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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 144

“Existem homens que suportam quase tudo… menos a ideia de perder aquilo que começaram a chamar de seu.”

O verdadeiro problema nunca começa quando um homem sente ciúmes pela primeira vez… começa no instante em que ele percebe que já não consegue mais dividir a mulher que jurava não querer.

Edward Fitzgerald permaneceu imóvel dentro do carro até o instante em que viu Dayse desaparecer completamente pela entrada do prédio sem sequer imaginar que ele estava ali observando cada movimento seu em silêncio durante tempo suficiente para perceber uma coisa perigosamente irritante: ele realmente tinha sentido falta dela.

Muita falta.

Só então Edward desviou lentamente o olhar para o outro lado da rua.

Peter ainda permanecia na frente da lanchonete terminando de pagar a conta de maneira distraída, completamente alheio ao fato de que já estava sendo observado por um homem que vinha sustentando o próprio autocontrole no limite desde o momento em que voltou de Singapura.

Edward abriu a porta do carro devagar e saiu sem pressa, mas existia alguma coisa errada na forma como ele fechou a porta logo em seguida, porque homens realmente perigosos quase nunca precisavam levantar a voz para deixar claro quando estavam perto de explodir.

E Peter percebeu isso imediatamente.

O choque atravessou o rosto dele no instante em que ergueu os olhos e encontrou Edward atravessando a calçada em sua direção com os passos lentos, precisos e assustadoramente firmes de alguém que já tinha tomado uma decisão antes mesmo de sair daquele carro.

O terno escuro impecavelmente alinhado contrastava de forma agressiva com a expressão fria do seu rosto. A mandíbula estava travada, os olhos escurecidos de um jeito agressivo, os ombros tensos de um jeito quase imperceptível.

Edward não parecia um homem irritado.

Parecia um homem segurando a própria agressividade no limite, como se estivesse a poucos segundos de perder completamente o controle e partir para cima de alguém.

Peter endireitou a postura automaticamente enquanto largava o copo de café sobre a mesa externa da lanchonete.

O desconforto atravessou o rosto dele imediatamente.

Porque naquele instante finalmente tinha entendido que Edward Fitzgerald não estava apenas irritado.

— Fitzgerald…

A voz saiu menos firme do que ele provavelmente gostaria.

Edward parou na frente dele sem desviar o olhar por um único segundo sequer enquanto o silêncio pesado entre os dois parecia esmagar lentamente o ar ao redor.

Peter tentou sustentar a postura, tentou parecer confortável e agir como se ainda tivesse algum controle daquela situação, mas o próprio corpo começou a traí-lo lentamente, porque sua respiração encurtou, os ombros ficaram tensos e a mão apertou a borda da mesa com força excessiva ao perceber que existia alguma coisa profundamente errada na calma de Edward Fitzgerald naquele instante, como se ele estivesse se controlando no limite antes de explodir de vez.

Edward inclinou levemente a cabeça enquanto continuava encarando-o de forma perigosamente direta.

— Não procure mais ela.

A frase saiu baixa, controlada e absurdamente firme, mas carregava uma agressividade tão clara que Peter sentiu o estômago revirar imediatamente.

Mesmo assim, ele respirou fundo antes de responder:

— Olha… eu só queria conversar com a Dayse. Ela tem o direito de decidir com quem quer ficar.

O maxilar de Edward travou com força suficiente para um músculo saltar discretamente em sua mandíbula.

Peter percebeu e talvez exatamente por perceber tenha cometido o pior erro possível.

Porque ao invés de recuar, ele resolveu provocar.

— Ou você acha mesmo que ela está com você por outra coisa? — soltou uma risada curta, nervosa demais para soar convincente. — Mulheres como a Dayse não recusam um bilionário como você. Cobertura luxuosa, dinheiro, viagens, status… isso impressiona qualquer uma.

O silêncio que veio depois ficou perigosamente pior.

Porque alguma coisa mudou imediatamente na expressão de Edward.

A respiração dele saía pesada enquanto os dedos se fechavam lentamente antes dele ajustar calmamente o punho da camisa social como se ainda estivesse tentando recuperar o mínimo de controle sobre si mesmo.

Peter levou a mão ao rosto atordoado enquanto tentava recuperar o ar.

Edward voltou a se aproximar devagar, o encarando com os olhos escurecidos de um jeito quase ameaçador, fazendo Peter recuar automaticamente, porque ele finalmente tinha entendido que Edward Fitzgerald não estava discutindo por ciúmes.

Estava reagindo como homens reagem quando outro homem chega perto demais daquilo que já consideram deles.

E homens possessivos eram perigosos de um jeito completamente diferente.

Ele parou novamente na frente dele e segurou sua camisa outra vez antes de dizer em voz baixa:

— Escuta com atenção porque eu não costumo repetir ameaças duas vezes. A próxima vez que você aparecer perto da Dayse… eu não vou parar no primeiro soco.

Peter permaneceu em silêncio, porque acreditou em cada palavra.

Edward soltou a camisa dele lentamente antes de encará-lo por mais um segundo.

Depois se afastou sem demonstrar qualquer pressa. Sem olhar para trás, ou dar brechas para qualquer outra discussão.

Porque naquele instante existia uma única coisa absurdamente clara dentro da cabeça dele. Pela primeira vez em muitos anos, ele já não suportava mais a ideia de outro homem tocando em Dayse Whitmore.

E isso transformava Edward Fitzgerald num tipo de homem muito mais perigoso do que qualquer pessoa naquela cidade imaginava.

E enquanto subia em direção ao apartamento de Dayse com os nós dos dedos ainda ardendo violentamente por causa do soco, Edward percebeu uma verdade que homens como ele normalmente demoravam anos para admitir:

Ele já não estava mais tentando manter aquele relacionamento falso sob controle.

Estava tentando desesperadamente não perder a única mulher capaz de destruir completamente o controle dele.

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