“O problema nunca é se entregar… é quando você percebe que não quer mais se proteger.”
O problema nunca foi o desejo… foi quando aquilo começou a significar mais.
A chuva caía pesada lá fora, um véu constante que isolava o mundo inteiro, deixando apenas o quarto, o som suave das gotas contra o vidro e o calor dos corpos entrelaçados. Dayse permanecia aninhada contra o peito de Edward, sentindo o ritmo forte do coração dele contra sua pele.
Lentamente, quase com medo de quebrar o encanto, ela ergueu o rosto. Seus olhos se encontraram e dessa vez não houve fuga. Nenhum desvio. Apenas um olhar profundo, sustentado, carregado de tudo o que haviam tentado esconder até ali.
Existia algo ali.
E, pela primeira vez, nenhum dos dois tentou desviar o olhar.
A mão dele subiu devagar pelo corpo dela, traçando a curva do pescoço com reverência. Ele segurou seu rosto com as duas mãos, enquanto os polegares demoravam mais do que o necessário em cada traço, como se não quisesse perder nada. Dayse se inclinou para ele, fechando os olhos por um instante apenas para sentir melhor o toque.
Em seguida, ele aproximou o rosto e a beijou.
O beijo começou como uma promessa. Os lábios se tocavam devagar, explorando, saboreando. O gosto dele era familiar e ao mesmo tempo novo, como se fosse a primeira vez que realmente se permitiam sentir. As línguas se encontraram com calma, dançando num ritmo lento e profundo, enquanto as mãos dela deslizavam pelo peito nu de Edward, sentindo cada músculo, cada batida do coração.
Os dedos dele desceram pelas costas dela, traçando a coluna com carícias leves que provocavam arrepios, puxando-a mais para si até não haver espaço entre eles.
— Dayse… — murmurou contra sua boca, com a voz rouca, quase trêmula.
Com um movimento fluido, Edward se ajoelhou na cama, com o olhar escuro e intenso fixo nela. Devagar, quase com devoção, segurou a barra da camisola dela e começou a tirá-la. O tecido deslizou pela pele de Dayse, revelando os seios, a curva da cintura e a barriga. Ele não desviou o olhar nem por um segundo, acompanhando cada centímetro que surgia, com a respiração ficando mais pesada a cada parte revelada.
Dayse sentiu o rosto queimar.
O olhar dele era tão faminto, que ela corou intensamente, tentando cobrir-se por instinto. Edward segurou suas mãos com gentileza, impedindo-a, e sussurrou, com a voz baixa e carregada:
— Você é linda…
Em seguida, os dedos dele desceram até a borda da calcinha pequena. Com a mesma lentidão torturante, ele a puxou pelas coxas, deslizando o tecido fino pelas pernas dela enquanto mantinha os olhos fixos em seu rosto, captando cada suspiro, cada tremor, cada reação. Quando a peça finalmente caiu no chão, ele permaneceu ajoelhado, admirando-a por um longo momento, sentindo o peito subir e descer tentando acompanhar a respiração acelerada.
Dayse sentou-se na cama, com o coração disparado. Sem dizer nada, levou a mão ao cós do short dele. Seus dedos tremeram levemente ao puxá-lo para baixo. O tecido deslizou devagar, revelando os quadris estreitos, a linha do V definido, e então o corpo nu de Edward surgiu inteiro diante dela, duro, excitado, perfeito.
Cada invasão, era acompanhada de beijos, na boca, no pescoço, nos seios e de carícias que nunca paravam: a mão dele descendo para segurar sua coxa, abrindo-a mais, os dedos entrelaçados novamente, como se precisassem se ancorar um no outro.
— Olha pra mim — pediu rouco, com a testa colada à dela. — Quero ver você.
E ela olhou.
Olhos nos olhos, bocas entreabertas, respirações misturadas. O prazer crescia devagar, intenso, quase insuportável de tão bom. Os corpos suados deslizavam um contra o outro, pele com pele, coração com coração. Quando o orgasmo a tomou, foi profundo, longo, fazendo-a tremer nos braços dele enquanto ele a segurava firme, murmurando o nome dela contra a pele, com a voz falhando no meio, mais baixa a cada repetição.
Edward veio logo depois, enterrando o rosto no pescoço dela, gemendo contra sua pele enquanto gozava dentro dela.
Eles ficaram assim, conectados, respirando juntos.
Edward não saiu de dentro dela imediatamente. Ficou ali, beijando sua testa, suas pálpebras, o canto dos lábios, enquanto os dedos continuavam entrelaçados, apertados.
E foi ali, nos braços dele, que Dayse percebeu que não tinha sido apenas uma noite… tinha sido o tipo de escolha que ela não sabia mais como desfazer.

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