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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 148

A porta da delegacia abriu de repente. Os dois investigadores que ainda estavam do lado de fora da sala de interrogatório olharam na mesma direção ao mesmo tempo. O som dos passos era firme, controlado.

Um homem de aproximadamente quarenta anos, alto, entrou. Terno escuro impecável, postura reta, olhar afiado. Ele não pediu licença.

— Acho que isso já foi longe o suficiente.

A voz saiu baixa, mas firme o bastante para cortar o ar.

Os investigadores se entreolharam por um segundo.

— E o senhor é…? — perguntou o mais novo, com um tom que tentava manter o controle da situação.

O homem deu mais um passo à frente, abrindo um leve sorriso que não chegava aos olhos.

— Doutor Henrique Belmonte. Advogado do senhor Marcelo De Valliére.— Ele parou ao lado da mesa, apoiando a pasta com calma, como quem não tem absolutamente nada a temer. — E, a partir de agora, qualquer pergunta será feita na minha presença.

O investigador mais velho fechou a pasta devagar.

— Ele já estava colaborando.

Henrique inclinou levemente a cabeça.

— Sem representação legal? Interessante. — fez uma pausa curta. — Ou melhor… problemático.

Marcelo ergueu os olhos quando viu ele entrar. Não disse nada, mas a presença ali já dizia o suficiente.

Henrique abriu a pasta, retirando alguns documentos.

— Vamos deixar uma coisa clara. — continuou, agora olhando diretamente para os dois. — Meu cliente não é obrigado a responder absolutamente nada do que foi perguntado aqui sem a minha presença. E, considerando que isso já aconteceu, qualquer declaração obtida pode ser contestada.

O investigador mais novo cruzou os braços.

— Não estamos fazendo nada ilegal.

Henrique sorriu de lado.

— Ainda bem. Porque eu adoraria discutir isso formalmente.

Ele deslizou um papel sobre a mesa.

— Agora, se quiserem continuar, façam direito.

O mais velho respirou fundo, visivelmente incomodado.

— Isso não muda o fato de que ele é o principal suspeito.

Henrique não perdeu o ritmo.

— Onde estão as provas? Até onde sei, vocês ainda não têm nenhuma verdadeira que ligue meu cliente a cena do crime.— respondeu na mesma medida.

O olhar dele foi rápido até Marcelo, avaliando, firme.

— Meu cliente já apresentou um álibi consistente, com múltiplas testemunhas e registros verificáveis. Sugiro que comecem por aí antes de tentar construir narrativa.

O investigador mais novo deu um passo à frente.

— E você sugere o quê? Que a gente simplesmente ignore tudo?

Henrique fechou a pasta com calma.

— Eu sugiro que investiguem. — disse, direto. — Porque, no momento, parece que estão apenas tentando encaixar meu cliente em uma história que já decidiram contar.

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