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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 143

Sabrina acordou com o gosto metálico de sangue na boca e o cheiro forte de madeira úmida e pinheiro queimado. Estava deitada de lado sobre um tapete velho e áspero, braços amarrados atrás das costas com corda grossa que mordia a pele. Pernas também presas nos tornozelos, mas com folga suficiente para dobrar os joelhos.

A cabana era pequena, paredes de toras mal encaixadas, uma única janela pequena coberta por tábuas pregadas de qualquer jeito. Sem móveis. Sem água. Sem nada além do tapete e dela.

— Hum... onde estou?— ela murmurou forçando a vista.

A cabeça latejava. Memórias voltavam em flashes. O shopping, os cartões negados, o carro preto, o pano no rosto. Tentou se mexer. Rolou devagar até ficar de barriga para cima. Com esforço, flexionou o abdômen e conseguiu sentar, costas encostadas na parede de madeira. Respirou fundo, tentando organizar os pensamentos.

Quando se deu conta de que havia sido pega, ela não ficou com medo, ficou com raiva de ter sido pega.

— Mas que merda.— Gritou para si mesma achando que estava sozinha.

Um barulho de passos pesados do lado de fora a assustou por uma fração de segundo. A porta rangeu e abriu.

— Quem está aí?— ela perguntou mantendo o queixo erguido.

Um homem alto entrou. Camisa preta, calça cargo, botas sujas de lama, um rosto comum, barba curta, olhos frios e um sorriso lento nos lábios. Na mão direita, um celular. Ele olhou para ela, ergueu o aparelho e falou com sarcasmo escancarado:

— Chefe, a bela adormecida acordou.

Do outro lado da linha veio uma voz masculina, grave, gelada, sem emoção:

— Vou me atrasar um pouco. Chego em quinze minutos. Precisei resolver um problema antes.

O segurança desligou. Guardou o celular no bolso e se abaixou devagar na frente dela, ficando na altura dos olhos. Sorriso torto.

— Último pedido antes do show começar, princesa? Água? Comida? Uma confissão pro padre?

Sabrina o encarou sem piscar, com um sorriso calculado, cuspiu no chão ao lado dele.

— Vai a merda. Quando eu sair daqui, vou arrancar sua língua e fazer o seu chefe engolir.

Ele riu baixo. Não se mexeu.

Ela continuou, voz mais alta, cheia de veneno:

— Vocês acham que isso me assusta? Eu já quebrei gente maior que vocês. Eu sei exatamente quem me trouxe aqui. E não me surpreende essa sua cara de merda. Vocês são só capangas baratos.

O segurança ficou em silêncio por um segundo. Depois inclinou a cabeça, como se estivesse avaliando um animal encurralado.

Sabrina percebeu a mudança. Mudou de tática na hora. A voz baixou, ganhou um tom quase doce, trêmulo de propósito. Olhos marejados, lágrimas falsas, mas convincentes.

Cap 143. O começo do fim. 1

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