~ BIANCA ~
— Nem pensar.
Matheus disse como se eu tivesse pedido pra ele incendiar a sede da Bellucci e sair correndo pelo lobby com um extintor na mão.
Eu encostei as costas na cadeira e observei a cena com uma calma que não era calma.
A sala era a minha sala.
A mesma mesa, a mesma vista, o mesmo canto onde eu deixava uma caneca que eu nunca usava. Só que, agora, eu estava do lado oposto da mesa.
A sensação era estranha. Não por vaidade. Por instinto: meu corpo sabia onde eu me sentava para comandar.
E do outro lado estava Matheus.
Pelo menos era ele.
Pelo menos, quando eu olhava para aquela cadeira ocupada, eu via alguém que eu confiava o suficiente para não sentir que estavam roubando minha pele.
Mia continuava de pé, encostada na estante, com aquela postura de quem está pronta para rir e pronta para morder na mesma frase. Dante estava largado na poltrona como se fosse uma reunião social e não uma conversa que podia mudar a vida de uma criança.
Matheus, por outro lado, tinha o olhar sério de quem entende exatamente o peso de estar ali.
— Você tá me pedindo isso pra quê, Bianca? — ele perguntou, já mais controlado. — Você tem um detetive particular. Você tem assistência social. Você tem o Conti. Por que você quer fazer isso?
Eu não dei volta.
— Você sabe — eu respondi. — Eu tenho dificuldade em confiar.
Matheus ergueu uma sobrancelha, como se eu tivesse dito a coisa mais óbvia do mundo e, ainda assim, fosse irritante.
— Não tenta me comover com sinceridade. — Ele apontou com o queixo para mim. — Não vai colar.
Eu sustentei o olhar.
— Mas eu confio em você.
Ele soltou um som curto, quase um riso.
— Ah, não. — Matheus recostou na cadeira e cruzou os braços. — Da última vez que eu me meti em uma de vocês Belluccis, eu acabei com o olho ardendo a spray de pimenta por uns quinze dias direto.
Mia riu alto.
— Pobrezinho.
Eu olhei para Matheus com tédio calculado.
— “Vocês Belluccis” não — eu corrigi. — Você também é um Bellucci por associação.
Matheus apontou para si mesmo, como se eu tivesse cometido um crime de identidade.
— Eu sou um Aguilar.
— E, se você for pensar bem, a questão do spray de pimenta veio de um pedido de outra Aguilar — eu disse, doce. — Sua irmã Zoey.
Matheus revirou os olhos, como se estivesse revendo a cena inteira, e isso quase me deu satisfação.
Dante bateu palmas uma vez, lento, ridículo.
— Vai ser divertido, no mínimo — ele comentou. — Quer dizer… nós trabalhamos juntos na China. Eu sei como aquele país é difícil com relação a… mulher.
Mia endireitou o corpo.
— Dante.
Ele ergueu as mãos.
— O quê? Uma italiana vai fazer bem pra ele.
Mia fez cara de nojo.
— Ele não precisa dormir com ela de verdade!
Dante abriu um sorriso indecente.
— Só se ele quiser. Ele vai pagar.
Matheus olhou para nós três como se tivesse caído num circo.
— Eu não vou pagar — ele disse, seco.
E então ele apontou para a mesa, para a cadeira, para a sala, para tudo o que eu estava fingindo que era normal.
— Porque eu não vou fazer isso — ele concluiu.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )
Pelo amorrrrrrr desbloqueia esses capitulos!!!!!...
Paguei pelas moedas, e não foi desbloqueado! Afff...
O que houve porque parou de carregar capítulos?...
Gostaria de manifestar uma profunda insatisfação com vc autora, pois vc parou a história no capítulo 731 e nada de falar se foi o fim do livro ou se vai ter continuação Acho um desrespeito com os leitores q espera todo dia por um novo capítulo. Acho que seria o.minimo de respeito avisar q acabou....
Uma semana sem desbloquear os capítulos...
Não vão desbloquear o restante dos capítulos?...
Ja tem uns 2 dias que não desbloqueiam os capítulos, parou no capítulo 714 e nada... Afff...
Então, cade os capítulos? Parou no 731 e não segue mais, acabou?...
Não entendi nada. Cadê os extras autora. Já terminou o livro?...
Alguém me indica um livro parecido com esse. Gostei muito...