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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 135

“O pior tipo de mentira é aquela que começa a revelar sentimentos reais.”

Toda mentira parece controlável… até alguém começar a fazer as perguntas certas.

Marina percebeu imediatamente a hesitação dela e desviou o olhar para o teto, claramente tentando não piorar a situação.

Daniel parou no meio da sala lentamente. Desviou o rosto novamente para a irmã, estreitando os olhos.

— Dayse…

Ela cruzou os braços na frente do corpo quase por instinto, uma reação defensiva tão automática que só piorou tudo.

— É… recente.

— RECENTE? — ele repetiu incrédulo, apontando para o anel. — Isso aí não é “recente”, isso aí é “vou casar”, que normalmente acontece depois de meses… talvez anos… de um relacionamento saudável entre duas pessoas mentalmente estáveis! Você passou dois anos com aquele idiota do Peter e nem sequer cogitou a possibilidade de casar com ele.

Marina mordeu o lábio com força.

Dayse fechou os olhos por um segundo.

— Daniel…

— Não, peraí, deixa eu entender a linha do tempo dessa tragédia emocional. — Ele voltou a gesticular exageradamente. — A última vez que falei com você, ainda estava solteira. Aí resolvo visitar a minha irmã, e descubro que ela está noiva do homem mais assustador que eu já vi numa capa de revista de negócios.

— Ele não é assustador…

A resposta saiu rápido e natural demais.

Os três perceberam.

Inclusive ela.

Daniel ficou em silêncio por um segundo inteiro antes de apontar lentamente para a irmã.

— Ah, meu Deus.

Dayse sentiu o estômago apertar imediatamente.

Conhecia aquela expressão. Conhecia aquele tom.

— O quê?

Daniel arregalou os olhos de repente, como se uma peça gigantesca tivesse finalmente se encaixado na cabeça dele.

— DAYSE…

Ela já sabia. Sabia exatamente o que vinha antes mesmo dele abrir a boca.

— Você está grávida?!

— O QUÊ?! — ela praticamente gritou, levantando do sofá tão rápido que a manta caiu no chão.

Marina começou a rir imediatamente.

Não uma risada discreta. Uma gargalhada verdadeira, alta, descontrolada, daquelas que fazem o corpo dobrar sozinho.

Daniel apontava para Dayse como um investigador que finalmente resolveu o caso.

— AGORA TUDO FAZ SENTIDO!

— NÃO FAZ SENTIDO NENHUM!

— Faz sim! — rebateu ele imediatamente. — Casamento rápido, bilionário arrogante, final de semana romântico, você emocionalmente destruída… isso tem energia total de gravidez inesperada!

— Daniel, eu NÃO estou grávida!

Ele estreitou os olhos imediatamente.

— Tem certeza?

— Meu Deus do céu, Daniel!

Marina já estava quase chorando de tanto rir no sofá enquanto observava Dayse passar as duas mãos pelo rosto completamente horrorizada.

— Você surtou de vez — murmurou ela.

— Eu só estou tentando entender por que minha irmã aparentemente pulou uns quinze capítulos da própria vida sem me avisar!

Dayse abriu a boca para responder, mas parou.

Porque, honestamente? Ela também não sabia explicar. Não sabia explicar como tudo saiu do controle tão rápido.

Como Edward Fitzgerald tinha deixado de ser apenas o chefe arrogante e insuportável para se tornar alguém capaz de destruir completamente o equilíbrio emocional dela apenas ficando em silêncio dentro de um carro.

Daniel observava a irmã atentamente agora, e a brincadeira começou a desaparecer aos poucos da expressão dele quando percebeu a mudança no olhar dela.

Porque Dayse não parecia confusa. Parecia afetada, muito afetada.

Ele soltou o ar devagar antes de perguntar, dessa vez mais sério:

— Você esta gostando dele?

O silêncio permaneceu na sala por alguns segundos depois da pergunta de Daniel, pesado o suficiente para fazer Dayse desviar o olhar imediatamente, porque responder aquilo em voz alta tornava tudo real demais, e porque pela primeira vez ela não sabia como responder aquilo.

Marina percebeu a tensão crescer e se ajeitou devagar no sofá, observando os dois em silêncio enquanto Daniel mantinha os braços cruzados e os olhos fixos na irmã, claramente decidido a arrancar respostas completas daquela história.

— Dayse preciso que me explique o que porra ta acontecendo.

Dayse soltou o ar lentamente. Então passou a mão pelos cabelos antes de finalmente ceder.

— Tá… eu vou explicar.

Daniel se sentou outra vez, mas agora a postura estava diferente, menos brincalhona, mais séria, enquanto Marina permanecia quieta ao lado dela, como quem já sabia que aquilo deixaria de ser engraçado muito rápido.

Dayse contou tudo.

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