunciar uma guerra. E então, com a seriedade de quem está prestes a confessar um crime, ela disse:

— O bolo… não é do chocolate certo. Não é do seu favorito.

Eu fiquei olhando para ela.

Um segundo.

Dois.

Até a realidade encaixar.

— Você… — eu comecei, e a frase morreu no meio porque eu ri. Eu ri de verdade, com uma espécie de alívio tão abrupto que quase deu tontura. — Você me puxou pra dizer isso?

Zoey cruzou os braços, ofendida de brincadeira.

— Eu tenho uma reputação de RP a zelar. Se o chocolate não é o certo, eu falhei como ser humano.

Eu encostei a testa no ombro dela por um instante e abracei forte, como se eu estivesse abraçando uma versão minha que ainda conseguia respirar sem medo.

— Cunhadinha… — eu murmurei. — Se todos os meus problemas fossem como esse, eu seria a pessoa mais feliz do mundo.

Zoey relaxou dentro do meu abraço.

— Hoje podem ser — ela disse, baixinho.

Eu me afastei só o suficiente para encarar o rosto dela.

— Hoje serão — eu respondi.

E beijei a bochecha dela, rápido, como se a minha felicidade precisasse tocar alguém para ficar real.

Peguei meu suco no bar e me obriguei a fazer o que eu tinha prometido para mim mesma: socializar sem pensar demais. Agradecer sem chorar. Existir sem calcular a próxima pancada.

Eu fui de grupo em grupo, como se eu soubesse fazer isso sem treinamento.

E então eu vi Anne.

Ela estava perto de uma mesa alta, falando com uma amiga minha do escritório, e rindo com a cabeça levemente inclinada, como se o mundo fosse menos pesado quando ela escolhia.

Eu fui até lá, e a abracei sem pedir licença.

— Você veio — eu disse no ouvido dela, como se eu ainda estivesse me surpreendendo.

— Eu não ia perder isso nem se você tentasse me impedir — ela respondeu, e a voz dela tinha sorriso.

Nate apareceu do lado dela e me deu um abraço também. E eu tive uma memória rápida de Londres: nós três em uma sala de vidro, café ruim, planilhas, e eu achando que meu futuro era só aquilo.

E agora eu estava ali, com um anel, um suco na mão e o sobrenome do Nico no meu horizonte.

Quando ficamos somente eu e ela, olhei para Anne com aquela intimidade que não precisa de cerimônia.

— Então… alguma dica sobre casamentos? — eu perguntei. — Sinto que eu tô entrando de cabeça em algo sobre o qual… eu não sei absolutamente nada. É meio assustador.

Anne riu, e os olhos dela ficaram brilhantes.

— A melhor dica é não saber absolutamente nada — ela respondeu, natural. — Aí você vai ter que aprender todos os dias. E, acredite, Bia… não tem coisa mais gostosa do que isso.

Eu fiz que sim, e senti minha garganta apertar por um segundo.

— Você fala isso como se fosse fácil — eu provoquei.

— Eu falo isso como alguém que quase enlouquece todos os dias sendo casada com Nathaniel. Mas que se sente a mulher mais feliz do mundo — Anne respondeu, levantando o copo.

Eu levantei o meu também.

E foi aí que eu olhei.

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