“O problema nunca foi o desejo… foi perceber que sentir falta dele começou a doer mais do que deveria.”
Dayse Whitmore
Eu deveria ter batido a porta na cara dele. Talvez tivesse evitado o desastre que aconteceu depois.
Edward me pressionou contra a parede com o corpo inteiro, colando o corpo no meu e não deixando nenhum espaço entre nós, como se não quisesse me soltar. Suas mãos deslizaram apressadas pela barra da minha camiseta larga puxando para cima de uma vez só, arrancando o tecido pela minha cabeça num movimento rápido e impaciente.
Meu corpo reagiu antes da minha mente.
Minhas mãos já atacavam os últimos botões da camisa social dele, abrindo-os com tanta pressa que alguns voaram pelo chão da sala. O tecido escorregou pelos ombros largos e caiu aos nossos pés. Sem perder um segundo, desci as mãos até o cinto dele, abrindo-o com urgência quase desesperada. Puxei o zíper para baixo e enfiei a mão dentro da calça, segurando o pau dele quente, grosso e latejante.
Edward arfou alto contra minha boca, um som rouco e carregado de desejo que fez algo dentro de mim se apertar violentamente.
— Porra, Dayse… — ele grunhiu, com a voz falhando por um segundo.
Eu o apertei com mais firmeza, sentindo ele pulsar na minha palma enquanto o masturbava devagar, apenas o suficiente para torturá-lo. O poder que eu sentia naquele momento era inebriante, ver Edward Fitzgerald, sempre tão controlado, perdendo a compostura por minha causa era maravilhoso demais.
Sem demora ele levou a mão até o meu short, descendo de uma só vez, junto com minha calcinha me deixando completamente nua na sua frente.
O contraste da parede fria contra minha pele quente arrancou um arrepio do meu corpo.
No segundo seguinte, Edward segurou minha coxa direita, erguendo-a contra seu quadril, e eu senti sua glande roçando minha entrada molhada, latejando de desejo.
Nós dois gememos alto quando ele me invadiu de uma vez, fundo e sem aviso. Meu corpo arqueou violentamente contra o dele, e eu cravava as unhas nas costas dele enquanto ele me preenchia por completo.
Era bruto. Era necessário. Era como se todos aqueles três dias de distância tivessem se transformado em pura fome.
Três dias. E meu corpo reagia como se ele tivesse ficado meses longe de mim.
A raiva, a saudade e o alívio explodiram dentro de mim a cada estocada forte que ele dava em pé. Meu coração batia tão rápido que eu jurava que ele poderia sair de dentro do meu peito a qualquer momento.
Isso não é mais contrato.
E o pior é que eu já não queria que fosse.
O pensamento me aterrorizava e me excitava ao mesmo tempo. Eu estava me entregando completamente, sem defesa, e pela primeira vez não queria lutar contra isso.
Edward mordia meu pescoço, enquanto me invadia cada vez mais fundo me deixando louca.
— Você… é minha — rosnou com a voz rouca e possessiva.
As palavras me atravessaram como um choque.
Eu me segurei nele com mais força, com as pernas trêmulas, recebendo cada investida com gemidos que eu nem tentava segurar. O prazer subia rápido demais, era quase assustador. Meu ventre se contraiu violentamente, o clitóris roçava contra ele a cada vez que ele se enterrava até o fundo.
— Edward… eu… — não consegui terminar.
O orgasmo me atingiu de repente, violento, como uma onda que me arrastou. Meu corpo se contraiu em torno dele, os músculos internos pulsaram forte enquanto eu gozava, gemendo o nome dele contra seu ombro.
Ele acelerou, e o único som que se ouvia na sala, era o de nossos corpos se chocando. Meu segundo orgasmo veio mais forte que o primeiro, me fazendo ver estrelas. Meu corpo inteiro convulsionou, enquanto eu gozava novamente, gemendo alto, e agarrava o encosto do sofá com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos.
Edward soltou um gemido rouco, mas ainda segurou o próprio orgasmo.
Ele me virou de repente, sentou no chão da sala e me puxou para cima dele. Eu montei em seu colo, com as mãos espalmadas no peito suado dele, e desci devagar, sentindo cada centímetro me abrir novamente. Edward jogou a cabeça para trás, gemendo meu nome enquanto eu começava a cavalgar.
— Assim… porra, assim mesmo — ele grunhiu, com as mãos apertando minha cintura, guiando meus movimentos cada vez mais rápidos.
Eu me apoiei nos ombros dele, subindo e descendo com força. O prazer era quase insuportável agora. Minha pele queimava. As emoções me sufocavam: medo de admitir que eu estava apaixonada, alívio de finalmente tê-lo, desespero de nunca mais querer ficar longe.
Edward sentou o tronco, colando o peito no meu, e tomou minha boca num beijo faminto enquanto eu subia e descia no colo dele. Nossos corpos escorregadios se moviam juntos, perfeitos, desesperados.
— Olha pra mim. — sua mão segurou o meu rosto me obrigando a olhar para ele. — Goza comigo agora.
Eu não consegui segurar mais.
O terceiro orgasmo veio ao mesmo tempo que o dele. Os músculos se fecharam ao redor dele enquanto ele finalmente gozava gemendo meu nome como se fosse uma prece.
Nós ficamos assim por um tempo que pareceu eterno, eu sob ele, ele ainda dentro de mim, nossas respirações entrecortadas, o suor misturado, os corações batendo forte um contra o outro.
E naquele momento, com o corpo dele ainda pulsando dentro do meu, eu soube com uma clareza assustadora:
Contrato ou não… eu já era completamente dele.

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