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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 16

“Alguns homens fazem planos. Outros fazem armadilhas.”

Adrian Carter conhecia Edward Fitzgerald há tempo suficiente para saber uma coisa perigosa: quando Edward dizia que tinha tudo sob controle, era exatamente quando as coisas começavam a sair do controle.

Adrian soltou um suspiro.

— Eu não acredito que você fez isso.

Edward ignorou o comentário.

— Amanhã eu vou levá-la para conhecer meus avós.

Adrian piscou.

— Amanhã?!

— Quanto antes melhor.

Adrian ficou alguns segundos em silêncio. Então perguntou lentamente:

— Você tem noção do caos que isso vai causar dentro da empresa quando descobrirem?

Edward soltou uma risada baixa.

— É exatamente por isso que vai funcionar.

Adrian apoiou o queixo na mão.

— Ainda tem um detalhe nesse seu plano que está me incomodando.

Edward arqueou uma sobrancelha.

— Qual?

Adrian o observou com atenção.

— Você escolheu essa funcionária específica por algum motivo?

Edward não respondeu imediatamente e Adrian estreitou os olhos.

— Espera.

Ele se inclinou um pouco para frente.

— Eu conheço essa cara.

Edward suspirou.

— Adrian…

— Você já dormiu com ela, não foi?

Edward permaneceu em silêncio por um segundo e Adrian arregalou os olhos.

— Você dormiu com ela!

Edward passou a mão pelos cabelos, irritado.

— Foi antes do acordo.

Adrian abriu um sorriso enorme.

— Eu sabia.

Edward apoiou o cotovelo na mesa.

— Não foi planejado.

Adrian riu.

— Claro que não foi.

Ele inclinou a cabeça.

— Então vamos acrescentar um detalhe muito interessante nesse seu plano genial.

Edward o encarou.

— Qual?

Adrian levantou um dedo.

— Você vai morar durante um ano inteiro no mesmo apartamento que uma mulher com quem já dormiu.

Edward deu de ombros.

— E?

Adrian começou a rir.

— E você realmente acha que não vai acontecer absolutamente nada?

Edward soltou uma risada baixa, cheia de arrogância.

— Adrian… por favor.

Ele inclinou o corpo para trás na cadeira com a confiança relaxada de alguém acostumado a vencer.

— Aquela mulher mal consegue me olhar sem perder a compostura.

Adrian arqueou uma sobrancelha e Edward deu um sorriso debochado.

— A única pessoa que corre risco nessa situação é ela.

Adrian cruzou os braços.

— E por quê?

Edward tomou mais um gole de whisky. E respondeu com tranquilidade absoluta:

— Porque Dayse Whitmore pode até tentar resistir… — Ele apoiou o copo na mesa e um brilho arrogante apareceu em seus olhos. — Mas eu garanto que ela não vai conseguir.

Adrian balançou a cabeça lentamente.

— Você é impossível.

Edward apenas sorriu e levantou o copo em um brinde preguiçoso.

— Ao casamento mais convincente que aquela empresa já viu.

Adrian ergueu a cerveja, mas antes de beber, murmurou:

— Eu só quero ver como você vai explicar isso quando parar de ser um plano… e começar a parecer um problema.

Edward apenas sorriu.

Adrian tomou mais um gole da cerveja, observando Edward por alguns segundos em silêncio, como se estivesse organizando outra pergunta na cabeça.

Então falou:

— Já que estamos falando de desastres iminentes… tem outra pessoa que eu estou curioso para saber como reagiu.

Edward ergueu uma sobrancelha.

— Quem?

Edward soltou uma pequena risada.

— Isso é irrelevante.

Adrian passou a mão pelo rosto.

— Edward…

— Ela sabe exatamente qual é a natureza da nossa relação.

— Você tem certeza disso?

Edward o encarou com um olhar frio.

— Absoluta.

Adrian ficou alguns segundos em silêncio antes de dizer:

— Você sabe que ela é perigosa.

Edward inclinou a cabeça.

— Eu também sou.

Adrian balançou a cabeça.

— Eu não estou falando de você.

Ele apontou o dedo sobre a mesa.

— Estou falando da Dayse.

Edward ficou em silêncio.

Adrian continuou:

— Liliana pode tentar prejudicar a garota de alguma forma.

Por um breve instante, Edward não respondeu. Ele apenas passou o polegar pela borda do copo de whisky, pensativo. Então respondeu com calma:

— Ela não vai fazer isso.

Adrian o observou.

— E por quê?

Edward deu de ombros.

— Porque não seria inteligente.

Adrian franziu a testa.

— Você realmente acha que ciúme segue lógica?

Edward tomou mais um gole de whisky.

— Liliana sabe exatamente até onde pode ir comigo.

Adrian não respondeu, apenas observou o amigo por alguns segundos em silêncio. Edward podia ser muitas coisas.

Inteligente.

Frio.

Estratégico.

Mas havia uma coisa que ele raramente levava em consideração. Pessoas emocionalmente feridas não costumavam agir de forma inteligente. E Adrian tinha a incômoda sensação de que Dayse Whitmore ainda não fazia ideia do tipo de guerra em que estava prestes a entrar.

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