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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 150

Henrique ficou imóvel por um segundo, olhando para Marcelo como se não estivesse reconhecendo o homem à sua frente.

— Isso não faz sentido. Você é inocente, as provas já foram apresentadas...— disse Henrique com a voz controlada apesar do descontrole de sentimentos.— pense bem no que está fazendo. Você pode ficar anos preso, Marcelo. Anos sem acompanhar seus filhos.

Marcelo desviou os olhos ao pensar nas crianças. O peito apertou.

A atmosfera da sala mudou. O que antes era pressão, agora era confirmação. Era exatamente isso que eles queriam.

— O senhor está ciente do que está dizendo? — perguntou o mais velho, formal, já puxando a cadeira. — Sua confissão terá consequências graves.

— Estou.— Marcelo respondeu, sem hesitar.

Henrique passou a mão no cabelo e olhou para frente com firmeza.

— Isso não vai ser validado assim. Meu cliente não vai dizer mais uma palavra sem conversarmos direito.

— Não precisa continuar com isso, Henrique.— Marcelo cortou, calmo. Ele estendeu os dois braços esperando para ser algemado. — Eu já disse o suficiente. Eu a matei em busca de vingança. E estou aqui para pagar pelo que fiz.

Os investigadores estavam satisfeitos. Eles estavam sendo cobrados para o encerramento do caso mais rápido possível, não porque era um crime, mas sim pelo nome De Valliére que estava envolvido.

— Então vamos formalizar isso.— disse, puxando alguns papéis enquanto o outro dava voz de prisão.

Antes que ele terminasse, um barulho seco ecoou no corredor, passos apressados e pesados. A porta foi empurrada com força suficiente para interromper qualquer movimento dentro da sala. Todos se viraram ao mesmo tempo.

Augusto De Valliére, pai de Marcelo entrou sem pedir permissão acompanhado por um dos policiais, que claramente não conseguiu contê-lo. O rosto estava pálido, marcado pelo cansaço.

Milena vinha logo atrás, visivelmente abalada após descobrir por um repórter, que Marcelo estava se entregando. Ela estava tão nervosa que parecia ter desaprendido a respirar.

Mas foi quando os olhos dela encontraram Marcelo, de pé, com os braços estendidos, pronto para ser algemado, que tudo dentro dela quebrou.

— Que droga, Marcelo. Você enlouqueceu? — a voz saiu mais alta do que pretendia, carregada de choque e revolta.

— Vai para casa, amor. — ele disse sem conseguir olhar para ela.

Ela estreitou os olhos a raiva tomando conta dela. Deu alguns passos rápidos até ele, parando tão perto que podia sentir a tensão no corpo dele.

— Ir embora?— ela riu sem humor.— O que você acha que está fazendo? — continuou, a respiração falhando. — Se entregando em cima de uma mentira…?

Marcelo encontrou o olhar dela, firme, mas não respondeu. O seu silêncio só piorou as coisas.

— Você é egoísta. — a palavra saiu mais baixa agora, mas muito mais cortante. —Completamente egoísta. Foi para isso que você me trouxe de volta? Se aproximou dos seus filhos para um dia de uma hora para outra se entregar... assumindo a culpa de outra pessoa?

ela desviou o olhar, as lágrimas agora escorrendo em reserva.

—Você sempre faz isso… decide as coisas sem pensar em ninguém. — a voz tremia, mas não recuava. — Não pensou nos seus filhos… não pensou em mim…

Ela deu mais um passo, a dor evidente agora.

— Ou você acha que eu vou simplesmente aceitar você se entregando por uma coisa que não fez?

Marcelo travou no lugar, mas ainda assim não a interrompeu.

— Você não tem esse direito. — completou, mais firme. — Não tem o direito de decidir ir embora assim… como se a gente não importasse. Você sequer deu uma explicação... não sentou e falou que caramba estava acontecendo. Eu já tinha acostumado com o seu silêncio. Mas nossos filhos não.

Augusto ouvia com o coração acelerado sem hesitar sua voz grave cortou o ar da sala.

— Não ouçam meu filho. Isso que ele está falando é mentira.

Marcelo fechou os olhos por um breve segundo.

— O que está fazendo, pai?— ele perguntou passando a mão no cabelo num gesto ansioso.

Henrique franziu o cenho, confuso, tentando entender o que estava acontecendo.

— Vocês não podem entrar aqui assim. Isso é uma delegacia. Estamos investigando o assassinato de uma pessoa.— começou um dos investigadores, já se movendo.

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