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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 133

“O problema nunca é desejar alguém… é perceber que, pela primeira vez, o desejo já não parece suficiente.”

O silêncio dentro do carro não era confortável, nem vazio, nem suportável, e talvez fosse exatamente isso que estivesse começando a destruir o pouco controle que ainda restava nele desde o momento em que deixou Dayse no apartamento sem dizer nada do que realmente queria dizer.

Edward manteve as duas mãos firmes no volante enquanto atravessava as ruas de Manhattan, mas a tensão nos dedos denunciava um estado de irritação muito mais profundo do que ele estaria disposto a admitir em voz alta, porque, por fora, continuava parecendo o mesmo homem controlado de sempre, o CEO frio, racional e inalcançável que sabia exatamente como separar desejo de sentimento, sexo de envolvimento, prazer de qualquer coisa emocionalmente perigosa.

O problema era que, naquele momento, nem ele próprio acreditava mais nisso.

A mandíbula permanecia travada de forma constante enquanto o olhar seguia fixo na avenida à frente, como se desviar a atenção por poucos segundos fosse suficiente para fazê-lo voltar o carro, subir até o apartamento dela e fazer exatamente aquilo que passou o trajeto inteiro tentando não fazer.

Beijá-la.

Não um beijo rápido, nem uma provocação, ou apenas desejo.

Ele queria sentir Dayse de verdade.

Queria a boca dela sem resistência, as mãos dela segurando seu rosto sem hesitação, o corpo dela encostado no dele não apenas por desejo, mas porque ela realmente queria estar ali.

E era exatamente isso que o deixava furioso.

Edward soltou uma respiração lenta pelo nariz enquanto passava a mão pelos cabelos de forma impaciente, sentindo a memória daquela manhã voltar com uma clareza irritante demais para ser ignorada, porque, por mais intensa que tivesse sido a noite entre eles, a sensação que ficou depois não foi satisfação.

Foi frustração.

Dayse fez com ele exatamente o que ele passou anos fazendo com mulheres sem nunca se importar com as consequências.

Ela entregou prazer.

Entregou o corpo.

Entregou desejo.

Mas manteve distância de todo o resto, como se qualquer gesto minimamente emocional representasse um risco grande demais para permitir.

E talvez fosse isso que estivesse incomodando tanto.

Não o sexo. Nunca foi o sexo. Foi o jeito como ela desviou o rosto quando ele tentou beijá-la depois. O jeito como evitou sustentá-lo no olhar. O jeito como parecia determinada a transformar aquilo em apenas uma troca física, como se estivesse deixando claro que ele podia tocar o corpo dela, mas não chegar perto de qualquer coisa mais profunda.

Uma risada baixa e amarga quase escapou quando o carro parou no sinal vermelho.

Porque aquilo era ridículo. Patético até.

Durante anos ele foi exatamente esse homem.

O homem que nunca prometia nada além de prazer.

O homem que saía primeiro.

O homem que mantinha distância emocional suficiente para nunca correr o risco de precisar de alguém.

Então por que caralho aquilo parecia tão diferente agora?

Os dedos apertaram o volante com mais força enquanto ele observava a própria expressão refletida no vidro escuro do carro ao lado, percebendo o maxilar rígido, os olhos endurecidos e aquela irritação constante que não diminuía desde Hamptons.

Não era amor. Não podia ser.

Era controle. Precisava ser.

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