~ RENATA ~
A porta do elevador estava quase se fechando quando eu me enfiei lá dentro com Nico.
Nico aparentava como um homem que já tinha decidido tudo: mandíbula travada, olhos fixos no nada, a respiração curta de quem está tentando não explodir no lugar errado. Ele sequer me olhou.
O bilhete ainda queimava na minha mão, amassado de tanto que eu tinha apertado.
“Vou voltar pro papai.”
Aquele papel não era prova de nada, e ainda assim era o único objeto concreto naquela história que começava a escapar do meu controle.
O elevador desceu e o silêncio dentro daquela caixa de metal parecia um julgamento.
Eu quebrei primeiro.
— Quando você for fazer esse… boletim, — eu disse, escolhendo a palavra como se estivesse oferecendo algo razoável. — Não coloca meu nome.
Nico soltou uma risada curta, sem humor.
— Como é?
— Você ouviu. — Eu mantive a voz baixa, prática. — Diz que ela estava com você. Diz que você… qualquer coisa.
Ele finalmente virou o rosto.
O olhar dele era o tipo de coisa que homens como Nico usam quando querem que você entenda que você passou do limite.
— Eu só quero achar minha filha — ele disse devagar, como se cada palavra precisasse caber num lugar seguro. — E você tá pensando em como a culpa vai cair em você.
Eu respirei pelo nariz.
— Não é isso, é só que...
Nem eu mesma tinha concluído meu pensamento quando ele me interrompeu.
— Você realmente não sabe o que é ser mãe, não é? — ele cuspiu, e a frase veio tão crua que por um segundo eu senti vontade de dar um tapa.
Eu endureci.
— Não vem bancar o santo comigo, Nico. — Minha voz saiu mais fria do que eu pretendia. — Eu sou a mãe dela no papel, e é isso que importa agora.
As portas se abriram.
A garagem nos recebeu com aquele eco de concreto e motores frios. Nico saiu primeiro, passos rápidos, já com a chave do carro na mão. Eu fui atrás, não para acompanhá-lo como uma mãe preocupada, mas para não deixar a história acontecer fora do meu campo de visão.
Ele foi direto para o carro dele.
Eu virei para a vaga de visitantes.
Eu tinha deixado meu carro ali porque era mais fácil. Porque eu podia entrar e sair sem precisar avisar desde que Bianca tinha liberado meu acesso permanente para quando eu chegasse com Bella.
Eu entrei no carro e liguei o motor com mãos firmes. Quando Nico arrancou, eu esperei o tempo exato de não parecer perseguição e saí logo atrás.
Ele dirigia como quem está atrasado para salvar alguém.
Eu dirigia como quem está atrasada para salvar a própria pele.
No primeiro cruzamento, eu já estava com o celular na mão e o bluetooth conectado, ligando para meu advogado.
Ele atendeu no terceiro toque.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
Pelo amorrrrrrr desbloqueia esses capitulos!!!!!...
Paguei pelas moedas, e não foi desbloqueado! Afff...
O que houve porque parou de carregar capítulos?...
Gostaria de manifestar uma profunda insatisfação com vc autora, pois vc parou a história no capítulo 731 e nada de falar se foi o fim do livro ou se vai ter continuação Acho um desrespeito com os leitores q espera todo dia por um novo capítulo. Acho que seria o.minimo de respeito avisar q acabou....
Uma semana sem desbloquear os capítulos...
Não vão desbloquear o restante dos capítulos?...
Ja tem uns 2 dias que não desbloqueiam os capítulos, parou no capítulo 714 e nada... Afff...
Então, cade os capítulos? Parou no 731 e não segue mais, acabou?...
Não entendi nada. Cadê os extras autora. Já terminou o livro?...
Alguém me indica um livro parecido com esse. Gostei muito...