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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 143

“O problema nunca foi o contrato… foi sentir coisas que não estavam previstas nele.”

Dayse Whitmore

O problema dos contratos emocionais é que, em algum momento, alguém sempre esquece onde termina a obrigação… e começa o sentimento.

A sensação de exaustão emocional começou a esmagar meu corpo no instante em que atravessei a porta da lanchonete e senti o vento gelado da noite atingir meu rosto com força suficiente para me arrancar daquele estado sufocante em que a conversa com Peter tinha me deixado.

Porque talvez o pior de reencontrar alguém que um dia destruiu você não era pela dor que ele havia provocado, mas era perceber que já não existia mais absolutamente nada ali.

Nenhuma saudade, esperança, muito menos amor.

Apenas desgaste, cansaço e uma irritação crescente pelo simples fato de ter perdido tempo ouvindo palavras que deveriam ter sido ditas no passado e que agora já não tinham força suficiente para mudar absolutamente nada.

Atravessei a rua lentamente em direção ao prédio enquanto apertava os braços ao redor do próprio corpo numa tentativa inútil de controlar a inquietação crescente que continuava se espalhando dentro de mim de forma quase agressiva.

Mas a verdade era que Peter já não ocupava espaço suficiente dentro da minha cabeça para me desestabilizar daquele jeito.

Edward ocupava. E eu odiava perceber isso.

Odiava admitir que, mesmo furiosa pelo silêncio absurdo daqueles últimos três dias, existia uma parte completamente ridícula de mim que ainda tinha corrido até a porta do apartamento acreditando que fosse ele do outro lado.

Nenhuma ligação.

Nenhuma mensagem.

Nenhum sinal.

Mesmo assim, meu corpo continuava reagindo ao simples pensamento daquele homem de um jeito perigosamente automático.

Bufei irritada comigo mesma enquanto diminuía os passos ao me aproximar da entrada do prédio.

Porque tudo aquilo deveria ser simples. Era isso que o contrato dizia desde o começo.

Um ano fingindo um noivado perfeito diante das câmeras, participando de eventos, jantares e aparições públicas cuidadosamente calculadas para sustentar um contrato que, pelo menos na teoria, nunca deveria significar nada além disso.

Edward tinha deixado tudo absurdamente claro desde o primeiro dia.

Nunca se apaixone por mim.

A frase atravessou minha cabeça de forma tão nítida que senti meu maxilar endurecer imediatamente.

Eu não sou um homem para amar.

Fechei os olhos por um segundo rápido demais enquanto continuava caminhando. Porque talvez o mais irritante naquela situação inteira fosse perceber que ele tinha avisado o tempo inteiro.

Edward nunca prometeu romance. Nunca prometeu sentimentos, nem um futuro.

E mesmo assim, em algum momento entre os beijos, os toques e as noites em que aquele homem me segurava como se eu fosse a única coisa capaz de acalmá-lo, eu tinha começado a misturar tudo.

Eu tinha deixado de conseguir separar o contrato do desejo, o carinho do sentimento e aquilo era perigosamente mais complicado do que deveria ser.

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