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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 14

Dayse ainda estava tentando aceitar o fato de que, poucos minutos antes, tinha concordado em se casar com o homem mais desejado, e provavelmente, mais perigoso daquela empresa.

Foi então que Clara cruzou os braços, inclinou a cabeça e perguntou com um sorriso perigoso:

— Você vai conseguir resistir a esse homem?

Dayse corou levemente, desviando o olhar por um segundo antes de responder.

— É claro que vou. O fato de termos transado uma única vez não quer dizer nada.

Clara bateu a mão na mesa imediatamente.

— Não quer dizer nada? — repetiu, com um sorriso enorme surgindo no rosto. — Amiga, pelo amor de Deus, você fala como se tivesse tropeçado e caído em cima dele por acidente. Se bem que se fosse comigo, o problema seria conseguir me tirar de cima dele depois…

Marina levou a mão à testa, fechando os olhos por um instante.

— Meu Deus, Clara , você está se ouvindo?

— Marina não seja hipócrita, tenho certeza que assim como eu, toda mulher dessa empresa já desejou no mínimo levar uma chupada daquele Deus do Olimpo.

Marina arregalou os olhos corando em seguida e Clara continuou:

— Dayse, você transou com ele porque quis, e do jeito que chegou aqui depois daquela noite, não me parecia nem um pouco arrependida.

— CLARA!

— Agora vamos analisar os fatos aqui. Você vai se casar, vai morar no apartamento dele, fingir ser sua esposa por um ano perante toda a sociedade, não podem dormir com outras pessoas e você quer me convencer que não vai acontecer absolutamente nada nesse apartamento?

Dayse cruzou os braços.

— Não vai.

Clara a encarou por três segundos e logo depois começou a rir.

— Amiga… você só pode ser completamente insana. Vamos, preciso te levar para uma avaliação psiquiátrica.

Marina suspirou fundo mas antes de dizer alguma coisa, Clara a interrompeu.

— Quero só ver você tentando resistir àquele homem andando pelo apartamento de toalha.

Dayse fechou os olhos e sussurrou:

— Clara…

— Ou de cueca.

— Clara…

— Ou completamente nu.

Marina arregalou os olhos.

— CLARA!

Clara levantou as mãos em sinal de rendição.

— O quê! Eu não resistiria, com toda certeza atacaria aquele Deus grego e cavalgaria nele por horas.

Ela apontou para Marina.

— Ela também não.

Marina arregalou os olhos e quase caiu da cadeira.

— E- eu não disse nada.

Clara ignorou completamente a resposta da amiga.

— Metade dos Estados Unidos não resistiria. Amiga todas as mulheres dessa empresa já tiveram um sonho erótico com o seu “noivo”, inclusive eu.

Dayse fechou os olhos e esfregou as têmporas.

Clara inclinou a cabeça, observando a amiga com um brilho malicioso nos olhos.

— Agora fiquei curiosa… porque?

— Porque ele é arrogante, egocêntrico, irritante…

Clara interrompeu a amiga.

— Extremamente charmoso, sexy, rico, gostoso e parece saber muito bem como dar prazer a uma mulher...

Dayse parou de falar no mesmo instante, cruzou os braços e fechou a cara. Clara sorriu satisfeita e continuou:

— Mas existe outra coisa que eu realmente quero ver.

Dayse suspirou derrotada e perguntou irritada:

— O quê agora?

Clara abriu um sorriso enorme.

— O dia em que essa empresa inteira descobrir que você virou a esposa do todo-poderoso Edward Fitzgerald.

O silêncio caiu sobre a sala e Dayse sentiu um arrepio subir lentamente pela espinha.

Até aquele momento ela estava ocupada demais pensando no contrato… para perceber o que aquilo realmente significava.

Todo mundo iria saber.

Não apenas os colegas do departamento, nem apenas os funcionários daquele andar, mas a empresa inteira.

Quando aquilo viesse à tona, Dayse Whitmore deixaria de ser apenas mais uma funcionária. Ela se tornaria a esposa do homem mais poderoso daquele prédio.

E naquele instante uma certeza desconfortável atravessou sua mente como um aviso silencioso: Metade das pessoas naquele prédio iria odiá-la por isso.

E Dayse tinha a estranha sensação de que algumas delas já tinham começado.

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