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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 149

“Homens frios quase nunca deixam de sentir… apenas aprendem a esconder melhor.”

Edward Fitzgerald

Depois da noite anterior, existiam apenas duas opções possíveis para mim: admitir que estava emocionalmente envolvido com Dayse Whitmore… ou me tornar ainda mais frio.

A dor de cabeça começou antes mesmo de eu abrir completamente os olhos.

Minha mão passou lentamente pelo rosto enquanto eu permanecia imóvel por alguns segundos encarando o teto da suíte ainda escura, tentando ignorar o peso irritante pulsando nas têmporas e o gosto forte de álcool preso na garganta, mas bastou a lembrança da noite anterior atravessar minha cabeça para a mandíbula travar quase imediatamente.

Eu indo até o apartamento de Dayse, o sexo intenso, a discussao e a expressão dela quando percebeu que eu tinha transformado tudo outra vez em distância, controle e cláusulas de contrato.

Soltei uma respiração pesada enquanto me levantava da cama devagar, passando a mão pela nuca antes de caminhar até o banheiro sem acender qualquer luz da cobertura, porque naquele momento qualquer claridade parecia irritante demais.

Nem o banho gelado foi suficiente para aliviar a pressão irritante na minha cabeça, e o café forte que tomei antes de sair da cobertura também não ajudou muito.

E talvez tenha sido exatamente por isso que, enquanto abotoava lentamente a camisa social em frente ao espelho e encarava o próprio reflexo com a expressão fechada e os olhos cansados por uma noite praticamente sem dormir, eu finalmente percebi uma coisa com clareza irritante:

Eu precisava voltar ao controle imediatamente.

Porque homens como eu não podiam se dar ao luxo de agir emocionalmente.

Não podiam hesitar.

Não podiam se apegar.

E definitivamente não podiam atravessar Manhattan de madrugada apenas porque sentiram falta de uma mulher.

Minha expressão endureceu no mesmo instante.

Droga.

O trajeto até a empresa aconteceu em silêncio absoluto. Os dedos permaneciam firmes no volante enquanto minha cabeça continuava voltando para a mesma lembrança irritante de novo e de novo.

— Então foi por isso que você apareceu aqui?

Passei a mão lentamente pela boca enquanto o sinal fechava à minha frente. Ela realmente acreditava que eu tinha ido até aquele apartamento apenas por ciúme. E talvez o pior fosse admitir que fui exatamente eu quem deixou ela acreditar nisso.

Quando finalmente entrei na garagem privativa, já sentia o corpo inteiro rígido outra vez, como se cada pensamento envolvendo Dayse tivesse sido empurrado para algum lugar trancado dentro da minha cabeça. Ou pelo menos era isso que eu tentava fazer.

O lobby inteiro mudou discretamente no instante em que atravessei as portas principais do prédio.

Conversas diminuíram de volume. Assistentes endireitaram imediatamente a postura. Alguns funcionários desviaram do meu caminho rápido demais.

Ninguém precisava perguntar quando Edward estava irritado.

O ambiente inteiro percebia.

Meus passos continuaram firmes pelo mármore do lobby enquanto eu ajustava lentamente o relógio no pulso, mantendo a expressão fechada e os ombros tensos demais sob o tecido impecável do terno escuro.

Uma das recepcionistas chegou a abrir a boca para me desejar bom dia, mas desistiu no instante em que sustentei o olhar nela por tempo suficiente para fazê-la abaixar os olhos imediatamente.

O elevador privativo chegou segundos depois e eu entrei sem dizer uma palavra.

O reflexo metálico das portas devolvia a imagem exata do homem que o mercado inteiro conhecia:

frio, calculista, controlado, perfeitamente capaz de destruir alguém sem precisar elevar a voz.

E talvez fosse exatamente por isso que a simples ideia de Dayse conseguir atravessar todas aquelas camadas começava a parecer perigosamente insuportável.

Quando as portas do elevador abriram no último andar, encontrei Adrian encostado próximo da sala de reuniões enquanto analisava alguns documentos no tablet.

Ele ergueu os olhos imediatamente.

— Como foi Singapura?

Continuei andando sem diminuir os passos.

— Que horas é a reunião?

O silêncio caiu no corredor quase no mesmo instante.

Adrian observou minhas costas por alguns segundos antes de arquear levemente a sobrancelha.

— Certo… — murmurou em tom seco. — Bom dia pra você também.

Ignorei completamente o comentário.

Entrei direto na minha sala enquanto afrouxava lentamente o nó da gravata com movimentos precisos, aqueles mesmos movimentos frios e calculados que eu usava sempre que precisava recuperar algum tipo de controle interno antes que alguém percebesse qualquer rachadura.

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