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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 15

“Algumas mentiras começam como estratégia… e terminam como destino.”

Enquanto Dayse Whitmore ainda tentava entender no que havia se metido, Edward Fitzgerald já brindava ao casamento que pretendia transformar no maior teatro da sua vida.

O pub estava cheio.

A música baixa se misturava ao tilintar de copos, às risadas das mesas e ao cheiro forte de cerveja e comida.

Edward Fitzgerald parecia completamente à vontade naquele ambiente barulhento.

Sentado na mesa do fundo, com a gravata afrouxada e as mangas da camisa dobradas até os antebraços, ele girava lentamente o whisky dentro do copo de cristal enquanto observava o movimento ao redor com a tranquilidade arrogante de alguém acostumado a ter controle absoluto de qualquer situação.

Do outro lado da mesa, Adrian Keller apoiava os cotovelos na madeira enquanto o encarava com a expressão de alguém que ainda estava tentando decidir se aquilo tudo era uma ideia genial… ou uma completa loucura.

Adrian não era apenas o secretário pessoal de Edward.

Era seu melhor amigo.

O único homem dentro da empresa que podia falar com ele sem medir cada palavra. E naquele momento ele parecia profundamente cético.

— Então deixa eu ver se entendi direito — disse Adrian finalmente, cruzando os braços enquanto inclinava a cabeça. — Você pediu uma funcionária do departamento jurídico em casamento para convencer seu avô de que finalmente decidiu se comportar como um adulto responsável?

Edward tomou um gole tranquilo do whisky.

— Basicamente.

Adrian ficou alguns segundos em silêncio. Então soltou uma risada curta, completamente incrédula.

— Você é completamente insano.

Edward arqueou uma sobrancelha.

— Eu prefiro o termo estratégico.

Adrian apontou para ele.

— Estratégico seria contratar uma atriz.

— Uma atriz seria descoberta em duas semanas.

Adrian estreitou os olhos.

— E uma funcionária da empresa não?

Edward apoiou o copo sobre a mesa.

— Não se ela realmente for convincente…

Adrian ficou em silêncio por um momento, analisando o amigo com atenção. Então perguntou:

— E você realmente acha que seu avô vai acreditar nisso?

Edward deu de ombros com indiferença.

— Ele não precisa acreditar.

Adrian franziu a testa.

— Como assim?

Edward apoiou o copo sobre a mesa e respondeu com calma:

— Ele precisa querer acreditar.

Adrian continuou observando o amigo. Edward se inclinou levemente na cadeira.

— Meu avô decidiu que eu preciso demonstrar maturidade.

— Isso parece razoável — Adrian comentou.

Edward soltou um sorriso curto e arrogante.

— O problema é que o conceito de maturidade dele inclui coisas como casamento estável, responsabilidade e respeito pela reputação da família.

Adrian soltou uma risada.

— Ou seja… exatamente tudo que você passou a vida inteira evitando.

Edward apoiou o cotovelo na mesa.

— Dayse Whitmore acredita que é responsável por um prejuízo de quatro milhões de dólares da empresa.

Adrian arregalou os olhos.

— O quê?!

Edward observou calmamente a reação do amigo.

Adrian se inclinou na mesa.

— Espera um minuto… isso não faz sentido. A empresa não teve prejuízo nenhum naquele caso porque você tinha conhecimento prévio da movimentação e…

Edward o interrompeu. Um sorriso lento, malicioso e absolutamente arrogante apareceu em seus lábios.

— Um pequeno detalhe… que ela nem ninguém sabe.

Adrian ficou olhando para ele por alguns segundos. Então passou a mão pelo rosto.

— Meu Deus.

Edward deu de ombros.

— Ela precisava de um motivo convincente para aceitar.

Adrian ficou olhando para ele por alguns segundos.

— Você manipulou completamente a situação.

Edward deu de ombros com tranquilidade.

— Eu prefiro chamar isso de gestão eficiente de circunstâncias.

Adrian balançou a cabeça lentamente. Porque naquele momento ele percebeu algo que Dayse Whitmore ainda não tinha entendido.

Ela não tinha acabado de aceitar um acordo. Ela tinha acabado de entrar no jogo de Edward Fitzgerald.

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