“Alguns homens fazem planos. Outros fazem armadilhas.”
Adrian Carter conhecia Edward Fitzgerald há tempo suficiente para saber uma coisa perigosa: quando Edward dizia que tinha tudo sob controle, era exatamente quando as coisas começavam a sair do controle.
Adrian soltou um suspiro.
— Eu não acredito que você fez isso.
Edward ignorou o comentário.
— Amanhã eu vou levá-la para conhecer meus avós.
Adrian piscou.
— Amanhã?!
— Quanto antes melhor.
Adrian ficou alguns segundos em silêncio. Então perguntou lentamente:
— Você tem noção do caos que isso vai causar dentro da empresa quando descobrirem?
Edward soltou uma risada baixa.
— É exatamente por isso que vai funcionar.
Adrian apoiou o queixo na mão.
— Ainda tem um detalhe nesse seu plano que está me incomodando.
Edward arqueou uma sobrancelha.
— Qual?
Adrian o observou com atenção.
— Você escolheu essa funcionária específica por algum motivo?
Edward não respondeu imediatamente e Adrian estreitou os olhos.
— Espera.
Ele se inclinou um pouco para frente.
— Eu conheço essa cara.
Edward suspirou.
— Adrian…
— Você já dormiu com ela, não foi?
Edward permaneceu em silêncio por um segundo e Adrian arregalou os olhos.
— Você dormiu com ela!
Edward passou a mão pelos cabelos, irritado.
— Foi antes do acordo.
Adrian abriu um sorriso enorme.
— Eu sabia.
Edward apoiou o cotovelo na mesa.
— Não foi planejado.
Adrian riu.
— Claro que não foi.
Ele inclinou a cabeça.
— Então vamos acrescentar um detalhe muito interessante nesse seu plano genial.
Edward o encarou.
— Qual?
Adrian levantou um dedo.
— Você vai morar durante um ano inteiro no mesmo apartamento que uma mulher com quem já dormiu.
Edward deu de ombros.
— E?
Adrian começou a rir.
— E você realmente acha que não vai acontecer absolutamente nada?
Edward soltou uma risada baixa, cheia de arrogância.
— Adrian… por favor.
Ele inclinou o corpo para trás na cadeira com a confiança relaxada de alguém acostumado a vencer.
— Aquela mulher mal consegue me olhar sem perder a compostura.
Adrian arqueou uma sobrancelha e Edward deu um sorriso debochado.
— A única pessoa que corre risco nessa situação é ela.
Adrian cruzou os braços.
— E por quê?
Edward tomou mais um gole de whisky. E respondeu com tranquilidade absoluta:
— Porque Dayse Whitmore pode até tentar resistir… — Ele apoiou o copo na mesa e um brilho arrogante apareceu em seus olhos. — Mas eu garanto que ela não vai conseguir.
Adrian balançou a cabeça lentamente.
— Você é impossível.
Edward apenas sorriu e levantou o copo em um brinde preguiçoso.
— Ao casamento mais convincente que aquela empresa já viu.
Adrian ergueu a cerveja, mas antes de beber, murmurou:
— Eu só quero ver como você vai explicar isso quando parar de ser um plano… e começar a parecer um problema.
Edward apenas sorriu.
Adrian tomou mais um gole da cerveja, observando Edward por alguns segundos em silêncio, como se estivesse organizando outra pergunta na cabeça.
Então falou:
— Já que estamos falando de desastres iminentes… tem outra pessoa que eu estou curioso para saber como reagiu.
Edward ergueu uma sobrancelha.
— Quem?

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