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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 147

O portão da mansão se abriu sob o barulho das sirenes e dos gritos. Marcelo não olhou para trás quando atravessou o jardim. Nem para Milena. Nem para Álvaro. Ele não tinha coragem de encarar os olhos da mulher que ama. Ele era suspeito da morte da mãe dela. Apesar de tudo ainda sim, era a mãe dela. Sem falar nada entrou no carro da polícia com a postura ereta, o rosto fechado e bateu a porta.

Do lado de fora, os flashes explodiram. Ele virou o rosto para a janela e sentiu o peito apertar ao perceber que havia expectativa nos olhares, era quase satisfação de vê-lo naquele lugar. Sequestro e assassinato. O nome dele finalmente encaixado onde sempre quiseram colocar.

Os olhos arderam, mas ele segurou. Não havia espaço para fraqueza agora.

Os corredores da delegacia eram frios e impessoais. Pessoas cruzavam o caminho dele o tempo todo, conversando, rindo, resolvendo coisas banais. Para todos ali, era só mais um dia.

Para ele, não.

Marcelo foi levado até uma sala simples. Mesa de metal. Cadeiras alinhadas. Uma câmera já ligada no canto. Sentou-se, a mão machucada incomodava. A pele repuxava a cada movimento, lembrando o momento em que perdeu o controle.

Ele apoiou os braços na mesa e esperou, não demorou a porta abriu. Dois investigadores entraram. Um deles com uma pasta nas mãos. O silêncio durou só até Marcelo demonstrar que estava incomodado.

— Senhor De Valliére... — começou o mais velho, voz neutra. — O senhor sabe por que está aqui.

Marcelo manteve o olhar firme.

— Sei.

— Então vamos facilitar as coisas. — o homem abriu a pasta, deslizando algumas fotos sobre a mesa. — Sabrina Miller. Encontrada morta há poucas horas. Desnutrição severa. Marcas de tortura. O que tem para me dizer sobre isso?

Marcelo não olhou para as fotos.

— Eu já disse. Eu não tenho nada a ver com isso.

O investigador cruzou os braços.

— O problema é que tudo aponta para o senhor.

Marcelo inclinou levemente a cabeça, sustentando o olhar.

— Tudo… o quê, exatamente?

O outro investigador puxou uma folha.

— Testemunha afirma ter visto um homem com sua altura, sua compleição próximo ao shopping, na noite do sequestro.

— Um homem com a minha altura que não sou eu.

— Também temos imagens de um carro preto deixando o local minutos depois.

Marcelo soltou uma respiração curta, controlada.

— Existem milhares de carros pretos nessa cidade.

O olhar dele não vacilava.

— E todos pertencem a família De Valliére? — o investigador provocou.

Marcelo ignorou a provocação.

— Minha rotina é pública. Casa e trabalho. Nos horários que vocês estão tentando me colocar naquela estrada, eu estava sendo visto por dezenas de pessoas.

Os dois homens trocaram um olhar rápido.

— Tem como provar o que diz?

Marcelo assentiu, sem hesitar.

— Já providenciei isso.

O investigador arqueou levemente a sobrancelha.

— Como?

— Pela manhã eu tive uma reunião, minha mulher me ligou dizendo que tinha algo suspeito no colégio dos meus filhos, fiquei em torno de quatro horas no local. As câmeras da rua e do meu carro podem provar o que estou dizendo.— respondeu, direto. — Depois disso recebi uma ligação que tinham uma pista da Sabrina onde foi provado que ela junto de Bruno estavam planejando sequestrar meus filhos. Mas quando eu estava a caminho até a pista que encontraram me ligaram do hospital e fiquei por três horas em uma cirurgia. Quando sai fui direto resolver um problema com o investigador Bruno.

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