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Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 709

~ BIANCA ~

Eu entrei na sede da Bellucci como quem entra em casa e, por um segundo, eu quase esqueci que oficialmente eu não deveria estar ali.

O lobby tinha o mesmo ritmo de sempre, gente apressada demais para olhar para os lados, crachás batendo no peito, telas exibindo números que fingiam estabilidade.

— Nem afastada você deixa de vir aqui?

A voz veio da minha direita, com aquele tom de brincadeira que só existe quando a pessoa conhece o seu nível de vício em trabalho.

Mia.

Ela estava com um copo de café na mão e um sorriso meio torto no rosto, como se eu fosse uma criança que aparece no escritório doente só para provar que ainda consegue trabalhar.

— Vai viver, Bianca — ela completou.

Eu não sorri.

— Preciso falar com você — eu disse. — E com o Dante.

Mia revirou os olhos com teatralidade.

— Ah, ótimo. Eu adoro quando você começa frases assim. Sempre termina em alguém ameaçando processar a gente.

— Ele está aqui hoje, não está? — eu perguntei, já caminhando. — Ou na Tenuta?

Mia acompanhou meu passo.

— Acho que sim…— Ela olhou para o próprio celular como se conferisse o humor do universo. — Mas se você está no modo “preciso agora”, ele pode se teletransportar se não estiver.

A gente entrou no elevador. Eu apertei o andar sem pensar duas vezes.

Mia me olhou de lado.

— Você tá… bem? — ela perguntou, e o “bem” veio com o peso de tudo o que a gente não tinha tempo de falar ali.

— Eu estou funcionando — eu respondi.

Era a única verdade disponível.

O elevador abriu no andar do Dante e eu não diminuí o ritmo.

Mia fez um gesto, como se fosse me lembrar de boas maneiras.

— Você vai bater?

Eu abri a porta.

Sem bater.

Dante estava atrás da mesa, com um monte de papéis espalhados e um notebook aberto. Ele levantou os olhos no instante em que a gente invadiu, e a expressão dele mudou do cansaço para o sarcasmo em menos de um segundo.

— Priminhas! — ele anunciou, abrindo os braços como se estivesse recebendo duas celebridades em um talk show. — A que eu devo tamanha beleza reunida tão cedo pela manhã?

Mia entrou primeiro, empurrando o ar como se Dante tivesse soltado fumaça no ambiente.

— Corta essa — ela disse.

Eu fechei a porta atrás de mim.

— Tenho uma missão pra você — eu falei.

Dante soltou um suspiro e se recostou na cadeira, teatral.

— Bia… por mais que eu adore passar praticamente vinte e quatro horas do meu dia dentro de uma sala olhando para papéis… — ele apontou para o caos em cima da mesa, como se fosse prova do martírio — …ou cuidando dos detalhes finais de uma obra cheia de barulho e poeira…

— Dramático — Mia murmurou.

— …acho que meu tempo anda meio limitado no momento, sabe? — ele continuou, como se ela não existisse. — Não que eu não esteja pensando em roubar o lugar do Christian brevemente e assumir todos os problemas da Bellucci. Você sabe como eu adoro um problema.

Ele me olhou com falsa humildade.

— Mas até eu tenho limites.

Mia encostou no batente da porta e cruzou os braços.

— Aham. O único problema que você adora é no meio das pernas de alguma mulher.

Dante levou a mão ao peito, fingindo indignação.

— Eu sou um homem profundamente injustiçado.

Eu me sentei na cadeira em frente à mesa dele.

— Exatamente — eu disse.

Os dois pararam.

Mia abriu a boca, fechou, abriu de novo.

Dante piscou, como se eu tivesse falado em outra língua.

— Como é? — ele perguntou, finalmente.

Eu tirei o envelope pardo da bolsa e coloquei sobre a mesa.

— É mais ou menos por aí o trabalho — eu completei.

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