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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 114

“Algumas perguntas não pedem resposta… pedem coragem para lidar com o que elas despertam.”

O problema nunca foi o que os outros estavam vendo, foi perceber que, mesmo longe dos olhares, aquilo já não parecia mais algo que pudesse simplesmente ser desligado.

Depois do momento intenso da jacuzzi, Edward e Dayse voltaram para onde todos estavam. Clara e Adrian também tinham voltado do quarto e Adrian tentava disfarçar o rubor no rosto.

A sala estava mergulhada em uma penumbra confortável, iluminada apenas pelo brilho quente da lareira e pela luz suave dos abajures estrategicamente distribuídos, criando um ambiente que parecia acolhedor e perigoso na mesma medida, como se cada detalhe tivesse sido pensado para aproximar as pessoas sem que elas percebessem.

O som baixo da madeira queimando se misturava ao tilintar discreto das taças, enquanto conversas leves preenchiam o espaço com uma naturalidade que, para Dayse, começava a parecer cada vez mais difícil de acompanhar.

Ela percebeu tudo.

O clima.

O silêncio entre as falas.

A forma como todos estavam confortáveis.

Mas nada disso foi o que realmente fez sua respiração falhar ou o coração perder o ritmo por um instante quase imperceptível. O que a desestabilizou de verdade foi o momento exato em que Edward segurou a mão dela e a puxou para perto, como se aquele gesto não fosse uma escolha impulsiva, mas algo absolutamente natural, tão simples e automático quanto respirar.

Ela mal teve tempo de reagir antes de sentir o corpo sendo guiado para o colo dele, encaixando-se entre os braços largos, enquanto a mão dele deslizava automaticamente para sua cintura, segurando-a com uma segurança que não deixava espaço para dúvida, nem para recuo.

Por um breve instante, Dayse ficou tensa e ele percebeu, mas optou em não dizer nada. Apenas aproximou o rosto o suficiente para que a voz chegasse baixa ao ouvido dela, carregada de uma calma que parecia mais uma ordem do que um pedido.

— Fica… — murmurou, com um tom suave demais para ser ignorado.

A respiração dela falhou por um segundo, talvez dois. Mas ela permaneceu no colo dele, porque sair dali exigiria uma explicação. E, naquele momento, explicar seria muito mais perigoso do que simplesmente aceitar.

A mão dele deslizou devagar pela lateral do corpo dela, num movimento controlado e contínuo, enquanto o polegar desenhava um percurso lento e insistente sobre sua pele, mantendo um ritmo constante que parecia calculado demais para ser casual.

À primeira vista, poderia até parecer um gesto distraído, quase despretensioso, mas a forma como ele sustentava o toque deixava claro que não havia nada de inocente ali.

Dayse sentia cada movimento, cada pausa, cada intenção escondida na forma como ele a tocava.

Do outro lado da sala, Margareth observava em silêncio, com os olhos atentos e um sorriso discreto que não fazia questão de esconder o quanto estava satisfeita com o que via.

Já Clara inclinou o corpo levemente para frente, apoiando o cotovelo no braço da poltrona, enquanto o sorriso nos lábios se tornava mais evidente e provocador, como alguém que estava assistindo exatamente o tipo de cena que sempre quis ver.

E Adrian apenas observava atento.

A mão de Edward subiu lentamente da cintura até o braço de Dayse, deslizando sem pressa até alcançar seus cabelos, onde os dedos se perderam entre os fios com uma naturalidade desconcertante, como se aquele gesto tivesse sido repetido tantas vezes que já não exigisse pensamento.

E então veio a pergunta simples, direta e perigosa.

— Então… já decidiram a data? — a voz de Augustus Fitzgerald quebrou o ritmo da conversa com uma leveza calculada, mas o olhar atento deixava claro que aquilo não era apenas curiosidade.

O silêncio caiu sobre a sala de forma imediata e Dayse sentiu o corpo inteiro travar. Sua respiração ficou presa no meio do caminho, enquanto o coração disparava de forma completamente descompassada, batendo forte demais para aquele tipo de situação.

Os olhos dela não se moveram, mas ela sabia que todos estavam olhando para os dois, esperando pela resposta.

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