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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 134

“Algumas mentiras deixam de parecer temporárias no momento em que começam a atingir as pessoas que amamos.”

O problema das mentiras nunca é começar… é perceber o momento exato em que elas deixam de parecer mentira.

Dayse ainda permanecia deitada no colo de Marina quando a porta do apartamento voltou a abrir, revelando Daniel carregando duas sacolas enormes de mercado, um pacote de farmácia equilibrado debaixo do braço e uma expressão orgulhosa demais para alguém que tinha sido flagrado completamente nu menos de vinte minutos antes.

— Trouxe reforços emocionais! — anunciou enquanto fechava a porta com o pé. — Sorvete, brigadeiro, chocolate, salgadinho, energético, refrigerante e… — ergueu uma sacola branca — remédio pra dor de cabeça porque você tá claramente com cara de quem quer cometer um homicídio.

Marina soltou uma risada baixa enquanto terminava de ajeitar a camiseta larga que tinha pegado emprestada no armário de Dayse, agora finalmente vestida e aparentemente recuperada do trauma do flagrante.

— O milagre da humanidade moderna — murmurou ela. — Um homem útil depois do sexo.

— Engraçadinha — rebateu Daniel, estreitando os olhos antes de caminhar até a cozinha.

Dayse finalmente se sentou no sofá, puxando os cabelos para trás enquanto soltava o ar lentamente, tentando organizar a própria cabeça, porque, honestamente, ela já não sabia se estava mais cansada emocionalmente por causa de Edward ou traumatizada pelo fato de ter visto o próprio irmão pelado na sala.

Daniel voltou poucos segundos depois carregando uma colher na boca e um pote de brigadeiro na mão.

— Tá. Agora sim. Sessão terapia oficialmente aberta.

Ele se jogou na poltrona da frente, abrindo as pernas de forma relaxada, mas a expressão divertida diminuiu aos poucos no instante em que seus olhos pararam na mão esquerda dela.

Mais especificamente no anel.

Daniel franziu a testa imediatamente arregalando os olhos logo em seguida.

— Não acredito nisso.

Dayse sentiu o estômago despencar no mesmo segundo.

Merda.

Ela tinha esquecido completamente do anel.

Daniel se inclinou para frente devagar, apontando diretamente para a mão dela.

— Não… não… não me diz que você voltou com aquele idiota do Peter?

Marina virou o rosto tão rápido que quase engasgou com o refrigerante.

Dayse arregalou os olhos no mesmo instante, levando a mão automaticamente até o anel grande, brilhante e chamativo demais para continuar despercebido.

Droga.

Ela deveria ter tirado aquilo antes de entrar.

Soltou o ar lentamente enquanto fechava os olhos por um segundo breve, percebendo que não existia mais nenhuma forma minimamente inteligente de fugir daquela conversa.

— Não voltei com o Peter.

Daniel continuou encarando ela em silêncio, claramente esperando o resto.

Dayse passou a mão pela testa devagar antes de finalmente falar:

— Eu… estou noiva.

O silêncio que caiu na sala foi imediato.

Daniel piscou uma vez, depois outra. Como se o cérebro estivesse tentando processar a frase e simplesmente recusasse a informação.

— Você o quê?

Marina mordeu o lábio, claramente tentando não rir da expressão dele.

Dayse sentiu o rosto aquecer imediatamente e fingiu interesse na embalagem de salgadinho sobre a mesa, incapaz de sustentar o olhar do irmão.

Marina começou a tossir violentamente no sofá ao lado enquanto Dayse fechava os olhos com força.

— Daniel…

— Não, sério, eu preciso entender isso direito porque talvez eu tenha batido a cabeça quando caí daquele sofá e esteja alucinando. — Ele voltou a apontar para ela. — O Edward Fitzgerald? O homem que parece que nasceu irritado? Aquele cara que olha pras pessoas como se estivesse decidindo qual delas vai demitir primeiro?

Apesar do caos, uma risada curta escapou dela pela primeira vez desde que saiu do carro de Edward.

Porque, honestamente? A descrição não estava totalmente errada.

Marina observou a reação dela imediatamente.

E percebeu no exato instante em que Dayse sorriu sem perceber.

O problema não era mais o anel. Nem o noivado. Nem a mentira.

O problema era que Dayse já estava começando a sorrir quando alguém falava dele.

Daniel continuou encarando a irmã como se ela tivesse acabado de anunciar que largaria tudo para entrar num culto secreto em outro continente, completamente incapaz de decidir se ria, surtava ou ligava imediatamente para alguém confirmar que aquilo não era uma pegadinha coletiva.

— Não… não… espera aí, isso não faz sentido nenhum.

Ele se levantou da poltrona abruptamente, passando a mão pelos cabelos de forma agitada enquanto começava a andar de um lado para o outro na sala.

— Desde quando você começou a se envolver com ele?

Dayse abriu a boca.

Fechou.

Porque essa era exatamente a parte problemática da história.

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