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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 85

Milena parou na porta do quarto dos bebês, com a mão ainda na maçaneta. Os quatros pequenos dormiam profundamente nos berços lado a lado enquanto a babá estava sentada lendo um livro.

Cinquenta dias desde que tiveram alta. Pareciam ter passado num piscar de olhos e, ao mesmo tempo, uma eternidade.

Ela fechou a porta com cuidado, caminhou descalça, o piso frio contra a planta dos pés. Sentia o corpo diferente desde o parto, mas aos poucos voltando a reconhecer sensações esquecidas.

Chegou à porta entreaberta do escritório. Marcelo estava sentado à mesa, concentrado, os dedos difitavam rápidos no teclado. A camisa branca aberta no colarinho, mangas dobradas. Os óculos de armação fina escorregavam um pouco no nariz, e ele nem percebia.

Milena encostou no batente e ficou olhando. Adorava aquele perfil dele: a linha do maxilar, o cabelo um pouco bagunçado, a forma como os músculos do antebraço se moviam enquanto digitava.

Fazia semanas que não se tocavam de verdade. Não era falta de vontade, era cansaço, eram os bebês, eram as noites interrompidas, eram os corpos se recuperando. Mas ali, parada, vendo ele trabalhar, ela sentiu a saudade apertar no peito e descer quente pelo ventre.

Marcelo parou de digitar. Sentiu o olhar dela antes mesmo de levantar os olhos. Quando ergueu a cabeça, viu Milena de braços cruzados sob os seios, o roupão entreaberto mostrando a curva do colo. Os olhos dela não desviaram. Havia fome ali, mas também uma ternura que fazia o coração dele dar um pulo.

— Minha princesa. Ainda acordada? — ele disse baixo, tirando os óculos devagar e deixando-os sobre a mesa.

— Te atrapalhei? — ela perguntou, dando um passo para dentro do escritório.

— Você nunca atrapalha.

Ela sorriu e fechou a porta atrás de si. O clique foi mais alto do que pretendia, mas nenhum dos dois se importou.

Marcelo se recostou na cadeira, os braços abertos sobre os apoios, observando-a se aproximar. Milena parou entre as pernas dele, de pé, tão perto que ele podia sentir o calor do corpo dela. Ela estendeu a mão e tocou o rosto dele, o polegar traçando a barba rala que ele deixou crescer nos últimos dias.

— Já te falei que você fica tão lindo assim? — murmurou ela.

Ele riu baixo, segurando o pulso dela com cuidado.

— Eu? Já se olhou no espelho e viu o espetáculo de mulher que você é? — Os olhos dele desceram pelo decote do roupão, pela pele que ainda carregava as marcas suaves da gravidez, pelas coxas que apareciam na abertura do tecido. — Deus, Milena. Assim fica difícil me controlar.

— Quem disse que eu quero que você se controle?

Ela sorriu enquanto murmurava, um sorriso pequeno e tímido surgiu em seus lábios.

Abaixou-se devagar e sentou no colo dele, as pernas abertas, uma de cada lado. O tecido do roupão subiu, deixando a pele das coxas contra a calça social dele. Marcelo passou as mãos pelas costas dela, subindo até a nuca, puxando-a para mais perto. O primeiro beijo foi lento, quase cauteloso.

— Senti tanta falta disso. — ele sussurrou contra os lábios dela.

— Eu também. — Ela mordeu de leve o lábio inferior dele. — Dos beijos… do seu cheiro… de você dentro de mim.

As palavras saíram baixas, mas diretas. Marcelo sentiu o corpo responder imediatamente. As mãos desceram pelas costas dela, apertando a cintura, depois subindo de novo para abrir o cinto do roupão. O tecido caiu pelos ombros, revelando os seios. Ele baixou a cabeça e beijou um deles com cuidado, a língua rodeando devagar, sem sugar forte. Sabia que ainda eram sensíveis. Milena arqueou as costas, as mãos enfiadas no cabelo dele, puxando de leve.

— Assim… devagar… — ela pediu, a voz tremendo.

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