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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 122

"Algumas verdades não são ditas porque, no momento em que são, deixam de poder ser ignoradas."

A porta se fechou no andar de cima, e Edward não precisou olhar para entender que tinha passado do limite. O problema era que, mesmo sabendo disso, ele não tinha intenção de admitir.

Ele não se moveu, permanecendo exatamente onde estava, mantendo a mesma postura, com o corpo apoiado de forma aparentemente relaxada, e o olhar direcionado à frente como se nada tivesse acontecido, como se a saída de Dayse não tivesse importância alguma, e aquilo fosse apenas mais um momento irrelevante dentro de uma sequência de situações controladas.

Mas não era.

E Adrian percebeu isso imediatamente.

Não por alguma reação evidente, mas justamente pela falta dela, porque conhecia Edward o suficiente para entender que aquele tipo de imobilidade não era indiferença, e sim contenção.

Adrian não falou de imediato, preferindo observar por alguns segundos, analisando o comportamento do amigo com atenção. Ele queria confirmar uma suspeita que tinha.

Com um movimento calmo e deliberado, se inclinou levemente para frente, pegou a garrafa de whisky e serviu dois copos com tranquilidade, como alguém que organizava os próprios pensamentos antes de iniciar uma conversa que sabia que não seria confortável.

Ele empurrou um dos copos na direção de Edward e, somente depois disso, finalmente falou:

— O que foi que você disse para ela?

Edward não respondeu de imediato.

Ele pegou o copo, girou o líquido lentamente, observando o movimento com atenção desnecessária, como se aquilo fosse suficiente para adiar a resposta, e só então levou o vidro aos lábios, bebendo um gole mais demorado do que o normal antes de responder, ainda sem encarar Adrian diretamente.

— Eu fui claro.

A resposta saiu baixa, firme, mas direta e simples demais para a situação.

Adrian soltou um riso curto, sem humor, balançando a cabeça de forma leve, deixando claro que não aceitava aquilo como explicação.

— Claro? — repetiu, agora inclinando o corpo para frente, apoiando os braços sobre a mesa enquanto mantinha o olhar fixo em Edward. — Não. Você não foi claro. Você foi frio, foi duro e, principalmente, foi desnecessário.

Edward não reagiu, não rebateu, não tentou se justificar e também não demonstrou irritação, o que só confirmou ainda mais a leitura de Adrian.

Em vez disso, ele apenas levou o copo novamente à boca, bebendo outro gole, dessa vez mais curto, como se estivesse tentando manter o controle do próprio ritmo.

Adrian continuou, agora com mais firmeza:

— Você sabe exatamente o que fez.

Edward apoiou o copo na mesa com cuidado e passou a mão pelo maxilar, em um gesto que parecia distraído, mas que não combinava com a tensão sutil que começava a aparecer na rigidez do seu corpo.

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