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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 151

Ninguém ali precisava de mais explicações. O investigador passou a mão pelo rosto, respirando fundo, enquanto o mais novo mantinha os olhos fixos na tela ainda pausada, como se esperasse que aquilo deixasse de ser real a qualquer momento.

Augusto não baixou a cabeça. Não havia arrependimento nas suas ações. Permaneceu firme, mesmo com a respiração irregular denunciando o desgaste do próprio corpo.

— Acho que isso responde todas as perguntas. — disse ele, com a voz baixa, porém estável.

Henrique foi o primeiro a reagir. Ainda incrédulo, passou a mão na gravata, tentando reorganizar o cenário que havia mudado em segundos.

— Isso precisa ser analisado formalmente. — disse, mais para manter o controle do que por dúvida real. — Esse material...

— É suficiente. — o investigador cortou, direto.

O olhar dele foi de Augusto para Marcelo, avaliando cada detalhe, cada reação.

— Senhor Augusto De Valliére… o senhor está sendo preso em flagrante por confissão e pelas provas apresentadas.

A frase caiu como um ponto final. Marcelo não se moveu de imediato. Ficou parado, olhando para o pai como se tentasse encontrar ali qualquer sinal de que aquilo não estava realmente acontecendo.

— Não era para terminar assim… — a voz saiu baixa, quase falhando. — Não faz isso.

— Está tudo bem, filho. Depois de tudo de errado que eu fiz, ainda consegui fazer algo certo por você.— disse com um sorriso leve nos lábios e um olhar triste encarando os olhos do filho.

Dois policiais se aproximaram. Um deles pegou as algemas. O som metálico ecoou na sala com uma frieza que parecia deslocada de tudo que havia acabado de acontecer.

Marcelo deu um passo à frente, a tensão visível no corpo.

— Espera.

Henrique segurou levemente o braço dele, tentando contê-lo, mas Marcelo já não estava ouvindo mais ninguém.

— O senhor não precisa fazer isso... — ele disse, agora diretamente para o pai, a voz mais carregada. — A gente resolve. Eu resolvo.

Augusto esboçou mais um sorriso.

— Você já fez muito por mim.

As algemas foram fechadas e dessa vez, Marcelo não tentou impedir. Ficou parado, assistindo o homem que sempre foi tão frio e distante ser levado.

Milena ainda estava no mesmo lugar. Não havia se movido desde que o vídeo começou. O olhar perdido, fixo em algum ponto que não estava ali. Ela sabia que deveria sentir algo, talvez raiva. Alívio. Dor. Mas naquele momento não havia nada.

Quando Augusto foi conduzido para fora da sala, ele não olhou para trás. E isso doeu em Marcelo mais do que qualquer coisa.

Marcelo passou a mão pelo rosto devagar, como se tentasse acordar de algo que não fazia sentido. O ar parecia mais pesado agora, difícil de puxar.

Henrique ainda discutia algo com os investigadores, voz baixa, técnica, resolvendo procedimentos, anulando a confissão anterior, reorganizando tudo juridicamente.

Cap 151. O quê restou de nós 1

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