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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 132

“O pior tipo de silêncio é aquele que faz você começar a imaginar coisas que não queria sentir.”

Alguns dias já começam ruins… e depois ficam traumáticos.

Dayse girou a chave na fechadura com o ombro, deixando a mala bater contra a perna como um peso morto. A cabeça ainda girava com o silêncio de Edward, com o encontro que ele teria logo mais com Liliana e agora essa provável viagem.

Tudo o que ela queria era um banho quente, um sofá e talvez chorar escondido debaixo da coberta.

Empurrou a porta e…

— AI, MEU DEUS DO CÉU!

O grito saiu agudo, quase animal.

No sofá da sala, seu sofá cinza de três lugares, o que ela tinha comprado com o primeiro salário decente que recebeu quando foi promovida na empresa, Marina estava montada em Daniel, com os cabelos bagunçados, a blusa embolada na cintura, enquanto seu irmão estava completamente nu, com as mãos firmes na cintura da amiga, e os dois transavam sem qualquer pudor.

Marina reagiu primeiro.

Com um empurrão desesperado, jogou Daniel para o lado fazendo ele rolar do sofá direto no tapete, exibindo tudo. Absolutamente tudo. Incluindo o fato de que estava muito, muito feliz antes da interrupção.

Dayse tapou os olhos com as duas mãos, mas abriu os dedos por acidente.

— MEU DEUS, MARINA! NO MEU SOFÁ?!

— Dayse, espera! Eu… eu… — Marina, vermelha como um tomate maduro, puxou o lençol que estava jogado no encosto e enrolou no corpo como se fosse uma toga de emergência. — Eu pensei que você só chegaria à tarde! Você disse que chegava…

Daniel se levantou, ainda pelado, tentando recuperar o equilíbrio. O corpo todo suado, o cabelo desgrenhado, e aquela parte dele ainda… em posição de sentido.

Dayse virou o rosto tão rápido que quase torceu o pescoço.

— DANIEL, PELO AMOR DE DEUS, COBRE ISSO! EU NÃO QUERO VER O MEU IRMÃO DURO NA MINHA SALA!

— Caralho, Dayse! — pegou a cueca do chão com uma mão e a calça com a outra, pulando num pé só enquanto tentava se vestir. — Você não sabe bater na porra da porta da sua própria casa?!

— É A MINHA CASA, SEU IDIOTA!

Marina, ainda enrolada no lençol, tentava esconder o rosto com uma das mãos enquanto a outra segurava o tecido contra o peito.

— Foi… foi só… a gente… sei lá, a gente tava conversando e… uma coisa levou à outra e…

Dayse baixou as mãos devagar, deixando o choque dar lugar a uma compreensão lenta e hilária. Olhou para Marina. Olhou para Daniel, que ainda tentava se trocar.

— O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI, DANIEL?

Dayse só assentiu, pressionado o nariz contra a coxa da amiga, sentindo o cheiro misturado de perfume, sexo e o xampu de Marina.

— Sim.

— Então fica aí. Eu cuido de você agora.Dayse soltou uma risadinha fraca, quase um soluço abafado.

Marina ficou em silêncio por um segundo, escolhendo as palavras. Sabia que Daniel não fazia a menor ideia do que estava acontecendo na vida de Dayse e não era o momento de tocar no assunto.

— Então fica aqui. Eu cuido de você agora. Quando o Daniel voltar a gente come um monte de besteira, assiste qualquer coisa idiota. Depois a gente fala do Edward… e eu juro que vou mandar limpar esse sofá.

Dayse soltou uma risadinha fraca, quase um soluço abafado, entendendo perfeitamente o que Marina quis dizer.

— Tá bom…

Dayse fechou os olhos com força quando Marina voltou a fazer carinho no cabelo dela, porque aquilo foi suficiente para desmontar o pouco controle que ainda restava.

Pela primeira vez desde que saiu do carro dele, Dayse percebeu uma coisa que a assustou mais do que ciúme, raiva ou orgulho:

Ela não estava mais tentando proteger o contrato. Estava tentando proteger o próprio coração.

E o pior era perceber que, em algum momento, ela começou a esperar dele algo que nunca fez parte daquele contrato.

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