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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 125

“O corpo pode se entregar… mas o coração ainda sabe se proteger.”

Dayse Whitmore

Eu acordei antes dele… e esse foi o meu primeiro erro.

Porque, quando Edward dormia, ele parecia um homem que eu podia amar, e não aquele que eu precisava manter à distância.

Abri os olhos com cuidado quando a primeira luz da manhã atravessou as cortinas. O quarto ainda estava mergulhado em uma penumbra suave, mas era o suficiente para que eu o visse.

Edward dormia ao meu lado, de lado, com o rosto relaxado de um jeito que eu raramente via. Os cabelos escuros caíam sobre a testa, ligeiramente bagunçados, e os lábios estavam entreabertos. Meu coração disparou tão forte que tive medo de que o som o acordasse. Por um momento, eu só consegui olhar.

Queria me aproximar, esticar a mão e passar os dedos por aqueles fios escuros. Queria traçar a linha da sobrancelha, descer pelo maxilar marcado e parar na boca que me fazia ficar sem ar. Queria beijar seu rosto devagar, sentir o calor da pele dele contra a minha, fingir, só por alguns segundos, que tudo isso era real.

Mas eu não fiz nada disso.

Em vez disso, respirei fundo e reassumi o controle.

Meus olhos desceram por ele, quase contra a minha vontade. O peito largo subia e descia num ritmo calmo, destacando os músculos definidos mesmo em repouso. A pele dourada contrastava com o lençol branco que mal cobria sua cintura. O short de dormir cinza-escuro estava baixo nos quadris, marcando a linha do V que descia até…

Engoli em seco.

A ereção matinal dele era evidente, o tecido do short estava esticado delineando o contorno grosso e rígido. Um calor imediato subiu pelo meu ventre, fazendo minhas coxas se apertarem sozinhas.

Deus… meu corpo reagia sozinho, ignorando qualquer tentativa de controle.

É só sexo, Dayse. É isso que ele quer, então é isso que ele vai ter.

Sem pensar duas vezes, me aproximei sem fazer barulho, com o coração martelando no peito, e comecei a depositar beijos leves logo acima do cós do short. Beijos suaves, provocantes, que desciam pela virilha. Senti os músculos dele contraírem ao toque de meus lábios, e a respiração dele começar a mudar o ritmo.

Ele acordou.

Eu soube no instante em que sua respiração ficou mais pesada. Mas ele não abriu os olhos. Permaneceu imóvel, como se quisesse ver até onde eu iria e isso só me deu mais coragem.

Me ajoelhei na cama, deixando meus cabelos caírem sobre o ombro e puxei o short dele para baixo com as duas mãos. O membro dele saltou livre, rígido e pulsante. Por um segundo, eu apenas admirei, mas em seguida, me inclinei, segurei a base com uma mão e passei a língua por toda sua extensão até a glande.

— Own… Dayse…

Edward soltou o ar com força enquanto gemia o meu nome, mas não abriu os olhos.

Eu o tomei na boca, controlando o ritmo no início, deixando a língua percorrer cada parte dele com atenção, enquanto sentia ele crescer ainda mais contra a minha língua. Chupei devagar no começo, explorando cada centímetro, contornando a língua pela glande enquanto minha mão subia e descia no que não cabia. Depois aumentei o ritmo, indo mais fundo, mais molhado, deixando o som obsceno preencher o quarto silencioso.

Uma das mãos dele finalmente se moveu, enterrando os dedos nos meus cabelos, mas sem forçar. Apenas segurando. Como se precisasse de algo para se ancorar.

Ele está deixando… não está me impedindo.

Eu o chupei com mais intensidade, mantendo os olhos fixos no rosto dele, querendo ver cada reação que eu provocava. Queria que ele sentisse prazer, que ele gozasse na minha boca, e principalmente, queria provar, para ele e para mim, que eu conseguia fazer isso sem entregar meu coração.

É só isso… só corpo.

Era nisso que eu precisava acreditar.

Edward soltou um gemido rouco quando o senti pulsar mais forte contra minha língua. Seus dedos se apertaram em meus cabelos, e de repente ele me puxou para cima com firmeza, mas sem brutalidade. Suas mãos grandes seguraram minha cintura e me arrastaram pelo corpo dele até que eu ficasse sobre seu peito.

Ele ergueu o rosto, buscando minha boca com urgência, com os olhos ainda pesados de sono e desejo. Por um segundo, quase cedi. Quase deixei que ele me beijasse daquele jeito que fazia meu coração acelerar. Mas desviei o rosto discretamente no último instante, virando o rosto para o lado deixando seus lábios tocarem minha bochecha em vez da boca.

O corpo dele ficou tenso.

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