Entrar Via

Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 118

"O problema nunca é o que acontece… é o que continua depois."

Algumas noites não terminam quando o corpo descansa… elas continuam no que a gente tenta fingir que já passou.

Dayse acordou antes dele, na verdade, ela nem lembra o momento exato que dormiu.

Abriu os olhos devagar e por uns segundos ficou encarando o teto do quarto. Ainda tentava processar o que tinha acontecido ontem a noite. A forma como os dois se entregaram, como ele a tocou, a beijou, a possuiu… eles não tinham apenas transado e no fundo, Dayse sabia disso.

O problema era que tudo não passava de um contrato e nada disso podia ter acontecido.

— Meu Deus, o que está acontecendo comigo? — sussurrou para si mesma em busca de respostas.

Mas Dayse sabia o que tinha acontecido, só tinha medo de admitir.

Sentiu o coração acelerar quando percebeu que não estava sozinha naquela cama. Virou o rosto devagar e viu ele.

Edward ainda dormia ao lado dela, completamente alheio ao turbilhão que ele mesmo tinha provocado.

O lençol estava bagunçado sobre o corpo, baixo o suficiente para deixar parte do peito e do quadril à mostra, mas ainda cobrindo o necessário. A pele exposta revelava os músculos relaxados e um leve calor que parecia não ter desaparecido completamente desde a noite anterior.

O olhar de Dayse percorreu o rosto dele com uma atenção silenciosa, notando detalhes que na noite anterior tinham passado despercebidos. O traço firme do maxilar agora relaxado, a leve sombra da barba por fazer, os cabelos desalinhados caindo de forma quase displicente sobre a testa e algo dentro dela se contraiu de um jeito diferente, mais silencioso e mais intenso.

Um sorriso lento e involuntário, surgiu nos lábios dela.

E então, sem perceber completamente o que estava fazendo, inclinou o corpo sobre o dele, apenas o suficiente para sentir o calor dele, para reconhecer o cheiro que ainda permanecia na sua pele, para permitir que a vontade de tocar crescesse de forma inevitável, fazendo com que levantasse a mão quase por impulso.

Mas os dedos pararam a poucos centímetros dos cabelos dele. Ficaram ali por tempo demais para ser apenas um gesto inconsciente e, ainda assim, não avançaram.

Porque aquilo já não era só desejo e por isso mesmo, parecia mais perigoso.

Dayse puxou a mão de volta lentamente, respirando fundo, como se aquele pequeno gesto tivesse sido mais íntimo do que qualquer coisa que aconteceu na noite anterior.

Apertou o lençol contra o seu corpo ainda nu e com cuidado, saiu da cama.

Os pés tocaram o chão frio, ajudando a clarear a mente ainda um pouco confusa, enquanto ela seguia até o banheiro. Ela precisava de alguns minutos sozinha para se recompor e recuperar o controle que sabia não estar tão firme quanto antes.

Dayse parou diante do espelho assim que entrou no banheiro, ficando imóvel por alguns segundos, como se ainda estivesse atravessando a fronteira entre o que tinha acontecido e o que precisava voltar a ser.

A imagem refletida não ajudava.

Os cabelos estavam completamente desalinhados, caindo de forma irregular pelos ombros, denunciando sem esforço algum a intensidade da noite anterior. O lençol, preso de qualquer jeito ao redor do corpo nu, cobria o suficiente para manter alguma dignidade, mas não escondia nada de verdade. Nem as marcas sutis na pele, nem o leve rubor espalhado pelo colo ou a expressão diferente que ela ainda não reconhecia completamente.

Dayse sustentou o próprio olhar no espelho, esperando que aquela versão dela mesma dissesse algo.

— Não… — murmurou, quase sem voz, balançando a cabeça devagar. — Não. Isso não pode estar acontecendo.

Porque não tinha sido só sexo e ela sabia disso.

Sabia no jeito como ele a olhou, na forma que a tocou sem pressa em alguns momentos e sem controle em outros. Em como o corpo dela ainda reagia só de lembrar.

Dayse fechou os olhos por um instante, passando a mão pelo rosto como se tentasse organizar os próprios pensamentos, mas nada realmente se encaixava. Porque o problema não era entender, era aceitar.

Colocou o lençol sobre a pia do banheiro e entrou no box, ligando o chuveiro.

O banho acabou demorando mais do que precisava. A água quente caía pelo corpo enquanto ela fechava os olhos, tentando separar o que tinha acontecido do que ainda estava sentindo, mas não conseguia, porque as lembranças ainda estavam muito recentes para serem ignoradas.

Quando saiu do banheiro, já vestida com um short leve que deixava as pernas à mostra e uma camisa de malha macia que caía de forma simples e deixava o ombro nu, o silêncio do quarto pareceu maior do que antes.

Dayse suspirou fundo e prendeu o cabelo em um coque alto, num gesto automático, mas parou por um instante ao perceber o pescoço exposto e sensível demais.

A mão subiu até ali quase sem pensar, os dedos roçaram de leve a pele ainda marcada por lembranças que não tinham ido embora.

Parou na porta antes de sair e não hesitou em olhar novamente para ele. E dessa vez não conseguiu evitar o sorriso, porque Edward tinha virado de barriga para baixo, completamente entregue ao sono. O lençol cobria apenas parte do corpo, deixando à mostra mais do que deveria, e o efeito em Dayse foi imediato.

O olhar demorou no corpo dele. No mesmo instante, ela sentiu o calor subir rápido e o corpo responder antes que ela pudesse fingir indiferença. Dayse desviou o olhar com um pequeno riso abafado, quase incrédula consigo mesma, antes de sair do quarto.

Se aquilo era só parte de um contrato… por que ainda parecia tão difícil agir como se não significasse nada?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe